terça-feira, 29 de maio de 2012

CIRCULANDO NA REDE (3)

É lamentavel , mas infelizmente é verdade... São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este! EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul. Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME: 
 

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"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em
1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?

Somos todos nós.
 
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..

Não temos mais tempo a perder.
 
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
 
Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
 
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
 
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
 
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
 
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
 
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
 

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.

Eu sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.

Não é o meu objetivo.
 
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
 
as pessoas.
 
Eu sou mesmo teimoso!...
 
Não tem jeito...
"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."
EU APOIO ESTA TROCA

TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES
 

O salário de 344 professores que ensinam =
 ao de 1 parlamentar que rouba.

CIRCULANDO NA REDE (2)

O porteiro do puteiro... Não se importe com o título... Fato Verídico...Leia até o fim!!!


O Porteiro do Puteiro 

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.

Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de i deias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o e stabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que..
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens  mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc . . .
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto.
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o
PORTEIRO DO PUTEIRO!!!


Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.

As adversidades podem  ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo,  reconhecer suas virtudes .

Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado.........

Sr. Carlos Tramontina ... 

CIRCULANDO NA REDE (1)

FRASE DA SEMANA- Niemayer dá show! Aniversário de 102 Anos!
 
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"Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão"
(Oscar Niemayer)

Centros de Adestramento para Forças Armadas: Um caminho a percorrer

Marcelo Carvalho Ribeiro*
Instrução de tiro real com Leopard 1A5BR no moderno polígono de tiro. Campo de Instrução do Barro Vermelho, do 4º RCC em Rosário do Sul - Foto: Ricardo Fan
1.INTRODUÇÃO
O preparo das Forças Armadas para exercer sua atividade-fim, a defesa da pátria, é inquestionavelmente sua atividade mais importante, tanto na paz como na guerra. Uma vez definidos os meios com os quais as Forças vão atuar, por meio da Estratégia Genética, é necessário que as forças recebam um treinamento adequado para fazer frente às ameaças, por meio da Estratégia de Emprego, adequada às Hipóteses de Emprego que a nação define.
A qualidade do preparo é diretamente proporcional à qualidade dos meios empregados no preparo, non multa sed multum[1]. Possuir Centros de Adestramento, com modernos meios de simulação, pode proporcionar um salto estratégico no preparo das Forças Armadas Brasileiras. Este artigo pretende discorrer sobre este moderno conceito, e apontar algumas linhas gerais para sua criação.

2. A SIMULAÇÃO DE COMBATE
Simulador do Leopard 1A5br no CIBld - Foto: Sd Robson
A atuação das Forças Armadas em conjunto passa necessariamente por um adestramento eficaz de cada uma das forças componentes. Para realizá-lo de forma eficiente com os recursos que são cada vez mais escassos, as Forças acabam por priorizar determinadas unidades ou grupos de unidades, fazendo com que todo o restante da tropa esteja em uma função secundária ou mesmo não recebam um adestramento adequado.
Os resultados são desastrosos: tropa mal treinada, desmotivada e, frequentemente, desvio da atividade-fim para outras tarefas, aumentando o risco de que, caso a nação necessite, não possa dispor dos meios adequados à sua defesa.
Se o treinamento de cada Força componente fica prejudicado, que dirá o adestramento conjunto: este passa a receber uma baixa prioridade. Cada Força passa empregar todos os recursos disponibilizados para capacitar adequadamente seus próprios meios, e o treinamento em Conjunto passa a ser feito somente em ocasiões pontuais, como demonstrações ou manobras curtas, sem que, com isso, ocorra a necessária interação entre as Forças.
Para vencer estas dificuldades, o uso da simulação de combate vem avançando nas três forças no decorrer dos últimos anos. Cada uma das Forças componentes já possuem meios de simulação e já os realizam em suas três vertentes, a saber:
- SIMULAÇÃO CONSTRUTIVA, que envolve tropas e elementos simulados, operando sistemas simulados, controlados por pessoas reais, normalmente numa situação de comandos constituídos. Também conhecida pela designação de “jogos-de-guerra”. A ênfase dessa modalidade é a interação entre pessoas, divididas em forças oponentes que se enfrentam sob o controle de uma direção de exercício.
- SIMULAÇÃO VIRTUAL, modalidade de simulação na qual são envolvidas pessoas reais, operando sistemas simulados, ou gerados por computador. Enquadram-se entre os simuladores virtuais, os simuladores de procedimentos[3], os treinadores virtuais[4] e os simuladores virtuais táticos[5].
Enquanto os simuladores de procedimentos têm como foco a interação homem-máquina, logo indicados ao treinamento de nível individual, os simuladores virtuais táticos visam o aprendizado, treinamento ou experimentação de situações cujo enfoque está nas interações com o ambiente e na coordenação entre as forças presentes, portanto, adequado aos escalões mais elementares (até nível subunidade) da força.
Por sua vez, os treinadores virtuais oferecem excelentes condições para interação homem-máquina-ambiente, assim, são os dispositivos que estão no meio do “continuum” entre os demais simuladores.
- SIMULAÇÃO VIVA, modalidade na qual são envolvidas pessoas reais, operando sistemas reais (armamentos, equipamentos, viaturas e aeronaves de dotação), no mundo real, com o apoio de sensores, dispositivos apontadores “laser” e outros instrumentos que permitem acompanhar o elemento e simular os efeitos dos engajamentos.
Simulador do Leopard 1A5br no CIBld - Foto: Sd Robson
Os Dispositivos de Simulação de Engajamento Tático (DSET) são os mais proeminentes desta categoria. Este tipo de simulação é a que está mais próxima da realidade, dado que um mínimo de recursos é simulado. No entanto, para reproduzir situações verossímeis, é necessário que haja atores de diferentes naturezas participando do exercício de simulação viva, o que requer, por exemplo, dispositivos que possibilitem a reprodução e interação entre todos os sistemas de armas dos elementos de manobra, e não apenas algum deles.
São óbvios os benefícios trazidos pela simulação de combate: melhor qualidade de adestramento, economia de recursos, otimização do tempo, desenvolvimento e adequação da doutrina militar, treinamento das forças direcionado para as hipóteses de emprego, fazendo com que atuem de modo mais eficaz, dentre outros.
Atualmente, no nosso país, estes meios estão desenhados, na sua maioria, para atender a necessidades pontuais, sem pensar numa interação entre si, quer dizer: o meio construtivo não interage com o da simulação virtual e com a viva. Tampouco há uma interação dentro da própria Força, ou seja: no caso do Exército, os meios de apoio de fogo não interagem com a aviação do exército ou dos blindados. Interação entre Forças Armadas só mesmo em alguns exercícios de Estado-Maior conjunto, como os realizado nas Escolas de Estado Maior, no final de cada ano no Rio de Janeiro, na qual somente há a possibilidade de participação de algumas dezenas de militares cada ano.

3.CENTRO DE ADESTRAMENTO: EM QUE CONSISTE?
O conceito de centro de adestramento não é uma novidade nas Forças Armadas de outros países. Consiste na adequação destes meios de simulação a um campo de manobras em concreto, para onde alguns efetivos possam se deslocar e onde possa acontecer um trabalho conjunto de estados-maiores e frações de tropa, onde todos possam ganhar. Consiste, ainda, em se modernizar um Campo de Instrução, dotando-o de meios que permitam a realização, simultaneamente, dos três tipos de simulação, e ainda com capacidade de realização de exercícios de tiro real.
A vantagem de se reunir estes meios em um único local são imensas. A primeira delas é a redução de custos de manutenção e operação, embora requeira consideráveis e contínuos recursos para despesas com deslocamentos e gratificações da tropa. Conjugada com a adequação de um cronograma de utilização pode proporcionar o adestramento eficaz de um grande grupo de organizações existentes em uma determinada região, maximizando os investimentos realizados.
Outra vantagem significativa é a possibilidade de se gerar, ao longo do ano, diversas oportunidades para que as Forças possam interagir, gerando uma cultura de emprego conjunto.
Como modelos, poderíamos citar o National Training Center, nos Estados Unidos da América, e o Centro Nacional de Adestramiento San Gregório, do Reino da Espanha.
Ambos reúnem conceitos semelhantes: áreas para acampamento e acantonamento para a tropa, com toda uma infraestrutura para o apoio ao treinamento, modernos campos de tiro, dotados de alvos pop-up[2] e meios para realização de tiro em movimento, noturno, com meios aéreos, etc., meios de monitorização das forças que permitam exercícios do tipo duelo, com emprego de forças oponentes., e, igualmente importante, meios de simulação construtiva e virtual, que permitem adestrar estados-maiores e frações de tropa simultaneamente.
No nosso país, tal estrutura inexiste. As forças atuam em seus campos de manobras ou áreas próprias. Normalmente, quando atuam, Realizam exercícios de curta duração, pois, devido à falta de estrutura, não tem capacidade de durar longo tempo em ação, dado a falta de capacidade de se realizar um apoio logístico eficaz. Além disso, muitas OM não dispõem de campos de instrução ou quando dispõem, têm parte da área inutilizável para a realização de manobras táticas em função de arrendamentos.
Dessa forma, seus exercícios ficam limitados a pequenas faixas de terreno, que não permitem o desdobramento exigido taticamente. A presença de tropa por um período prolongado pode vir a gerar danos ambientais, dada a falta de infraestrutura. A qualidade do adestramento fica comprometida pela falta de um apoio efetivo, sem contar a baixa qualidade dos meios para medir os resultados alcançados, normalmente bastante empíricos.
O investimento num Centro de Adestramento poderia modificar rapidamente este quadro.
Muitos podem pensar que o montante de recursos para atingir esta meta seria proibitivo. Para contra-argumentar esta colocação, basta pensar que este investimento seria uma ação de médio e longo prazo, mas que iniciasse com decisão: começando-se por reduzir a quantidade de campos de manobra existentes, por meio de manobras patrimoniais, e eleição de alguns para que possam receber os investimentos.
Os recursos advindos da alienação destes campos ou áreas menores, penso, já seriam suficientes para ampliar algumas áreas e dotá-las da necessária infraestrutura. De modo progressivo, pode-se investir-se em meios de simulação, seguindo-se uma política única para sua aquisição pelas Forças, reduzindo, com isso, seus custos.E mais: Cada uma das áreas estratégicas poderia possuir um Centro de Adestramento, com vocações distintas. Na Amazônia, no Centro- Oeste e no Sul, poderia ser dada a prioridade para os meios aéreos e terrestres. No sudeste e nordeste, prioridade aos meios navais e aéreos.

4.CONCLUSÃO
Preparar as Forças para sua atividade-fim sempre foi e será o grande desafio para as Forças Armadas de um país. O emprego da simulação de combate para o adestramento de forças vem sendo ampliado nos últimos anos, com a disponibilização de meios cada vez mais eficazes e modernos.
Em nosso país, torna-se necessário repensar a política de investimento nestes meios para as Forças Armadas, para que possam gerar uma melhor relação custo- benefício. A criação de Centros e Adestramentos regionais poderia contribuir sobremaneira com esta finalidade, fazendo com que estas deixem de pensar isoladamente em seu adestramento, e passem a interagir de modo mais frequente e com maior qualidade.
A própria criação desta estrutura seria já um desafio, que poderia fazer com que houvesse maior interação do adestramento entre as Forças, num nível regional. Exigiria uma coordenação por parte do Estado-Maior Conjunto, no estabelecimento de uma política única para a simulação, gerando a necessária sinergia na constituição de tão grandioso projeto.
Melhorar a qualidade do adestramento de cada Força Componente e das Forças, como Conjunto, é uma tarefa que exige coordenação, investimento e modernidade. Com esta finalidade, portanto, a criação de Centros de Adestramento é um importante caminho a percorrer. Conjugar esforços com esta finalidade, no momento em que o Brasil aponta como um importante ator no cenário estratégico internacional é absolutamente fundamental.
[1] Não em quantidade, mas em qualidade.
[2] Alvos que levantam e abaixam, mediante um comando remoto.
[3] Os simuladores de procedimentos são dispositivos que buscam reproduzir, com maior grau de fidelidade, os sistemas reais, no intuito de oferecer ótimas condições de interação homem-máquina.
[4] Os treinadores virtuais são dispositivos que integram Hardwares, semelhantes aos existentes nos sistemas reais, a ambientes virtuais.
[5] Os simuladores virtuais táticos são dispositivos, normalmente aplicativos, que propiciam a interação entre diversas pessoas e máquinas num ambiente virtual gerado por computador.

Veja também o video de Instrução de tiro real com alvos Pop-Up

*Tenente Coronel do Exército, Comandante do Centro de Instrução de Blindados
DefesaNet/montedo.com

DEZ PERGUNTAS PARA A "COMISSÃO DA VERDADE"

10 perguntas para Comissão da Verdade:
 
1) Sabe-se que os militantes da luta armada foram treinados no exterior. Quando o treinamento foi iniciado, antes ou depois de 1964 ? Em que países?
2) Sabe-se que as organizações de esquerda recebiam auxilio financeiro do exterior. De que maneira o dinheiro chegava ao Brasil e quem eram os intermediários? …
3) Sabe-se que havia uma colaboração entre as organizações comunistas da America Latina. Como se dava esta colaboração? Havia estrangeiro atuando no Brasil?
4) Presume-se que parte do produto dos assaltos era remetida para o exterior. Com que finalidade? Como era feita a lavagem do dinheiro?
5) Sabe-se que Fidel entregou ao falecido Brizola uma grande soma de dólares que seria empregado na luta armada. Que fim foi dado ao dinheiro?
6) Sabe-se que a esquerda assassinou companheiros a título de justiçamento. Entre estes mortos há algum incluído entre os considerados “desaparecidos”?
7)Porque nenhum dirigente histórico do PCdoB foi preso ou morto no Araguaia?
8) Supõe-se que parte do dinheiro roubado do cofre do Ademar de Barros teria sido entregue ao Miguel Arraes exilado na Argélia. O que foi feito com o dinheiro?
9) Qual foi o critério usado pela esquerda para indicar os companheiros que foram trocados pelos diplomatas seqüestrados?
10) Quem afinal foi o verdadeiro responsável pelo atentado do aeroporto dos Guararapes?
 
Fonte: WEB.

domingo, 27 de maio de 2012

O ABISMO SALARIAL DOS MILITARES

Abismo salarial: Sargentos das Forças Armadas ganham menos que visitadores sanitários

Abismo salarial na União

Levantamento revela diferença de valores da hora de serviço. CVM, INPI e Fiocruz lideram no Rio

ALESSANDRA HORTO
Estudo exclusivo com dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento revela que servidores do INPI, da Fiocruz e da CVM têm a hora de serviço mais bem paga entre as repartições que têm sede no Rio, mas perdem para o pessoal do fisco, da advocacia que defende o governo e do serviço secreto da Abin. Levantamento mostra que quem atende ao público tem o pior salário e expõe a queda da remuneração dos militares na hierarquia da hora de serviço paga pela União.
O ranking foi classificado de acordo com a hora de trabalho do servidor em topo de carreira. E revela detalhes curiosos, como 3º e 1º sargentos das Forças Armadas abaixo de Visitador Sanitário de Combate às Endemias.
O secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, argumentou que o abismo nos valores da hora do serviço foi evidenciado no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o ex-presidente concedeu reajustes para a elite do funcionalismo, deixando de fora os servidores que lidam diretamente com a população.
Costa explicou que o governo Lula, apesar dos reajustes concedidos em sua gestão, não corrigiu o problema e apontou que as carreiras de base podem sofrer colapso em cinco anos: “Quem está em início de carreira vai pular para outras mais atrativas”.

O Dia OnLine/montedo.com

BRASIL DOA HELICÓPTEROS À BOLÍVIA

Brasileiro bonzinho: Evo toma refinarias da Petrobrás e Brasil doa helicópteros para a Bolívia

Comissão autoriza doação de quatro helicópteros para Bolívia

GABRIELA GUERREIRO
Numa ação negociada com o governo da Bolívia, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que autoriza a doação de quatro helicópteros da Força Aérea Brasileira ao país vizinho.
H-1H Iroquios (imagem: FAB)
As aeronaves, segundo o projeto, integram a frota desativada da Aeronáutica e estariam defasadas --com a previsão de doação no estado em que se encontram.
São quatro helicópteros de fabricação norte-americana, tipo H-1H Iroquiois.
O projeto prevê que o governo boliviano pague as despesas com o traslado dos helicópteros. Para a doação ser efetivada, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado.
O Ministério da Defesa, ao justificar a doação ao Congresso, disse que o objetivo da doação é "estreitar laços de amizade" com a Bolívia e "permitir a participação mais efetiva do Brasil em questões internacionais".
O ministério afirma que a doação pode "suprir eventuais carências" do governo boliviano.
A ação foi acertada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Bolívia, Evo Morales, em 2008, para facilitar nas operações de combate ao narcotráfico do país.
O governo afirma que as aeronaves possuem valor "residual", por isso não compensa a sua alienação. Também haveria, segundo o Executivo, helicópteros mais modernos no mercado com menor custo operacional --o que não justificaria recolocá-las em funcionamento.
O senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator do projeto na CCJ, disse que a estocagem das aeronaves já defasadas não compensa economicamente ao Brasil. Segundo o senador, os helicópteros acarretam "prejuízos" à FAB com instalações e manutenção de voo, mas podem ser úteis aos "esforços bolivianos de combater o narcotráfico".
 
Folha.com/montedo.com

NÃO CHOREM POR MIM...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca


Cabisbaixo, lá ia o antigo defensor da lei e da ordem.


Era pobre, tinha família, mulher e filhos, coitados com curto dinheiro, muitos dias e muitas noites sem o marido e sem o pai.


Ossos do ofício, juramentos de lealdade, de amor à Nação.


Quantos dias e quantas noites, uma lida dura para coibir assaltos, atentados, seqüestros, isto sem conhecer os bandidos.


Cumprira com sacrifício todas as missões e, seguindo o seu caminho, por orgulho, atreveu - se a levantar um pouco o queixo.


Sim, foi dureza, mas graças aos companheiros de lutas, no ardor das operações, apesar das perdas, em que pese as operações fracassadas, tivera sucesso em muitas e difíceis jornadas.


Com tais pensamentos, prosseguiu mais confiante.


E depois, ao término das lutas, com a vitória sobre a subversão, o reconhecimento, muitos abraços e elogios. Muitas loas ao seu trabalho e dos outros, que como ele haviam se subordinado às ordens superiores, com afinco, com determinação.


Sim, quantos subversivos prenderam? Quantas ações impediram? Quantos assaltos frustraram? Ninguém sabe e nunca saberá.


Alguns “guerrilheiros” (na realidade, sórdidos terroristas) de reconhecida importância na hierarquia do comunismo foram presos. E também outros, famosos pela crueldade e merecedores de um “tratamento especial”. Mas qual, a missão era entregá - los para um julgamento justo.


Depois, leria que o preso acusava – o de tortura. É duro, mas é a verdade.


Imerso em seus pensamentos segue o ex - agente. Agora com a fronte mais erguida, pois agiu com lealdade; portanto, nada do que se envergonhar.


Após anos de sacrifício, dispensado da missão retornou para o seu antigo dia –a –dia.


Finalmente, a merecida aposentadoria, uma pena que seguida do esquecimento, pois violentamente atacado pelos antigos subversivos, vira – se abandonado e esquecido pelos seus antigos chefes.


A sua velha e Impoluta instituição, nem sabia mais quem ele era.


O pobre teve uma breve recaída ao lembrar – se do abandono, e seu olhar voltou - se para o chão.


Porém, nos últimos sofridos anos, só com sua família e poucos amigos, fora capaz de suportar, com dificuldade, tantas virulências e ataques.


Nos derradeiros anos fora tomado por uma amargura indescritível, perseguido, enxovalhado, visto e acusado como o mais crápula dos homens.


Mas apesar de tudo, por ter resistido, voltou a levantar a cabeça, com orgulho pela sua capacidade de afrontar de pé e com honra tantas adversidades.


Eis de volta o antigo e honrado cidadão.


E assim, o intrépido ex - agente, orgulhoso do dever cumprido, foi em direção à armadilha preparada pela Comissão da Verdade.


Chegara diante do seu último sacrifício.


E como último pedido, bradou para os amigos, inimigos, carrascos, desinteressados, para todos enfim, “não chorem por mim”.


In extremis, apenas pensou, “mas cuidado, pois a sua vez ainda chegará”.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

AOS TERRORISTAS QUE QUEREM A VERDADE

20/05 - Vítima de bomba também espera receber reparação 

 
 Leia mais aqui
 Uma reparação histórica
 Veja o vídeo aqui
Folha de São Paulo - 19/05/2012
 
Corretor teve a perna amputada em atentado contra consulado americano
Sonho de trabalhar como piloto de aviões teve que ser abortado; ele já ganha R$ 700 por mês como indenização
DA ENVIADA A SANTOS
Em 19 de março de 1968, a ALN (Ação Libertadora Nacional), dissidência armada do Partido Comunista Brasileiro, que lutava contra o regime militar, colocou uma bomba na entrada do estacionamento do Conjunto Nacional, em plena avenida Paulista (centro de São Paulo).
 Orlando Lovecchio Filho, então com 22 anos, que não era nem americano, nem um gorila da repressão, mas um cara "apolítico, que curtia iê-iê-iê, carros e aviões", como se define, perdeu parte da perna esquerda.
"Meu consolo foi pensar no Roberto Carlos", ele revela.
Criado em Santos, Lovecchio tinha acabado de aterrissar em São Paulo. O pai o mandara para a capital a fim de cuidar dos negócios da família, que lidava com navegação marítima.
Ele arrumou um apartamento perto da Paulista. Como o prédio não tinha estacionamento para o possante automóvel DKW -"todo preparado no departamento de competição da fábrica"-, Lovecchio alugou uma vaga no Conjunto Nacional, então endereço do Consulado Americano em São Paulo.
Era 1h30 do dia 19, avenida vazia, lojas fechadas, consulado idem, quando o DKW desceu a rampa do estacionamento. Lovecchio estava com um primo e um amigo de Santos, que o visitavam.
Um cano tampado com papel kraft. Saída do prédio. Fumacinha. Acabam aí as lembranças. Lovecchio não ouviu nada, não viu clarão.
Quando acordou, estava deitado no chão, cercado por pessoas perguntando-lhe isso e aquilo. Achou estranho que a sola do sapato estivesse "olhando" para ele.
Os jovens foram os primeiros suspeitos do atentado. Nos jornais dos dias seguintes, a polícia avisava: a explosão podia ser um"acidente de trabalho". Os três do DKW entraram na mira da Polícia do Exército e do Dops.
Internado no Hospital das Clínicas, Lovecchio lutou para controlar a infecção na perna dilacerada. Os pais dele recusavam-se a aceitar a hipótese de amputação. "Mas já estava gangrenando."
Lovecchio lembra-se: "Eu frequentava quase todo domingo o programa da Jovem Guarda. E o cara mais importante da Jovem Guarda, o Roberto Carlos, era amputado. Ele era uma pessoa querida, amada mesmo. E sofreu o mesmo tipo de amputação que eu teria de fazer."
Segundo Lovecchio, foi dele a autorização: "Amputa essa perna e acabou."
Lovecchio tinha brevê para pilotar pequenos aviões, mas estudava para comandar aeronaves maiores.
"Quando eu perdi a perna, perdi o sonho junto. Porque a pilotagem de um avião de grande porte exige movimentos das pernas e dos pés. Na ponta dos pés, controla-se o leme. Nos calcanhares, controlam-se os freios", diz.
Foi só em 1992 que, enfim, Lovecchio descobriu quem tinha colocado a bomba que roubou sua perna. Em uma entrevista à Folha, o artista plástico, arquiteto e professor de história da arte Sergio Ferro admitiu ter sido um dos três autores do atentado ao consulado. "A bomba era contra o horror no Vietnã", disse na época o artista.
Lovecchio jura que não tem ódio dos que colocaram a bomba no Consulado. Na hipótese de se encontrar com Ferro, abordaria o artista da seguinte forma: "Oi, Sergio, tudo bem? Você se lembra do que você me fez? Eu continuo aqui, correndo atrás."
O corretor casou-se, teve um filho, separou-se e hoje vive com a mãe em um confortável apartamento defronte ao mar, em Santos. Namora uma executiva.
Considera-se exceção entre as vítimas conhecidas do período. "Sou o único que foi atingido sem ter nada a ver com aquela guerra." Ele exige reparação pelo que passou. Atualmente, Lovecchio recebe cerca de R$ 700 por mês, a título de indenização. Mas quer ser reparado pela carreira que perdeu (a de piloto). "Como já acontece com os anistiados", lembra.
Sobre o fato de o Brasil ter hoje uma presidente como Dilma Rousseff, que integrou organizações de esquerda armada, diz que "esta é a prova de que no Brasil hoje em dia todo mundo pode alcançar o poder sem violência."
Da Comissão da Verdade, espera que ajude a contar também a história das pessoas comuns como ele, que foram atingidas pela violência.


(LAURA CAPRIGLIONE)

CREDIBILIDADE X SALÁRIOS

O Mário Silva divulgou um levantamento interessante em seu blog, hospedado no Portal Militar.
Ele pesquisou o salário médio dos servidores militares entre 1995 e 2011 (17 anos, portanto) e comparou-os com a evolução salarial do integrantes do Legislativo, Ministério Público e Judiciário. O resultado é o já esperado, mas choca da mesma forma.
Se considerarmos que as Forças Armadas são a instituição com maior credibilidade junto à população, fica difícil entender esse fenômeno - se é que podemos chamá-lo assim.
Comparação do salário dos militares com outros servidores de 1995 a 2011 e pesquisa de confiança da população nas instituições de 2012.

Os dados foram extraídos do site do servidor do Ministério do Planejamento.
 

domingo, 20 de maio de 2012

ATÉ O BORIS...


DONA DILMA E SEUS AMIGOS TERRORISTAS VÃO SENTAR NO BANCO E RESPONDER?

GOVERNO CUTUCA ONÇA COM VARA CURTA

UM RECADO DO GENERAL PARA DILMA

  “Se quiserem fazer pressão no Supremo, o poder moderador tem de entrar em atuação no País”.

20/05/2012

Em entrevista ao Estadão, o ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o General reformado Leônidas Pires Gonçalves, aos 91 anos de idade, resolveu quebrar o silêncio. Leônidas classificou a Comissão da Verdade como “algo extemporâneo”: “uma moeda falsa, que só tem um lado”. Avisando que “é impossível mexer na Lei da Anistia, que foi fruto de um acordo no passado e que já foi chancelada pelo Supremo”, Leônidas também mandou um recado nada velado à Chefona-em-comando Dilma Rousseff: “Se quiserem fazer pressão no Supremo, o poder moderador tem de entrar em atuação no País”.
 
Fonte: Jorge Serrão/ Alerta Geral

EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Cidadão mal formado é caldo de cultura para o totalitarismo e a corrupção

20/05/2012
Francisco Vianna

A formação do cidadão, no Brasil, é uma das piores do mundo. Não adianta ficar pondo a culpa nas escolas ditas “de ensino superior”, se o ensino fundamental e o médio são de péssima qualidade. Crianças, mal educadas e mal ensinadas, passam de ano como se a finalidade da escola fosse apenas exarar um certificado ao final dos cursos. O sistema educacional em vigor é equivocado e criminosamente mantido por uma seara acadêmica de professores mal preparados, mal pagos, estressados, sem segurança funcional e com alunos que passam de ano com aproveitamento ruim e abaixo do que se poderia conceber como nível de corte para isso.
            A educação, quase sempre não recebida em casa ou na escola, favorece o crime, o uso de drogas, a rebeldia contra os valores morais e  civilizacionais cristãos e estabelece condutas de agressão e desrespeito aos semelhantes. A competência profissional não é o escopo e o mercado de trabalho por si só não consegue melhorar o nível da oferta de mão de obra qualificada. A sensação que se tem, é que a ignorância, a incompetência, a imoralidade, e a desonra são cultivadas, hoje em dia, como espécies de ‘virtudes’ republicanas e sinais de ‘esperteza’ e inteligência.
            O primeiro grande absurdo no sistema escolar brasileiro é a não distinção entre educação e ensino. São coisas díspares, embora complementares, na formação de um cidadão socialmente participativo, ou seja, capaz de formar suas opiniões, e de funcionar de forma política e economicamente ativa (e, pois, socialmente) na manutenção da sua comunidade, estado e nação.
            No meu entender, a educação é um conjunto de valores culturais e civilizacionais que a família e não a escola deveria passar para os seus dependentes. Todavia, há que se considerar a realidade de uma possível maioria de famílias desestruturadas, fragmentadas e por muitos motivos – entre os quais se sobressai o acúmulo de gerações mal educadas e mal ensinadas – incapazes de educar quem quer que seja. Então, a escola tem que educar essas pessoas, essas famílias, fazendo-os compulsoriamente alunos para a formação de uma cidadania melhor.
            O ensino é o conjunto conhecimentos teóricos e procedimentos práticos cujas técnicas pedagógicas visam o resultado de fazer o aluno aprender tudo aquilo do qual dependerá a qualidade da sua futura vida profissional. O ensino tem que ter como horizonte, a capacitação profissional e a educação deve ter como horizonte a capacitação cultural e a assimilação dos valores morais de nossa cultura judaico-cristã, além de se esmerar na construção de um cidadão democrático, que valorize o mérito e capaz de entender a vida que o cerca, os acontecimentos que se sucedem na sua comunidade, no seu estado, no seu país, e no mundo.
            Como se consegue isso?
            Primeiramente, adotando essa conceituação básica de diferenciar essas duas partes importantíssimas na formação da cidadania. O próprio conceito de cidadania deve mudar. Há um contingente, ainda minoritário, de pessoas capazes, adimplentes, probas, honradas, e cujas ações devem ser consideradas parâmetros a serem estabelecidos para a formação de um brasileiro melhor.
            A cidadania, pois, não deve levar em consideração a faixa etária, mas sim a escolaridade educacional e de ensino. Se transformarmos o certificado de conclusão do segundo grau num chamado ‘DIPLOMA DE CIDADÃO BRASILEIRO’, já estaremos dando um passo gigantesco para criar no Brasil um povo-potência, condição legítima para termos a seguir, como consequência natural, um Brasil-potência. Um país não é rico porque tem um estado totalitário e rico, mas porque tem um povo educado, competente, e, por conseguinte, rico. A falta de educação e a ignorância são preceptoras da pobreza e da miséria. O cidadão mal formado é caldo de cultura para o totalitarismo e a corrupção institucional.
            É claro que, a partir daí, todas as pessoas que não tiverem a conclusão do segundo grau não poderiam ser considerados “cidadãos” e, por tal razão, teriam que ser consideradas “dependentes”. Esse grande contingente, ainda majoritário, de dependentes, estaria vinculado às quatro molas propulsoras da sociedade civil:
- o cidadão;
- os grupos de cidadãos;
- as empresas;
- o estado.
 O cidadão, em tese, teria sob seus cuidados os seus próprios dependentes, nas pessoas de seus filhos e parentes entregues à sua tutela, que ainda não tivessem terminado o segundo grau. Caso a família fosse formada por pessoas não qualificadas para exercer a cidadania, elas deveriam estar aos cuidados de grupos de cidadãos (associações, sindicatos, ONGs, etc.) que a sociedade civil estimularia para se dedicarem a essa atividade social básica e pioneira.
Tais pessoas, também, poderiam ser adotadas culturalmente e pedagogicamente por empresas nacionais ou internacionais com investimento considerável no país, pois elas são, em tese, as principais interessadas em sua futura mão-de-obra qualificada.
Finalmente, caso as três instâncias acima não conseguissem educar e ensinar todas as pessoas dependentes e fazer delas cidadãos qualificados conforme os conceitos acima, o estado assumiria o que sobrasse, a partir do município, depois do estado e finalmente em âmbito federal.
As pessoas em formação, os dependentes, não seriam em nada ‘inferiores’ aos cidadãos como pessoas humanas, assim como os nossos filhos não são inferiores a nós, seus pais e responsáveis. Apenas seguiríamos a lógica de não exigir, delas, os deveres e responsabilidades inerentes ao exercício da cidadania, enquanto elas ainda não estivessem preparadas para tal. Evidente é que a falta de deveres e obrigações corresponderia, diretamente, à inexistência de direitos correspondentes por eles consubstanciados.
Os dependentes, enquanto nessa condição, não teriam nenhuma participação política, não poderiam ser proprietários, não pagariam impostos, e exerceriam atividades apenas como aprendizes, mesmo que, por isso, viessem a receber algum tipo de ajuda de custo. Não poderiam, pois, receber salários nem qualquer tipo de honorários profissionais, uma vez que somente os cidadãos educados e profissionais, a partir da conclusão do segundo grau, teriam o direito a isso.
É preciso, também, que os cursos educacionais sejam ministrados paralelamente, mas não misturadamente, com os cursos de ensino de formação profissional. Aí, então, reside o problema dos pedagogos e profissionais de educação e de ensino, em estabelecer quais as matérias ou disciplinas pertencem a cada tipo de formação. Apenas como ilustração, atrevo-me a dizer que, na minha concepção, as matérias de educação seriam, por exemplo, a Educação moral e cívica, a Educação artística, a Urbanidade, a Leitura e interpretação de textos, a Higiene alimentar e vida saudável, a História do Brasil e Geografia histórica brasileira, a História Universal e geografia histórica da humanidade; a Filosofia; a Educação religiosa; a Estética e Sociabilidade; as Noções de direito e de dever, etc.
Os cursos de ensino profissional abrangeriam, então, as matérias que todos necessitarão nas suas vidas profissionais, tais como: Matemática, Línguas, Ciências Naturais, Ecologia e climatologia, Física, Química, Biologia, Genética, Informática, Administração pública e privada, Matemática financeira, Estudo das Profissões, todas direcionadas à formação de profissionais de nível médio, que é o que o país mais necessita.
O nosso desemprego decorre muito mais da falta de mão de obra qualificada do que da falta de vagas no mercado de trabalho. Vivemos num mundo altamente competitivo onde as pessoas que não estão preparadas para terem uma atividade produtiva, fatalmente terão uma atividade destrutiva. Cabe aos cidadãos e as suas instituições de representatividade democrática, privadas e públicas, a responsabilidade de zerar o déficit educacional e de ensino que existe de forma alarmante na nossa sociedade.
Dentro desta perspectiva, salta ao entendimento que o interesse geral da cidadania e do estado passaria a ser a formação dos seus dependentes, da melhor maneira e da maneira mais rápida possível, transformando-os e cidadãos de uma qualidade muito melhor à que temos hoje.
A sedimentação de valores éticos e culturais cristãos criaria uma mística de honestidade, honradez e probidade que parece, hoje, estar perigosamente se desvanecendo, se é que, algum dia, tenha existido em nosso país de modo efetivo.
Está lançada a ideia. Devemos trabalhá-la para fazê-la prosperar.

O Brasil merece isso!

sábado, 19 de maio de 2012

SOU SUSPEITO PARA COMENTAR (Sou um Fuzileiro Naval)


MAIS UMA OPINIÃO SOBRE A "COMISSÃO DA (MEIA) VERDADE"

18/05 - Esquenta o clima no setor militar
Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - 18/05/2012
Não há como tapar o sol com a peneira: é tenso o clima nas forças armadas, depois do discurso da presidente Dilma Rousseff na solenidade de instalação da Comissão da Verdade. A turma da reserva faz espuma, mas são os contingentes da ativa, com oficiais-generais à frente, que mais se ressentem dos conceitos exarados pela chefe do governo. Em especial quando ela afirmou não haver perdão para os autores de crimes como tortura, sequestro, assassinato e ocultação de cadáveres.
Texto completo
O sentimento castrense é de que se não há perdão de um lado, não poderá haver de outro. Assim, aguardam que a Comissão da Verdade venha a investigar também os excessos praticados pelo “lado de lá”, ou seja, os crimes dos subversivos e terroristas nos anos de chumbo.
Discordam da valorização acentuada pela presidente, “dos que enfrentaram bravamente a truculência da ditadura”. Porque para eles, truculentos também foram os que assassinaram, sequestraram e assaltaram, naquele idos, em nome da resistência ao regime..
É claro que os abomináveis atos dos agentes do Estado devem ser investigados e denunciados, dispondo-se os atuais chefes militares a engolir a exposição de antigos companheiros implicados naqueles crimes. Por isso os comandantes das três forças compareceram à cerimônia no palácio do Planalto. O problema está no reverso da medalha, ou seja, a exaltação da violência igualmente praticada por parte dos que se opuseram aos governos militares.
De forma alguma a democracia será abalada por esse confronto de concepções, mas fica difícil apagar a impressão, mesmo falsa, de que o governo cultiva a revanche, tantos anos depois.
Em vez de incorporar as forças armadas à tarefa de construir o futuro, os atuais detentores do poder contribuem para discriminá-las, sabendo que seus atuais responsáveis também repudiam os crimes do passado e nada tiveram a ver com eles.

CHINA VAI MODERNIZAR FORÇAS ARMADAS. IANQUES PREOCUPADOS

China vai modernizar Forças Armadas
País adquiriu tecnologia ocidental de uso civil e militar; Pentágono manifesta preocupação com investimentos


Da AFP noticias@band.com.br
O Pentágono manifestou em um relatório anual divulgado nesta sexta-feira sua preocupação com a aquisição por parte da China de tecnologia ocidental que pode ter uso civil e militar, assim como por suas atividades de ciberespionagem, para modernizar suas Forças Armadas.
Pequim "moderniza suas Forças Armadas incorporando tecnologias ocidentais (principalmente americanas) de duplo uso", indica o Departamento de Defesa em um relatório sobre o estado das Forças Armadas chinesas.
Segundo o Pentágono, "tirar proveito da aquisição, legal e ilegal, de tecnologias de duplo uso vinculadas à atividade militar" é um "objetivo de segurança nacional", estabelecido por Pequim.

Indústria
As Forças Armadas americanas temem, com isso, que "o efeito cumulativo das transferências tecnológicas de duplo uso contribua substancialmente com as capacidades militares" chinesas.
O Pentágono está preocupado com a possibilidade de que os fabricantes aeronáuticos ocidentais "possam por inadvertência beneficiar a indústria aeronáutica militar chinesa". A construtora europeia Airbus inaugurou uma linha de produção para seus A320 em Tianjin em 2009.
"Estamos atentos aos investimentos chineses destinados a melhorar sua indústria de defesa e a sua capacidade de produzir versões locais de uma série de equipamentos militares", admitiu à imprensa David Helvey, alto funcionário do Pentágono encarregado de Assuntos Asiáticos.

Espionagem
A China também recorreu à espionagem econômica com fins militares.
"Os atores chineses são os responsáveis mais ativos e os mais obstinados do mundo no âmbito da espionagem econômica", denuncia o Pentágono, para o qual, além dos serviços de inteligência, também estão envolvidos os institutos de pesquisa.
Segundo o relatório do Pentágono, "em 2011 as redes de informática no mundo continuaram sendo alvo de intrusões e de roubos de dados, um bom número dos quais proveniente da China".
 
Band/montedo.com