domingo, 28 de outubro de 2012

OLHA O TIRO!

 Se não quiser morrer de rir, 

SOLUÇÕES PARA O TRÂNSITO DE ILHÉUS


Fico aqui com meus botões imaginando quando sairão do papel os “meus projetos” para Ilhéus:

1) Ponte sobre o rio Cahoeira nas imediações do Vilela, com duas perimetrais, uma ligando a BR-415 ao trevo do Pólo Industrial e outra até a BA-001, no Cururupe;

2) Com a retirada de enorme fluxo de tráfego de veículos do centro de Ilhéus, o atual trecho da BA-001 entre o Nelson Costa e o Cururupe seria transformado na bela e bem urbanizada Avenida Litoral Sul. As atuais cabanas de praia seriam demolidas e o próprio poder público construiria Quiosques padronizados na orla, fora da areia da praia, a serem explorados pelos atuais donos de caba na forma de comodato; e

3) Para melhorar a mobilidade urbana, seria construído um sistema de transportes aero-metroviário sobre trilhos ou por cabos, ligando as principais elevações de Ilhéus. Começaria na Morada do Bosque e terminaria no Morro de Pernambuco. Se o atual aeroporto mudar de local, poderá ir até Ernani Sá/URBIS. Em seu percurso, o metrô cobriria todos os pontos elevados existentes, a exemplo da Conquista, Vitória, São Sebastião, elevação próxima ao Jardim Pontal e, finalmente, Morro de Pernambuco; ou Ernani Sá. Em cada estação haveria elevadores para a descida e subida dos usuários, podendo ser, a depender da geografia do local, do tipo “plano inclinado” ou vertical panorâmico.

Por essas e outras ideias, que os “pitecos” chamam de “utopia (não leram Paulo Freire), rotulam-me de "O Ideota”.

SOUZA NETO

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DEGUSTANDO UM "XI-JEGUE"

Se você é daqueles que gostam de se sentar em banquinhos em volta de trailes esfumacentos e degustar "BOMBAS" compostas de HIDRATO DE CARBONO E ÁCIDOS GRAXOS, LEIA AÍ EMBAIXO!

"XI-JÉGUE"

Estava pensando em escrever um bom artigo sobre o "baianês".  Tecer considerações a respeito de expressões largamente empregadas por nós, bahianos, como: "oxi", "vixe", "nestante", "pocou", "mais eu", "ni",  além de outras. Não parece tarefa fácil, pois tem o "baianês" sulbaiano, o oestano e o metropolitano. Arrghh!!!

Tá difícil "véi". A "bola-sete" entrou em sinuca-de-bico e o taco espirrou! Tô na "Briosa"! É...!!! de volta! E o tempo anda escasso, "sô"!

Pra não deixar o blog parado, decidi republicar algumas abobrinhas. 

 

"XI-JÉGUE", postado em fevereiro de 2011 é uma delas.   

 

 "XI-JÉGUE"

Fazia uma bela noite em Alécia. O calor era intenso e qualquer fiapo de brisa seria muito bem-vindo naquela praça do Pontal. A lua, sorridente, abraçava a todos com seus raios de luz.

Ágabo chega e senta-se em volta de uma das mesas. Logo depois, seu amigo Aristides faz o mesmo. À frente dos dois, num "trailer" esfumacento, gente se desdobra, nas chapas quentes e engorduradas, para atender aos pedidos com a maior brevidade.

Chega um rapaz, travestido de garçon,  ao qual Ágabo solicita o Menu.  

- O quê? "Meni"? - surpreende-se  o rapaz.
- É!  Mas, se não tiver "meni" pode trazer o cardápio mesmo!  -  diz Ágabo.

Enquanto isso, Aristides só observa.
Já de cardápio nas mãos, Ágabo esbraveja.

-  Mas, que diabos de tanto "Xis"!
- O que foi Ágabo?  -  interroga Aristides.
- Dê uma olhada...  -  e foi passando o cardápio. - Olha Aristides, quase todos os sanduíches começam com a letra "Xis"!
- Ahn... é verdade.  -  Aristides concorda com o amigo.
- Já leu?  Tem diversos "espécimes" de sanduíches cara! "X-Egg", "X-Bacon", "X-Tudo", e por aí vai...
- Sim, e daí?  - pergunta Aristides.
- Logo você cara!?  Alguém que eu tenho na conta dos intelectuais... Você, "O Brilhante e Astuto", me fazendo uma pergunta dessas depois de ter lido essas baboseiras!?
- Calma velho!
- Onde você já viu se escrever queijo com Xis!?  -  pergunta Ágabo.  -  E ainda dizem que "O Incerto" sou eu! -  completou, demonstrando irritação.
- Ah... entendi...
- Aaahhh!  Já percebeu?  E antes que você me diga: "É queijo em inglês, seu burro!", eu vou lhe dizendo que queijo em inglês é com "C" e não com "X".  Escreve-se "Cheese", cuja pronúncia correta é "tchiiz" e não "Xis".  
- Tá bom!  Não precisa fazer discurso!  Nós viemos aqui pra quê?
- Pra comer, né!?

Mal Ágabo havia respondido, chega o "garçon" com os pedidos:

- O "Xi-Jégue" é de quem?

Ágabo olhou pra Aristides, que também olhou pra Ágabo.  E os dois deram uma sonora gargalhada.

- Tá vendo... - foi dizendo Ágabo.  -  Queijo virou "Xi" e ovo virou "Jegue".

Saíram dali comentando sobre a fertilidade da imaginação dos brasileiros em criar novos verbetes.  Não demora muito, o Ximenes ou o Aurélio incluem essas baboseiras nos seus dicionários com os significados estapafúrdios que as pessoas querem dar a elas, concluíram.
 
NOTA: BAHIANO! Foi assim que escrevi! Bahiano é com "H" P...! Tem que ser com "H"! Com o "HI" tônico. Baiano, sem "H", é pra quem nasce e/ou vive em baia, local onde os equinos descansam e se alimentam. Os gramáticos que se f...! Não sabem nada!

Autor: Souza Neto (26/02/2011). 
(Membro da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (ALAC).

DIA DO PROFESSOR

FELIZ DIA DO PROFESSOR (É hoje! alguém lembra?)

CAZO

BRUM

domingo, 29 de julho de 2012

NÃO CUTUQUE A ONÇA!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Primeiro foi o Jobim. Abraçou a onça do CIGS para mostrar ser tão fera quanto a fera. Acredito que o felino estivesse sonolento com o odor petista que devia exalar do arrogante chefão. Daí, aguentar tirar uma foto com o falso ‘quatro estrelas’, sem lhe arreganhar os caninos.

A situação é outra, de seriíssimas consequências. Mas a presidente não quer copiar o seu antigo ministro e abraçar a onça. Ao contrário, vem de cutucá-la com o canetaço guerrilheiro, substituto das armas pesadas de outrora. Mas essa onça é de outra categoria, portanto, cautela com as disparatadas assinaturas apostas em Medidas Provisórias, que na concepção estranha dos ocupantes do poder, são sempre definitivas, já que o Poder Legislativo faz vista grossa quanto às suas validades, pois, esta Casa regulada pelo Executivo, é mera ficção.


Dar um salário mais alto a um agente penitenciário ou de polícia em início de carreira do que recebe um coronel com vinte e cinco anos de serviço, e equiparar o salário de um carcereiro ao de um general é abusar demais do poder de desenhar seu nome búlgaro nos documentos oficiais brasileiros.


Se a presidente é Comandante em Chefe das Forças Armadas, e é com horror que escrevo isto, deve saber que se algo acontecer ao país será a única acusada de crime de lesa-pátria. Será a única acusada de displicência com as coisas do Estado e com a sua defesa. Será a única acusada de responsabilidade pelo desaparelhamento das Forças. Será a única acusada de ter negado o aumento justo àqueles que são realmente os únicos que pensam o Brasil, mas também pensam nas suas famílias e têm filhos para criar e educar.


Carlos Lacerda, o melhor, o mais empreendedor governador do então Estado da Guanabara, agora espoliado Estado do Rio de Janeiro, sempre dava aos servidores (policiais, bombeiros, professores) o mesmo índice salarial que o governo federal. Assim eliminava as distorções, tão aberrantes nos dias de hoje. Mas Lacerda era inteligente e sabia governar.


Infelizmente, essas Forças, na hora em que a presidente estiver em aperto, sairão em seu socorro. Infelizmente, repito. Como advogo pela Pena de Talião, deveriam deixar acontecer, já que a comandante nada faz em benefício dos seus comandados, nada faz em benefício das que são consideradas as mais respeitáveis instituições nacionais. Nada faz, por medo. MEDO!


Paradoxalmente, ao final de mais um ano de desgoverno, o rancho presidencial com a trupe familiar começa a se movimentar em direção a uma das Organizações Militares, que tem de gastar o que não lhe dão para satisfazer a truculenta e os seus graciosos descendentes, nas felizes férias de verão.


Expressando-se mal, organizando pior as ideias que brigam entre si, foi galgando os degraus da política pelos acordos e não pelo saber. Para ser presidente da república, atualmente, basta comprar votos e aliados de ocasião, não precisando, em absoluto, ser alfabetizado. Mas para se atingir o generalato, a cara senhora desconhece que é preciso viver com os livros, fazer cursos, aprimorar-se continuamente, acumular conhecimentos específicos à sua área de atuação, sem os quais o militar não chegará ao último estágio de sua carreira, aos quarenta anos ou mais de serviço.


A insensatez dessa senhora é tão grande que a impede de ter um raciocínio lógico, de enxergar as evidências de que provocar o desequilíbrio do país pela desmoralização dos membros das Forças, ao equipará-los ao abridor e fechador de portas da carceragem, é brincar com a sorte que AINDA está do seu lado. Mas não se iluda a eterna guerrilheira: apesar de esta onça não ser pintada (ou por esta mesma razão) quando acuada, adquire uma força extraordinária que a sua bisonha imaginação não pode supor.


É chegado o tempo. O tempo kairós, como diziam os gregos. É o momento exato de se tomar a decisão correta. Se essa pequena presidente tivesse coragem, não fosse dominada pelos seus retrógrados parceiros, não ouvisse a voz rouquenha de um Lula ignorante e ultrapassado, transformaria as Forças Armadas no sustentáculo do desenvolvimento do país, de sua defesa, levantando o moral de seu medíocre governo e reintroduzindo a moral que não existe nele.


Mas falta-lhe coragem, falta-lhe coragem de romper com o passado, falta-lhe coragem de ver que os tempos mudaram, falta-lhe coragem de reescrever o futuro do país com clarividência, falta-lhe coragem de dar às costas aos parceiros internos e aos da periferia latina, desequilibrados detentores do poder. Falta-lhe coragem porque lhe falta personalidade. Mas sobra-lhe medo, o medo das Forças. Medo de aliar-se a elas para dignificar o país, para elevar a nação à posição de potência atlântica. Por isso, tropeça seguidamente como chefe de Estado, por isso, fracassa continuamente como comandante em chefe.


Quanto à onça, está quieta além do desejável, parecendo frouxa, como já disseram alguns, mas está alerta, felinamente alerta. É bom não cutucá-la com o canetaço do poder, instrumento mais adequado ao demagógico assistencialismo, corrosivo meio de submeter o povo, já de natureza, servil.


Aileda de Mattos Oliveira é Professora Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

FUZILEIROS NAVAIS - Tudo isso me fez ficar 30 anos!

Subex-Ref 2012: Fuzileiros Navais treinam pesado no Espírito Santo

SUBEX-REF 2012
Ronaldo Olive


No período de 4 a 14 de julho, a Marinha do Brasil realizou uma grande Manobra Operativa na região de Itaóca, na costa sul do Espírito Santo, reunindo cerca de 650 militares e quase 100 viaturas e equipamentos de engenharia. A coordenação da SUBEX-REF 2012 foi do Comando da Tropa de Reforço e envolveu todas as suas unidades subordinadas, como o Batalhão de Viaturas Anfíbias, o Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais, o Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, a Unidade Médica Expedicionária da Marinha, a Companhia de Apoio ao Desembarque, a Companhia de Polícia e a própria Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores. O importante evento do calendário operativo do Corpo de Fuzileiros Navais teve como propósito adestrar a TrRef no provimento do apoio logístico e do apoio em movimento aos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais formados no âmbito da Força de Fuzileiros da Esquadra.


TECNOLOGIA & DEFESA acompanhou o evento com exclusividade e, em sua próxima edição impressa, apresentará completa cobertura do mesmo. As fotos a seguir são uma pequena amostra das atividades realizadas no transcorrer da Manobra.
Fuzileiro Naval utiliza detector de minas terrestres
Equipe da Companhia de Polícia faz a guarda de um "prisioneiro"
O moderno hospital de campanha da Unidade Médica Expedicionária da Marinha
Um CLANF do Batalhão Anfíbio utilizando o kit adicional de blindagem reativa
CLANF em progressão por terreno repleto de obstáculos erguidos pelo "inimigo"
Remoção de fuzileiro ferido para a retaguarda, realizada por equipe de socorristas trajando apatrechos de proteção NQB
Fuzileiro Naval equipado com máscara, luvas e demais apetrechos de proteção NQB
Modernas instalações de descontaminação são utilizadas pela Cia NQBR
A Unidade Médica Expedicionária da Marinha conta com avançados recursos para salvar a vida dos feridos em combate
CLANF durante deslocamento anfíbio
Travessia de curso dágua realizada por equipes de engenharia
Transposição de curso dágua com transporte de suprimentos e veículos, realizado pelo pessoal da engenharia de combate
Equipes da engenharia de combate preparam uma área de transposição de curso dágua
Uma ponte de travessia montada sobre pontões flutuantes pela engenharia de combate
As espartanas acomodações na base de Fuzileiros Navais em Itaóca, ES

sábado, 21 de julho de 2012

GBARBOSA ILHÉUS - PÉSSIMO ATENDIMENTO

Estou a mais de dois meses aguardando a aprovação e a expedição de um cartão do GBarbosa. Há cerca de dois meses, quando a loja de Ilhéus ainda não tinha entrado em funcionamento, fui abordada por prepostos daquela empresa com a sugestão de preencher um cadastro para o recebimento de um cartão de compras. Aceitei e forneci os dados solicitados.
Desde que a loja em Ilhéus foi inaugurada, compareci quatro (4) vezes ao setor de atendimento e cumpri todas as exigências que me foram feitas.
Hoje, sendo a quarta vez, e sem solução, decidi entrar no site do GBarbosa para solicitar o encerramento do processo de análise de cadastro, a retirada dos meus dados pessoais dos seus arquivos e uma resposta, via postal ou por e-mail,  de que minhas solicitações foram atendidas. Cliquei no link "Fale conosco", preenchi todos os campos obrigatórios (*) e tentei enviar a mensagem. Todas as vezes que foram clicadas no botão "ENVIAR", aparecia a recomendação "Preencha o campo CPF".  Acontece que o "campo CPF" só aparece quando o motivo escolhido é "Cartão", quando são solicitados além do CPF o número do cartão, que não tenho. 

ABAIXO PODE-SE OBSERVAR QUE NOS CASOS DE RECLAMAÇÕES NÃO EXISTE O "CAMPO CPF":

*
*
*

*
BA
*
Reclamações
*







* * Preenchimento obrigatório.

Depois disso, tentei entrar em contato com o SAC do GBarbosa, cujos telefones estão transcritos abaixo.

0800 979 3290, opção 1 – Assuntos de Lojas GBarbosa
Horário de funcionamento:
Segunda a Sexta das 08:00 às 17:45h
Sábado das 08:00 às 14:00h

Central de Atendimento Cartão GBarbosa
4002 2216 (capital e região metropolitana)
0800 284 1955
(demais localidades)

Infelizmente, isso também não foi possível, uma vez que não são aceitas ligações de telefones celulares. Como o número de pessoas que possuem telefones com linhas fixas diminui a cada dia, deduzo que brevemente ninguém poderá entrar em contato com o SAC do GBarbosa.

Na esperança de que alguém do GBarbosa possa tomar conhecimento, aí está a mensagem que tentei transmitir sem sucesso:

"Esse contato tem a finalidade de solicitar a retirada dos meus dados pessoais do site dessa empresa. O principal fato que motivou essa solicitação está no péssimo atendimento do setor responsável pela análise e expedição de cartões, conforme abaixo:
1) Fui abordada por um preposto da empresa numa das ruas da cidade de Ilhéus e concordei em preencher um formulário de cadastramento;
2) Naquela oportunidade só me foram solicitados nome, CPF, endereço e telefone;
3) Quando compareci à loja para retirar o cartão, fui informada que deveria apresentar um extrato pago de outro cartão ou de conta bancária. Ressalta-se que tal exigência não fora apresentada quando do preenchimento cadastral;
4) Retornei à loja levando meu extrato de conta bancária, o qual foi digitalmente ou por meio de FAX enviado ao setor competente para análise; e
5) Decorridos aproximadamente 30 dias, retornei à loja (hoje, 21/07/2012) e, depois de enfrentar longa fila, fui informada de que meu cadastro ainda encontra-se sob análise.
Diante do exposto, reitero que os meus dados pessoais, fornecidos durante o preenchimento do cadastro, sejam apagados dos arquivos dessa empresa e que o envio do cartão seja sustado.
Solicito ainda que essa empresa me envie resposta postal ou por e-mail informando que o que ora solicito foi atendido.

Atenciosamente,

Maria Gilma"







sábado, 7 de julho de 2012

MARINHA DO BRASIL PERDE PILOTO EM VÔO DE TREINAMENTO

Piloto da Marinha morre após se ejetar de Super Tucano no MS

Aeronáutica confirma morte de piloto em queda de caça em Campo Grande
Caça estava indo com outro avião para treinamento no Pará, diz FAB.
Acidente aconteceu em uma área de pastagem próximo ao Indubrasil.
Avião da FAB caiu em área rural de Campo Grande MS (Foto: Wendy Tonhati/G1 MS)
Com o impacto da queda, aeronave ficou parcialmente enterrada (Foto: Wendy Tonhati/G1 MS)

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu na manhã deste sábado (7) em Campo Grande. A queda do caça A-29 Super Tucano aconteceu às 7h40 (horário de MS) em uma área de pastagem próximo a um distrito industrial da cidade. O piloto, único ocupante do avião, morreu no local.
Conforme a FAB, o capitão-tenente Bruno de Oliveira Rodrigues, 32 anos, era oficial da Marinha e, desde o início de 2011, fazia o Curso de Líder de Esquadrilha da Aviação de Caça no Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação da FAB, na capital sul-mato-grossense.
A assessoria de imprensa da Marinha informou que Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro e estava na corporação desde fevereiro de 1997. Ultimamente, estava lotado em Ladário, a 435 km de Campo Grande.


O comandante do Esquadrão de Comando da Base Aérea de Campo Grande (BACG), major Luciano Sivieri, disse ao G1 que o A-29 Super Tucano estava indo com outra aeronave do mesmo modelo para um operação de uso de armas na Base Aérea do Cachimbo, em Novo Progresso (PA). Os dois caças pertencem ao Esquadrão Flecha, sediado na capital de Mato Grosso do Sul, e foram fabricados pela Embraer.
Quando uma das aeronaves caiu, a outra voltou para a Base em Campo Grande. Segundo a FAB, o piloto se ejetou às 7h40 (horário de MS) antes da queda na área de pastagem.
O corpo dele foi localizado em outro local e foi resgatado por helicópteros da Aeronáutica. Com o impacto da queda, a aeronave ficou parcialmente enterrada, ficando apenas com a parte traseira visível.
Helicóptero que resgatou corpo de piloto da FAB após queda de caça (Foto: Wendy Tonhati/G1 MS)
Trabalhadores de uma indústria da região foram os primeiros que viram o acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a área do acidente foi isolada em um raio de 300 metros porque havia risco de explosão, já que vazou combustível da aeronave.
Conforme a nota da Força Aérea, “a Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente e está prestando todo apoio aos familiares”.

FRAGATA UNIÃO - REGRESSO APÓS 9 MESES EM MISSÃO DE PAZ

Fragata da Marinha retorna ao RJ após nove meses no Líbano

Após missão de 9 meses no Líbano, fragata da Marinha desembarca no RJ
Embarcação chegou ao porto do Rio neste sábado (7).

Equipe participou da Missão de Paz da ONU.

Filha se emociona ao reencontrar pai (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)
Filha se emociona ao reencontrar pai (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)
A fragata passou seis meses na patrulha da costa libanesa e integrou a Força Tarefa-Marítima, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Segundo a Marinha, a fragata União atuou para evitar a entrada de armamento ilegal no Líbano e ajudar na formação do pessoal da Marinha Libanesa, além de realizar atividades de controle do trânsito de embarcações e aeronaves na área de operações.
A fragata brasileira União, da Marinha, chegou ao porto do Rio de Janeiro neste sábado (7), após missão de nove meses no Líbano.  O grupo participou da Missão de Paz das Organizações das Nações Unidas (ONU) naquele país. (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)A fragata brasileira União, da Marinha, chegou ao porto do Rio de Janeiro neste sábado (7), após missão de nove meses no Líbano. O grupo participou da Missão de Paz das Organizações das Nações Unidas (ONU) naquele país. (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)
Casal se beija após ficar nove meses sem se ver (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)Casal se beija após ficar nove meses sem se ver (Foto: Rudy Trindade / Frame / AE)
Fragata União
A embarcação foi incorporada à Marinha do Brasil em 12 de setembro de 1980. Totalmente construída no Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro, é empregada em missão de escolta na costa brasileira. A tripulação é composta por quase 300 militares.
 
G1/montedo.com

O povo é quem paga o pato do político sem vergonha!

Poema no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Merlânio Maia


Escute aqui Deputado:

Que cara de pau é esta?
Ter seu salário aumentado
No apagar da luz da festa?

Veja quanto ganha o povo

Que vive dentro de um ovo
E sequer de longe sonha
Que votou num carrapato
E o povo é quem paga o pato
Do político sem vergonha!

O malandro bota a cara

Num santinho colorido
É promessa que não para
Depois se faz esquecido
E nem bem ganhou de novo
Começa a enganar o povo
Com safadeza medonha
Logo se transforma em rato
E o povo é quem paga o pato
Do político sem vergonha!

Vota aumento do salário

Porém não é o do povo
É o soldo salafrário
No seu contra cheque novo
É tão grande a safadeza
Que desliza com destreza
Negocia sua peçonha
Votam juntos, fazem trato
E o povo é quem paga o pato
Do político sem vergonha!

Tenha vergonha na cara

Olhe a miséria do mundo
Deixe dessa sua tara
De ir ao poço até o fundo
Honre o mandato que tem
Zele o eleitor que inda tem
Deixe de tanta mangonha
Que amanhã é um fato
E o povo arranca o mandato
Do político sem vergonha!


Merlânio Maia é Poeta.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

R$ 11 mil: encanador da Câmara Municipal de São Paulo ganha mais que um coronel do Exército

Encanador da Câmara Municipal de São Paulo ganha R$ 11 mil mensais
Lista completa de remuneração da Casa, divulgada na segunda, mostra mais discrepâncias nos salários

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli
É a 1ª vez que se discute isso, pois é a 1ª vez que
se deu essa informação', diz presidente da Casa
Tiago Queiroz/AE
SÃO PAULO - Funcionários de nível básico contratados pela Câmara Municipal de São Paulo ganham salários mais de dez vezes maiores do que se paga no mercado para recém-contratados. Um encanador lotado no departamento de Zeladoria da Casa tem salário de R$ 11 mil. Um chaveiro, da mesma seção, recebe R$ 10,9 mil todo mês. E até um operador de máquina copiadora, outro cargo que exige apenas ensino fundamental para a contratação, ganha R$ 9,3 mil mensais.
 
Tiago Queiroz/AE
 
Os dados fazem parte da segunda e última leva de funcionários do Legislativo que tiveram os salários divulgados no site oficial da Casa. A Câmara Municipal de São Paulo foi o primeiro órgão desse poder em todo o Brasil a divulgar os subsídios de seus servidores. No total, a Câmara tem 662 funcionários concursados e 1.196 que ocupam cargos em comissão - ou seja, podem ser livremente nomeados por vereadores ou pela Mesa Diretora.
A reportagem comparou os números com a média dos salários de recém-admitidos na capital paulista desde janeiro deste ano divulgada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A média salarial para os encanadores contratados foi de R$ 1,2 mil. Para os chaveiros, de R$ 895. E para os operadores de copiadoras, de apenas R$ 799.
As explicações para os salários tão altos estão na legislação que rege o serviço público municipal. Uma série de gratificações e aumentos automáticos já é programada de acordo com o tempo de serviço, o que leva funcionários que executam funções simples, mas que estão há mais de 20 anos na Casa, como o chaveiro, o encanador e o fotocopiador, a ganharem mais do que servidores com curso superior.

Limpeza
Outros exemplos de altos salários estão no setor de Copa e Limpeza. Lá, 13 garçons que trabalham nos coquetéis e eventos realizados nas dependências da Câmara recebem, em média, cerca de R$ 7,5 mil por mês. O maior salário é de um funcionário com 24 anos e 11 meses de serviço: R$ 10.294,71 mensais. Na iniciativa privada, o salário médio dos garçons recém-contratados é de R$ 872, segundo o Caged. Nesse mesmo departamento, sete auxiliares de copeira recebem até R$ 9,7 mil por mês, ante R$ 825 no mercado.
No setor de Frota e Garagem, também há salários que chamam a atenção do contribuinte. Além do garagista que ganha R$ 11 mil por mês, conforme noticiado pelo Estado no mês passado, trabalham ali dois lavadores de carro com salário maior que R$ 6 mil. Um deles, com 26 anos de casa, recebe R$ 8,3 mil brutos. A média da cidade para essa profissão é de R$ 783 mensais.
Reforma administrativa. Os altos salários da Câmara estão concentrados em servidores com mais de 20 anos de trabalho, que foram beneficiados por regras que permitiam a incorporação de gratificações e bônus ao salário-base. Em 2003, uma reforma idealizada pelo vereador Cláudio Fonseca (PPS) limitou o ganho dos novos funcionários de nível básico a cerca de R$ 4 mil.
Essa regra, porém, só vale para quem prestou concurso após essa data. "Na minha opinião, o teto do salários da Câmara deveria ser o dos vereadores (cerca de R$ 9,2 mil)", diz Fonseca. Já o presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), afirmou que é a primeira vez que "se vai discutir esse tema porque é a primeira vez que se deu essa informação".
 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

COMO SE DIZ NO BOXE: "ALGUÉM ACUSOU O GOLPE"


Por Jorge Alberto Forrer Garcia * 

Acredito que alguns setores das esquerdas brasileiras subestimaram a capacidade dos militares da Reserva de reagirem contra o estado de coisas por que passa o País.
Era de se esperar que parte da Intelligentsia nacional fosse, no mínimo, mais inteligente, ou menos parcial.
O jornal O Estado de São Paulo, de 6 de março de 2012, faz referência a um manifesto de cineastas brasileiros no qual, entre outras coisas, repudiam as recentes declarações de militares, com destaque para a inquietação de oficiais da reserva, com relação à Comissão da Verdade.


Em meio àqueles surrados chavões esquerdistas, o manifesto diz que os diretores de cinema repudiam os ataques "desses setores minoritários das Forças Armadas" que, de forma alguma, poderão obstruir as investigações que deverão ser iniciadas o quanto antes (destaco: o quanto antes...). Diz, ainda: "estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade."

 Gostaria inicialmente, com a devida vênia, de levar ao conhecimento dos senhores diretores de cinema que nas Forças Armadas não existem "setores minoritários", embora seja isso o que muita gente queira fazer parecer. O "setor minoritário" a que os senhores fazem referência, nada mais é do que a Reserva militar mobilizável do Brasil. Um dia, os integrantes dessa Reserva estiveram no serviço ativo. E foi nessa época que viveram, presenciaram ou construíram outra parte da verdade que agora, por ser extremamente oportuno, eles querem que seja esclarecida também.

Os militares que combateram a subversão, a guerrilha e o terrorismo não formavam uma milícia de loucos desgovernados que combatiam de forma acéfala. Eles formavam organizações militares, normalmente de pequeno efetivo, mas legalmente constituídas por leis, atos e diretrizes específicas.

Esses militares, hoje na Reserva, não eram um grupo de facínoras. Eles compunham uma força lutando por ordem do Estado contra uma força, completamente irregular, cujas principais armas eram a surpresa e a traição. O que cabia a esses militares era de uma forma ou de outra, vencer a parte que lhes opunha resistência de armas na mão. O que foi feito. E bem.

Guerrilha? Subversão? Terrorismo? Muito mais do que temas para filmes, foram coisas que existiram no "mundo real". E causaram muitos danos à população brasileira, essa mesma que no seu manifesto os diretores de cinema querem jogar contra os militares da Reserva. Mas isso já é assunto por demais sabido e comentado.

Talvez seja o caso de lembrar aos senhores diretores de cinema que muitos de seus filmes não teriam enredo se não fosse o papel, ainda que estereotipado, que sempre reservaram para os militares.

Iniciamos com um "campeão de bilheteria": O que é isso companheiro?”“. Há como dizer, de sã consciência, que esse filme não retrata as articulações de associações criminosas para o cometimento de um crime? Ou planejar e executar um sequestro, mantendo a vítima em cárcere privado por dias, e, assim, submeter sua família à tortura, não pode ser considerado como um crime?

 Tomemos "Lamarca. O Capitão da Guerrilha". Não obstante todo o engajamento ideológico de seu diretor e do ator principal, é possível, à luz da lógica, negar o fato de Lamarca ter sido um traidor, um desertor e um ladrão, e, por isso, ter sido buscado pelos militares Brasil afora?

Vejamos "Hércules 56". Por acaso não trata o filme de uma reunião, na vida real, de pessoas que cometeram todos os tipos de crimes como assaltos, mortes e sequestros de pessoas? E que no filme revelam suas verdadeiras ações e intenções da época? O filme não retrata verdadeira reunião festiva para relembrar uma pretérita associação para o crime?

Quem sabe... "Batismo de Sangue"? “““ Por mais que se torne os padres adeptos da luta armada em “anjos” e” mártires”, não há como negar que seu "guia espiritual" era Marighella, líder de organização criminosa e autor de um opúsculo denominado "Mini manual do Guerrilheiro Urbano".

Se observarmos "Araguaia. Conspiração do Silêncio", o subversivo "Oswaldo" que ali é retratado não parece um semideus descido do Olimpo diretamente para a selva amazônica? Só que o diretor esqueceu-se de mostrar os crimes que ele cometeu e levou seu grupo a cometer. Esse senhor chegou a negar aos militares uma trégua para que retirassem do campo de batalha o corpo de um soldado morto por ele. Quando se conseguiu recolher o corpo, pouco restava, senão a parte protegida pelo calçado.

Então senhores diretores de cinema do Brasil, não seria a Comissão da Verdade uma excelente oportunidade para, como num filme, estabelecer-se quem deu o primeiro tiro? Quem detonou a primeira bomba? Quem fez as primeiras vítimas? Quem assaltou bancos, carros-fortes e trens? Quem matou e aleijou pessoas inocentes, algumas delas mortas com extrema violência, tomando-as como simples efeitos colaterais? O que foi feito dos milhões roubados? Como se negociaram as armas que Lamarca roubou? Por que treinar em Cuba, Coréia do Norte e noutros países que se destacam por suas "democracias"? Tudo isso daria bons filmes.

 Caso os diretores de cinema, como dizem no seu manifesto, estivessem cuidando da memória nacional, como poderiam não ser a favor de uma comissão da verdade que ouvisse ambos os lados? Para o bem da cinematografia nacional, seria bom, e a sociedade agradeceria, se os senhores ajudassem a mostrar o outro lado. Seriam mais filmes... Embora, devo admitir, o patrocínio viria a ser mais difícil.

É bem como disse no manifesto a Sra. Lúcia Murat: "Se a gente, a sociedade civil, que é maioria, não defender nosso direito de conhecer a história do Brasil, quem vai?" Caso a senhora me permita, posso indicar-lhe uma resposta: por incrível que pareça, serão os militares da Reserva e um significativo número de civis, que concordam com aqueles, que lhes ajudarão. Pois, ao que parece, são os únicos a quererem ver a História do Brasil completamente contada.

* Coronel Reformado - Curitiba/PR

DIRETO DO "A VERDADE SUFOCADA"

Até quando tripudiarão sobre nossa paciência? 

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Amiúde, encontramos militares, mormente da Reserva, e civis, que estão possessos de indignação.
Os revoltados, em alto e bom som, esbravejam contra tudo e contra todos, e motivos não faltam. Ensandecidos enumeram um rosário de patifarias no varejo e no atacado e, também, as infames cusparadas na face dos militares.
Coitados, falam de roldão sobre a Comissão da Verdade, muitos nem sabem dos Comitês pró – Comissão que foram criados em cada estado, e que realizam mutirões para coletar as vítimas da repressão e os seus algozes. Sem contar a turma do “esculacho”, pronta para denegrir e crucificar a quem caiu na sua alça de mira.

Aqui e acolá surgem, em grupos, com palavras de ordem, ou desordem, com pichações, com escárnio, infernizando a vida de quem participou, honradamente, na luta contra a subversão, e mesmo daqueles, que apenas passaram por perto. Mas, ai dos vencidos.

Outros enrubescem, lembrando o caso do Cadete Lapoente. Que vergonha. E dos uniformes com propaganda no uniforme da tropa de pacificação do EB nos morros do Rio de Janeiro.

E relembram como as instituições militares caíram nas mãos do famigerado Grupo “Tortura Nunca Mais” e na sanha de seus acólitos, inclusive dos membros de altíssimo coturno do desgoverno.

Também os mais otimistas comentam com tristeza o que esperam do julgamento do Mensalão, pois são tantos os Ministros do STF nomeados pelos desgovernos, que só por milagre poderá acontecer algo de depreciativo para os acusados de maior relevância.

Se o Dirceu for sacrificado, o que ninguém espera, continuará nos bastidores, desempenhando o seu conhecido papel. Se absolvido, sabe – se lá, não será o nosso próximo Vice?

E a CPMI do Cachoeira?

A água despenca aos turbilhões, e vemos nadar, sofregamente, um cardume de tubarões, nadadeira dorsal à mostra, prontos para estraçalhar aqueles peixinhos que podem trazer - lhes algum problema, e nada mais. Breve, da enxurrada, sobrará na terra árida da falta de justiça, um miserável filete.

Aos poucos, os exaltados vão baixando o tom de voz, e a indignação passa à decepção, à tristeza, à magoa, pois aos canalhas de hoje juntam – se os de ontem, e lembram como a metamorfose atacava ao Sarney, à Roseana, ao Maluf, ao Collor e uma melancolia angustiada invade o coração daqueles amarrotados brasileiros, ao vê-los, lépidos, sorridentes e calorosamente abraçados.

É triste, mas é a mais pura verdade.

Resta esperar um tsunami, não um vagalhão de águas arrasador, que desabe sobre o Brasil varonil, porém uma onda de moralidade que se abata sobre a canalhice trigueira, e faça uma faxina no mar de lama que encobre a nossa terra.

O Brasil é um botim valioso, rendoso, tanto que unem – se os mais deploráveis e velhacos nativos, para cada sacar o que puder.

Para alguns, basta saciar a sedenta vaidade mas o poder, não vem só, traz mordomias, adoradores e riquezas; para outros, move a cobiça, a presença na mídia, a proximidade com o poder e suas vantagens, como a impunidade.

Todos, independentemente da raça, da cor, da crença, da ideologia, são abomináveis patifes, dispostos a pegarem o que puderem, enquanto não houver um pingo de dignidade e de homens com um mínimo de determinação dispostos a dar um basta em tamanho descalabro.

Sim, nós nascemos assim, sem vergonha, sem atitude, e vamos vivendo como zumbis, ou ao que tudo indica sucumbiremos na mais nojenta cova rasa.
 
Brasília, DF, 20 de junho de 2012,

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SEM ATALHOS

Levando em conta a extensão do artigo, pensei inicialmente em postar apenas o "link". No entanto, decidi abortar o "atalho" e reproduzí-lo na íntegra, como segue: 

Carta Aberta à Dona Dilma

03/06/2012

Martha Pannunzio, em primeiro plano, em foto com familiares.
Em artigo de mais de 2.400 palavras, uma fazendeira, ambientalista, bisavó e professora aposentada, Martha Pannunziofaz um veemente libelo, em carta aberta à presidente Dilma Rousseff. Respeitosa e incisiva, a missivista explica, para a Suprema Mandatária da Nação, o que todos sabem, mas não são capazes de externar: que ela, Dilma, continua refém da máquina do PT e dos políticos sem escrúpulos, tomando iniciativas assistencialistas que, ao contrário de incluir os mais humildes à sociedade produtiva, os exclui para sempre no vício da esmola governamental.  
 Leia a carta:
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA!  É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para “engordar” sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano qüinqüenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a platéia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura,  bastante politizada, marxista, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do “quanto pior, melhor”. São discricionários, praticantes do “bullying” mais indecente da História do Brasil.
Em 1988 a Assembléia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito quetodos são iguais perante a lei*.  Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modusgovernandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?  O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?  Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem.  De ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros.  Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA  brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens lêem (quando lêem), mas não compreendem o que leram.  Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.
Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.
A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula  dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente. Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos  governos. Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.
Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo. Sou  fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez.  Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é “os outros”. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício. Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileiras vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinqüência e às drogas.
Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser  votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, desprecisada  e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.
A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga  brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital.  Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.
Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.  Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.
Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.
Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são.  Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja.
A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social. Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!
Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
Último lembrete: a pobreza é uma conseqüência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.
Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012