segunda-feira, 16 de abril de 2012

CORONEL GOBBO FERREIRA RESPONDE A LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por José Gobbo Ferreira


“É difícil acreditar que não existe, entre os militares, uma corrente, ou talvez até uma maioria, que reprova a atitude dos clubes dos reformados das Forças Armadas em relação à Comissão da Verdade e ao esclarecimento final do que houve nos anos de rebeldia e repressão. Dos clubes militares, só se pode esperar bravatas vazias, mas ignora-se até que nível vai a mesma insubordinação entre os da ativa.


Entende-se a resistência a remexer lama antiga, mas é impossível que se continue a sonegar à nação uma parte tão importante da sua história. E é impossível que ainda confundam preservação da honra da instituição militar com o silêncio e prefiram o estigma das acusações nunca investigadas ao esclarecimento”. (Luiz Fernando Veríssimo, Zero Hora, 05/04/2012, pág.2)


Prezado Senhor L.F. Veríssimo:


Em primeiro lugar quero deixar claro que considero uma honra entrar em contato com o senhor. As obras de seu pai foram uma referência inesquecível em minha juventude. Até hoje olho com carinho os lírios do campo e um certo Capitão Rodrigo me mostra a passagem do tempo e o soprar do vento em minha existência.


E o senhor é digno herdeiro dele. Escritor contemporâneo, prosa suave e agradável e uma verve maliciosa, suas crônicas são peças agradabilíssimas de se ler. Parabéns.


Apenas não consigo entender sua posição ideológica. E é por isso que ouso tomar seu tempo com este e-mail. O quanto gostaria que uma pessoa da sua estatura intelectual me explicasse como consegue acreditar nas falácias das doutrinas de esquerda! Elas não deram certo em parte alguma desse globo, custaram milhões e milhões de vidas, alimentaram o desejo de fugir em outras tantas, e mais mortes ocorreram na repressão a essas tentativas, desabaram irreversivelmente com o muro de Berlim, mas ainda existe quem se interesse por elas e as defenda. Isso que considero "difícil de acreditar".


A Hungria, a Tchecoslováquia pagaram alto preço tentando se livrar do jugo soviético. Conheci a segunda no começo da década de 80. Namorei uma moça de lá. Minha namorada traduziu histórias assustadoras da boca de pessoas do povo, encantadas com um jovem brasileiro, moreno e exótico. Convivi, aqui no Brasil, com pesquisadores russos logo após a queda do muro. Tive a felicidade de estabelecer uma forte relação de amizade com um deles que me contou do passado que queria esquecer e do futuro que almejava para seu país.


A revolução cultural na China, o massacre da praça da Paz Celestial, as estripulias sangrentas de Pol Pot. O paredón e La Cabaña (hoje aposentada) em Cuba. Aliás, por falar em Cuba, talvez o senhor já tenha estado lá, fora do status de visitante ciceroneado pelo governo. Depois de décadas de subvenção russa aquele pobre país só fez andar para trás. O povo, o verdadeiro povo, que poucos turistas se aventuram a conhecer, é infeliz e miserável. Os velhos ostentam uma fisionomia de tristeza e desalento, e não falam conosco (aliás, acho que nem falam mais...). As ruas populares cheiram a pobreza invencível, bolor, decadência e desesperança. U´a mãe nos oferece a filha adolescente por uns poucos pesos: "No se molesten señores. Tenemos hambre". Eu sei, eu sei que talvez tenhamos coisa parecida nas regiões mais pobres do país. Mas é diferente. Isso não é o Brasil, mas aquilo é bem Cuba.


Por isso me pergunto (gostaria de lhe perguntar): como se pode ser esquerdista? O que alguém sério e honesto, como suponho que o senhor seja, encontra de bom e útil nessas doutrinas? Se o senhor tiver tempo para isso, me responda, por favor.


Quanto ao seu artigo, gostaria de lhe oferecer alguns esclarecimentos:


1. Não existe o tal "Clube dos reformados das FFAA". Cada força singular tem seu clube recreativo, esportivo e cultural, que são associações civis que congregam oficiais da ativa, da reserva e civis. Quando um manifesto dos presidentes dos Clubes Militares foi indevidamente censurado pelo governo, um grupo de militares lançou um outro, em repúdio a essa interferência. Até a última contagem que recebi, 1234 civis aderiram ao manifesto, em um total de 2683 assinaturas (não foi permitido que militares da ativa aderissem). Acredito que daí se possa inferir que os "reformados" não estão tão sozinhos assim.


2. Pode até ser difícil para o senhor, mas acredite que não existe entre os militares qualquer corrente significativa contrária à posição dos clubes que o senhor chama de "dos reformados". O militar da reserva (ou reformado)de hoje é aquele que estava na ativa ainda ontem, e que foi o professor, o instrutor, o orientador e o comandante `(e às vezes é pai e/ou avô) dos militares da ativa de hoje e que deixou neles os mesmos princípios de ética, lealdade, patriotismo e devoção ao dever que ainda os impregnam durante a inatividade.


Não sei onde o senhor viu qualquer insubordinação. Existe sim, uma unidade de pensamento entre os militares de diferentes gerações, manifestada dentro dos limites da lei por quem tem o direito de fazê-lo.


3. Os Clubes Militares (agora sim, em sua denominação correta) não produzem bravatas, vazias ou cheias. Eles apenas expressam a opinião preponderante nas Forças respectivas. (Aliás, será que não seria mais correto o senhor escrever "...só se podem esperar bravatas...?)

4. Estou anexando uma carta que enviei à sua "irmã de crenças", Miriam Leitão, que explica a real posição dos militares sobre a tal comissão da verdade e que pode lhe tirar dessa confusão entre silêncio e honra. Quanto ao estigma das acusações, ele só existe graças à distorção histórica paulatinamente promovida pelos outrora derrotados no intento de implantar o comunismo no Brasil.


Por favor, entenda essa comunicação como uma troca de ideias entre pessoas educadas. Não faço proselitismo. Apenas lhe mostro minha posição e minhas dúvidas e gostaria de saber das suas. Talvez este e-mail chegue às suas mãos. Se chegar, pode ser que o senhor tenha a paciência de lê-lo todo. E nesse caso, quem sabe o senhor me dê a honra de uma resposta. De qualquer forma, reitero meu respeitoso apreço pelo senhor e pela imensurável colaboração que o nome Veríssimo trouxe e continua trazendo para a cultura deste meu amado país.


José Gobbo Ferreira é Coronel reformado do Exército.

COMPLEXO DE VIRA-LATAS

Não sei como é em outros recantos desse extraordinário e "rico" estado chamado Bahia, mas, aqui na Região Cacaueira, só tem valor o que é ou vem de fora. Isto é a mais pura verdade!

Quando o assunto é futebol, nem é bom pensar! Os bons são os clubes e o futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo. Aqui nada presta! Essa é opinião de 9 entre 10 baianos da região.

Nos últimos jogos da Copa do Brasil, Bahia e Vitória jogaram fora. O primeiro perdeu para o Remo (2x1) e o segundo empatou com o ABC (1x1). Um Blog local, aliás muito lido, estampou logo uma matéria falando que os citados clubes decepcionaram.  O que não concordo! Afinal, jogaram fora de casa e do outro lado também havia uma equipe com o mesmo número de jogadores. 

Interpretações negativas como essa decorrem do “complexo de vira-latas” que tem todo nordestino em desvalorizar o que é do Norte e do Nordeste. Ou será que os times do Pará e do RN tem que, obrigatoriamente, “abrir as pernas” para outras equipes consideradas “superiores”!?

O autor da matéria também tentou esculhambar o Bahia de Feira, por sua derrota para o São Paulo (2x5). Nesse jogo, o que vi foi um juiz tendencioso que validou o primeiro gol são-paulino quando o autor estava impedido e depois viu uma penalidade cometida pelo goleiro QUE NÃO EXISTIU. Além de prejudicar a equipe baiana com a marcação da penalidade, ainda expulsou injustamente o goleiro.

Entre todas as partidas transmitidas pela TV naquela quarta-feira, optei por assistir Bahia de Feira e São Paulo. Primeiro porque sou BAIANO e segundo porque torço contra todos os clubes do Rio e de São Paulo.

Fiquei envergonhado com o que vi nesse jogo. Segundo os dados anunciados na TV, havia 16.000 torcedores no Jóia da Princesa. Apesar disso, o número de torcedores do clube de São Paulo era muito superior aos do clube baiano. Ora, o jogo era na BAHIA! Imagino que pelo menos 10.000 torcedores que estavam no estádio torciam para o São Paulo! Como classificar/definir comportamentos como esse!?

Vou tentar: 

10.000 BAIANOS IDIOTAS ESTIVERAM ONTEM NO JÓIA DA PRINCESA!
 ou
10.000 BAIANOS QUE, SE FOREM A SÃO PAULO, SERÃO HUMILHADOS E, COM UMA BOA DOSE DE SORTE, ESCAPARÃO DE UM LINCHAMENTO POR PARTE DE PAULISTANOS NEO-NAZISTAS.

Vivemos em um Estado extraordinário e potencialmente rico! Nossos problemas podem ser atribuídos ao “povo”, ou à falta dele! É isso... Talvez não tenhamos POVO, no verdadeiro sentido da palavra.

SOMOS UM BANDO DE PITECOS IMBECIS, QUE ACHA TUDO DE FORA BOM E MARAVILHOSO! AQUI NADA PRESTA, INCLUSIVE OS CLUBES DE FUTEBOL!

E, na verdade, o que aqui não presta é um estrondoso percentual da população!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TIMÓTEO (AGNALDO) DIZ A VERDADE!


Militares adoraram o discurso radical proferido pelo vereador Agnaldo Timóteo (PR), na Câmara Municipal de São Paulo, quarta-feira passada:





Meia dúzia de brasileiros zé-manés queriam depor o regime militar na porrada. Se sou general, vou deixar os caras me deporem na porrada? Não, mando meter a porrada neles. Que negócio é esse? Governo é governo”.
Timóteo foi além: 
Em 1979, João Batista de Oliveira Figueiredo disse ‘Lugar de brasileiro é no Brasil’ e trouxe todos de volta: assassinos, assaltantes, sequestradores, bandidos, todos voltaram. Então, por que esta Comissão da Verdade de um lado só? Que negócio é esse? Tenha piedade!”.
Mais pancada

Timóteo não ligou para protestos de colegas, como o ex-preso político Gilberto Natalini (PV), e detonou:


Quem é de esquerda aqui dentro? Todo mundo está correndo atrás de ‘cascalho’, todo mundo querendo ganhar dinheiro e vem me dizer que é de esquerda? Sai fora com essa coisa de esquerda!”.
O cantor-vereador também bateu na imprensa: 

“É uma lástima que os meios de comunicação não se disponham a contar as coisas maravilhosas que foram realizadas neste País pelo regime militar”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Novo contingente da Marinha parte para o Líbano

Marinha do Brasil enviará nova Fragata para o Líbano na terça-feira
Fragata Liberal

A Marinha do Brasil envia nesta terça-feira uma nova fragata, com tripulação de 251 militares, para substituir a embarcação brasileira que integra a esquadra da Unifil, a missão de paz da ONU no Líbano desde 2011.
A fragata Liberal partirá às 15h da Base Naval do Rio de Janeiro e deve chegar a Beirute em 11 de maio. Ela substituirá a fragata União, que voltará ao Brasil em junho.
A participação militar brasileira na Unifil resulta de um esforço do Itamaraty - iniciado no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva - para tornar o Brasil um ator relevante no cenário do Oriente Médio.
A negociação entre a ONU e o Brasil para o envio de tropas à região começou no primeiro semestre de 2010, quando o governo italiano iniciou um movimento de retirada de suas tropas da missão de paz no Líbano para enviá-las ao Afeganistão.
A ONU passou então a buscar uma nação que pudesse assumir o papel de fornecedora de tropas para a Unifil - despertando o interesse do Itamaraty.
Em fevereiro de 2011 o Brasil assumiu o comando da força tarefa naval da ONU e nomeou o então contra-almirante Luis Henrique Caroli para chefiar um grupo de nove navios internacionais.
Contudo, ele comandou essa esquadra a partir de um escritório em terra por cerca de oito meses, devido à demora do Ministério da Defesa em enviar uma embarcação militar brasileira ao país.
A fragata União só foi enviada ao Líbano em outubro de 2011, após o governo brasileiro receber forte pressão da ONU.
Missão
A missão da frota da ONU no país é patrulhar o litoral libanês e impedir a entrada de armas ilegais para grupos extremistas.
Outro ramo da missão, que opera na fronteira terrestre do Líbano com Israel e não conta ainda com participação brasileira, tem o objetivo de evitar confrontos armados entre israelenses e a milícia xiita Hizbollah.
Segundo a Marinha, será feito um revezamento de navios e militares engajados na força tarefa naval a cada seis meses. A fragata Liberal e sua tripulação devem ser substituídas somente em dezembro.
Após disponibilizar navios de guerra para a missão, o Brasil obteve no último mês de fevereiro autorização da ONU para apontar um novo comandante da esquadra e assim garantir a chefia da força tarefa naval por mais um ano.
O atual comandante da unidade militar é o contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que já está no Líbano.
Terra/montedo.com

domingo, 8 de abril de 2012

VÍTIMAS DO TERRORISMO - MÊS DE MARÇO (Com atraso)

Neste março de 2012, reverenciamos a todos os que, em MARÇOS passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.

Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.

A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.

A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

27/03/65 - Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

31/03/69 - Manoel Da Silva Dutra - Civil - Rio de Janeiro / RJ
Morto durante assalto ao banco Andrade Arnaud. O caso é particularmente importante porque um dos então terroristas que participaram da operação se chamava Carlos Minc. Ele vinha do Colina, que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES.

11/03/70 - Newton de  Oliveira Nascimento - Soldado PM - Rio de Janeiro
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.

31/03/70 - Joaquim Melo - Investigador de Polícia – Pernambuco
Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”.

08/03/71 - Djalma Peluci Batista - Soldado PM - Rio de Janeiro
Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

24/03/71 - Mateus Levino dos Santos - Tenente da FAB – Pernambuco
O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife.  No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.

12/03/72 - Manoel dos Santos - Guarda de Segurança - São Paulo
Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.

12/03/72 - Aníbal Figueiredo de Albuquerque - Cel R1 do Exército – SP
Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários.

12/03/73 - Pedro Mineiro - Capataz da Fazenda Capingo
“Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

Francisco Valdir de Paula - Soldado do Exército - região do Araguaia – PA
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.

http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=285&tipo=2 

 

Democracia ameaçada ou repetindo os erros do passado!

Democracia ameaçada ou repetindo os erros do passado! PDF Imprimir E-mail
Escrito por A Perola do Mamoré   
Sex, 06 de Abril de 2012 09:20
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Quando cheguei em casa ontem, 29 de março, estava decidido a escrever um relato sobre os eventos ocorridos no Clube Militar. Não sei se todos os que se correspondem comigo sabem, sou sócio do Clube, sou membro suplente do Conselho e sou o atual Diretor da sua Revista. Funcionalmente sou subordinado ao Departamento Cultural, participando, portanto, de todas as atividades por ele promovidas, como foi o caso do Painel 1964 – A Verdade.

Envolvido nas atividades familiares, e mesmo desestabilizado ao assistir o programa comemorativo dos 90 anos de um determinado partido político, não tive a chance de redigir algo inteligível. Hoje, confesso, eu já havia desistido da idéia, até porque nas últimas 24 horas muitos já escreveram sobre o assunto e com mais propriedade do que eu poderia fazê-lo. Mas, as imagens que me enviaram da agressão selvagem perpetrada contra um homem de bem fez com que eu mudasse de idéia.

Vamos lá!

Um grupo de jovens, alguns nem tão jovens assim, “antenados” aceitou um convite, feito através de uma famosa rede social, para que participasse de um ato público contra o que seria uma comemoração dos 48 anos da revolução de março de 1964, promovida pelo Clube Militar.

A convocação era feita através de uma mensagem de vídeo, na qual um cineasta famoso chamava a atenção para o fato de o Clube Militar “antecipar a comemoração, mesmo tendo sido proibida pela presidente da república”. Desconhecimento? Má fé? Ambos? O douto cineasta não sabe que o Clube Militar é uma associação civil de direito privado, possui Estatuto e Regimento próprios, promove atividades recreativas, culturais e desportivas para o seu quadro associado, sem qualquer vinculação com as Forças Armadas, o Ministério da Defesa, ou qualquer outro órgão governamental?

Uma bem organizada divulgação na rede social fez com que 50.000 pessoas fossem convidadas, das quais 800 diziam que compareceriam. Para quem não está familiarizado, são números impressionantes. Não sei precisar o número, mas o certo é que muitos se fizeram presentes, dispostos a tudo. E com que vontade atuaram!

A pergunta que me faço é: como pessoas tão jovens podem estar tão iludidas com a ideologia que lhes impregnam? Como pessoas tão jovens podem desconhecer tão completamente a história? Como pessoas tão jovens podem se prender a conceitos tão antigos, gritando palavras de ordem, as mesmas proferidas por aqueles que já foram defenestrados pela história no Brasil e no mundo? Como pessoas tão jovens podem destilar tanto ódio, atingindo indistintamente a tantas pessoas, física e moralmente? Como pensam exercer a democracia impedindo o direito de ir e vir, não só dos sócios e convidados do evento, mas das pessoas que normalmente trabalham e transitam no prédio e nas suas imediações, um ponto de movimento intenso no centro da cidade do Rio de Janeiro? Que convincentes argumentos os fizeram agir assim?

As duas fotos anexas ao texto mostram a covarde agressão perpetrada por selvagens contra um homem de bem. Este senhor de cabelos brancos é o Coronel Reformado do Exército Brasileiro DARZAN. Chefe de família exemplar, o Cel Darzan, por ser oficial da arma de engenharia, dedicou-se no início de sua carreira às frentes de trabalho para a abertura de estradas de ferro e de rodagem, desbravando caminhos para implantar o progresso do país. Enquanto o jovem Ten Darzan enfrentava tais vicissitudes é provável que os avôs dos seus agressores estivessem em uma situação bem mais confortável.

No prosseguimento de sua carreira, o Cel Darzan dedicou-se, e ainda se dedica, a estudar e, principalmente, a ensinar. Conhecedor profundo da geografia e da história do Brasil e mundial, contribui com o aprimoramento dos oficiais que se preparam para os Cursos de Altos Estudos Militares. Além disto, é membro e conferencista do Instituto Histórico e Geográfico Militar do Brasil, onde realiza pesquisas até mesmo de campo, visitando sítios históricos onde os fatos aconteceram.

Fico imaginando o quanto os jovens que o agrediram não ganhariam se convidassem o Cel Darzan para uma conversa sobre a história que eles pretendem modificar. Por certo entenderiam o quão arcaicas são as estruturas e os slogans repetidos à exaustão, pelos membros das entidades travestidas com as cores vermelhas e que se fizeram representar ontem na baderna.

Por incrível que pareça, a mais antiga delas regozija-se de completar 90 anos. Tenta se mostrar moderna, através da apresentação de uma militante jovem e bonita, mas o discurso é o mesmo, carcomido pelo tempo. Os seus dirigentes não se responsabilizaram, até hoje, pela aventura na qual lançaram centenas de jovens nas matas do Araguaia. E querem saber quem foram os responsáveis pelos desaparecimentos. Olhem, jovens, para aqueles que os manipulam, pois eles os estão usando novamente para mais uma tentativa, que fracassará, para a tomada do poder. Será a quarta! Serão repelidos, desta feita, pelos alunos do Cel Darzan.

Eles que venham: por aqui não passarão!

Ao meu amigo Cel Darzan e à sua família toda a minha solidariedade.


Marco Antonio Esteves Balbi é Coronel na Reserva do EB e Sócio do Clube Militar.
Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Balbi

HERÓIS E TRAIDORES DA PÁTRIA

Prof. Marcos Coimbra

Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.
Artigo Publicado em: 22.03.12 - MM
Em artigo publicado em 04/09/08 neste espaço, escrevemos um texto com o título acima, que se revela assustadoramente atual, feitas algumas adaptações.
         Afirmamos, na época, que em reunião sobre a grave questão da demarcação de áreas indígenas, em especial sobre a denominada região Raposa/Serra do Sol, e seus desdobramentos sobre o futuro do país, enquanto Nação soberana, independente e autônoma, surgiu em paralelo uma lúcida discussão sobre quem figura e quem figuraria na História do Brasil, como herói e como traidor da Pátria. Houve unanimidade quanto aos heróis. Afinal, não há como negar o exemplo de coragem, brasilidade e desprendimento de vultos como Tiradentes, Duque de Caixas, Barão do Rio Branco, Tamandaré, Brigadeiro Eduardo Gomes, Santos Dumont, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, o índio Felipe Camarão, do anônimo soldado da FEB que lutou na Itália e outros.
Porém, no relativo aos traidores da Pátria houve dissenso. O ilustre brasileiro Jornalista Barbosa Lima Sobrinho já definia, com muita clareza, que no Brasil só existiam dois partidos políticos. O dos heróis, representados por Tiradentes e o dos seguidores do traidor Joaquim Silvério dos Reis. Mas, um participante argumentou, com propriedade, que Silvério teria sido um traidor sob a ótica de nós, brasileiros, mas não para os portugueses, a quem servia, sendo natural da nossa então matriz. Também foi lembrado o eterno Calabar, quase com unanimidade, mas apenas houve consenso em Judas, como traidor universal.
Analisando friamente, se isto é possível, a iminente perda de mais da metade do território nacional, representada, de início, pela demarcação irresponsável de vastas áreas do Brasil para indígenas (agora já criaram também os “quilombolas”), por “coincidência” justamente onde já estão mapeadas e conhecidas vastas riquezas e recursos naturais, que, no decorrer do tempo serão arrancadas do nosso país, sob qualquer pretexto, algumas reflexões se fazem necessárias.
Qual o país do mundo que, por “vontade própria”, sem o disparo de um tiro sequer, abre mão de um milímetro do seu território sem resistência armada? Em que lugar se escondem as autoridades (ir)responsáveis, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou por outro motivo qualquer, que não reagem contra o crime de lesa-pátria a ser perpetrado? Onde está o povo brasileiro que assiste passivamente, anestesiado, amorfo, sem protesto à perda de recursos naturais que podem transformar o país em uma das maiores potências do mundo, propiciando uma elevada qualidade de vida aos seus cidadãos? Imaginem isto acontecendo na Argentina, por exemplo. Os bravos “hermanos” já estariam nas ruas, protestando em greve geral e com um feroz “panelaço”. Será que o Brasil não fabrica mais Homens como no passado, quando tivemos Plácido de Castro, Marcílio Dias e tantos outros?
A maioria de nosso povo não sabe o que está acontecendo de fato. Pensa apenas em sobreviver, com as “bolsas-esmolas” ou com os empregos de baixa remuneração existentes, ou talvez ocupados com o samba, o futebol e o carnaval. Porém, existe uma parcela do povo conhecedora do que está em jogo. E é justamente esta que decide. Ela está principalmente nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. A disputa não é entre “arrozeiros” e índios desprotegidos da época de José de Alencar. Se o leitor quiser apurar o que está sendo escrito aqui, pode entrar nas páginas do Greenpeace, do WWF-Brasil, da FUNAI e outros menos votados. Vai encontrar uma perfeita sintonia, uma ação orquestrada entre eles, com o mesmo objetivo.
Não é por acaso que dirigentes de órgãos governamentais que decidem, ignorando o Congresso, os locais que devem ser ocupados nas demarcações foram, são ou serão integrantes das ONGs e assemelhados. Inclusive, alguns financiados por governos estrangeiros. O G-7 e até potências emergentes estão carentes de nióbio, petróleo, bauxita, urânio e outras riquezas encontradas em abundância exatamente nas áreas que estão sendo entregues. Por isto, eles querem a Serra da região Raposa/Serra do Sol. O argumento falacioso de que a propriedade da terra (solo e subsolo) é da União, possuindo os indígenas apenas o usufruto não se sustenta, quando observamos a prática nas regiões já demarcadas.
Não existem coincidências. Há planejamento e ação decorrente. Por que autoridades brasileiras assinaram na ONU a famigerada declaração universal dos direitos indígenas, ao contrário de EUA, Austrália, Nova Zelândia etc? Por que as Forças Armadas brasileiras estão sendo deliberadamente sucateadas, ao longo do tempo, retirando-lhes a capacidade de cumprir com sua destinação histórica e constitucional? Por que o cidadão brasileiro está sendo desarmado, através de campanhas financiadas do exterior, executadas por sicários estrategicamente posicionados, com ampla cobertura da mídia? Por que os órgãos de comunicação, com raras exceções, não divulgam a verdade sobre o assunto, ao invés de praticar o reducionismo de tentar iludir a opinião pública, desinformando por intermédio da falsa assertiva de que a luta é entre o fazendeiro branco mau e o índio desprotegido e nômade? Por que não esclarecem que estes índios falam inglês, usam celulares e Pcs?
Por que a pressão externa intimidatória de organismos internacionais e governos estrangeiros que chegaram ao acinte de mandar um representante da ONU ao país, na véspera da decisão do STF? Por que permitir a “palhaçada” de índios com o diploma de advogado, de toga, pintados de guerra a exercer pressão psicológica dominante no plenário do STF? Por que se ater a tecnalidades jurídicas e figuras poéticas para tentar esconder a verdade? Por que ignorar que a maioria dos índios que defendem a posição do G-7 são orientados por órgãos estrangeiros, sendo movimentados de lugar, por ordem externa, de acordo com a existência de riquezas ou não nos territórios a serem ocupados? Por que ignorar os indígenas que são contra? Por que nossas autoridades não aprenderam com a dura lição da Iugoslávia, do Iraque, do Kosovo, da Ossétia do Sul etc? Por que atribuir a onze pessoas, nomeadas por indicação política, a incomensurável responsabilidade de decidir sobre o futuro do país?
Nossos descendentes reverenciarão quais novos heróis e desprezarão que novos traidores da Pátria?

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br


terça-feira, 3 de abril de 2012

MISSA AOS MILITARES MORTOS PELOS TERRORISTAS

Militares mortos durante o regime militar são lembrados em missa

Nota do editor: a manchete aí de cima é minha. Leiam abaixo a manchete original da matéria do CB e notem que ela informa exatamente o contrário do que vai na notícia.

Missa é celebrada em homenagem às vítimas da Ditadura Militar

Josie Jeronimo
Maria Julia Mendonça
Uma missa em homenagem aos militares que morreram durante a Ditadura Militar foi realizada às 20h30 deste sábado (31/3) na Paróquia São Camilo de Léllis, na 303 Sul. A celebração foi um pedido da ONG Terrorismo Nunca Mais (Ternuma). Nesse fim de semana o golpe militar de 1964 completa 48 anos.
No fim da celebração o general Paiva Chaves arrancou aplausos dos cerca de 80 militares presentes na igreja ao defender que a cicatrizes da Ditadura sejam esquecidas. "Não esperamos que o perdão se instale em cada alma. É por isso que existe a Lei da Anistia. A anistia não é perdão, é esquecimento. Já demorou tanto tempo para chegarmos a um acordo coletivo, chegarmos a um caminho. Quando eu rezo, eu repito essas palavras, rogamos que perdoe nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e é nossa intenção perdoar", disse o general.
O coronel da reserva Ronaldo Brito falou ao Correio sobre a composição da Comissão da Verdade, grupo que analisará os arquivos secretos da Ditadura. Brito defende que a Comissão tenha uma composição mista, com representantes dos militares e ativistas dos direitos humanos. "O que aconteceu foi que morreram pessoas dos dois lados. É preciso olhar como um fato histórico".

OPERAÇÃO ÁGATA

Operação Ágata 4 cobrirá três mil quilômetros da fronteira com Venezuela e Guianas

General do Exército comandará operação nas fronteiras da Amazônia
“Temos de estar alerta na região”, declara Eduardo Dias da Costa Villas Bôas sobre a operação Ágata

ANTONIO XIMENES
Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, Comandante Militar da Amazônia
 General de Exército que chefiará a Ágata 4 (Antonio Ximenes)
Em maio, mais de 3,5 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, acompanhados de agentes da Polícia Federal, Força Nacional e de outros órgãos federais como os Ministérios da Justiça, da Agricultura, de Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, da Defesa, entre outros, vão participar da operação Ágata 4. O exercício militar abrangerá 3 mil quilômetros de fronteiras do País com a Venezuela e as Guianas, uma área que cobrirá 11 pelotões de fronteira. “Será uma grande operação conjunta”, afirma o comandante militar da Amazônia, Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, que concedeu a seguinte entrevista.
Por que foi escolhida esta fronteira para a operação?
Por ser uma das regiões mais desconhecidas da Amazônia e porque temos interesse em combater as ações ilegais que ocorrem na região.
Que tipo de ações ilícitas?
Da exploração de garimpos, passando pela biopirataria e até o narcotráfico. Nós já fizemos um trabalho de campo e identificamos que nesta área existe vulnerabilidades e que precisamos estar mais presentes neste espaço do País.
A fronteira com a Venezuela apresenta algum tipo de ação do narcotráfico ?
Mantemos um excelente relacionamento com a Venezuela e nesta fronteira o risco da atuação do narcotráfico é menor que em outras áreas próximas de Tabatinga (a 1.118 quilômetros de Manaus), por exemplo, mas não podemos ficar desatentos em nenhuma área da Amazônia, porque este tipo de crime tem mobilidade e vai para onde não há maior repressão, por isso que temos que estar sempre alertas.
E as Guianas?
Nesses países, especialmente nas áreas de fronteira, existem garimpos ilegais que nos preocupam porque este tipo de atividade acaba afetando os rios, com mercúrio, por exemplo. Além disso, causa a evasão de divisas, quando em território nacional, e isso nós não podemos permitir.
Que tipo de equipamentos serão empregados durante a operação Ágata 4?
Helicópteros, embarcações, aviões, enfim, o que temos de mais avançado na região.
A Crítica/montedo.com

1º de abril

GOLPE CONTRA O POVO?

Golpe contra o povo brasileiro? Não parece.

Confira abaixo algumas manchetes dos jornais brasileiros em março e abril de 1964. Antes da interpretação ligeira de que eram apenas grandes empresas apoiando um golpe contra os interesses do povo, observe a descrição das grandes manifestações populares em todo o País. Elas não foram fruto da imaginação dos barões da mídia. Ocorreram de fato e de forma espontânea. Esta é a verdade, comprovada pelos fatos. Verdade que, há trinta anos, vem sendo recontada ardilosamente pelos derrotados de então, donos do poder nos dias de hoje.

Pesquisa da jornalista Cristiane Costa:
“O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!” 
(Do editorial “BASTA”, 31 de março de 1964 – Correio da Manhã – Rio de Janeiro)
“Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!” 
(Do editorial “FORA!”, 1° de abril de 1964 – Correio da Manhã)
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas” 
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)
“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.” 
(Jornal do Brasil, edição de 1º de abril de 1964.)
“Minas desta vez está conosco”(…) “Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.” 
(Estado de S. Paulo – 1º de abril de 1964)
“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade” 
(O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)
“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento” 
(O Dia – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas” 
(Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada”… “atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal”. 
(O Globo, 2 de abril de 1964)
“Lacerda anuncia volta do país à democracia.” 
(Correio da Manhã, 2 de abril de 1964)
“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil” 
(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)
“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada …” 
(O Globo – Rio de Janeiro – 4 de Abril de 1964)
“Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos”(…) “Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.” 
(Estado de Minas, 5 de abril de 1964)
“A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”
(O Globo, 5 de abril de 1964)
“Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!” 
(Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964)
“Congresso concorda em aprovar Ato Institucional”. 
(Jornal do Brasil, 9 de abril de 1964)
“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve” 
(Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)
“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão – Santa Maria – RS – 17 de Abril de 1964)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A ROTINA DAS COBRAS


A“Comissão da Verdade” é, de alto a baixo, mais uma farsa publicitária montada segundo o modelo comunista de sempre. Seu objetivo não é o mero “revanchismo”, como ingenuamente o pensam os militares: é habituar o povo a conformar-se com um novo padrão de justiça, no qual, a priori e sem possibilidade de discussão, um lado tem todos os direitos e o outro não tem nenhum.


Olavo de Carvalho
Se há uma lição que a História ensina, documenta e prova acima de qualquer dúvida razoável, é a seguinte:
sempre que os comunistas acusam alguém de alguma coisa, é porque
fizeram, estão fazendo ou planejam fazer logo em seguida algo de muito pior. Acobertar crimes sob afetações histriônicas de amor à justiça é, há mais de um século, imutável procedimento padrão do movimento mais assassino e mais mentiroso que já existiu no mundo.
Só para dar um exemplo incruento: o Partido dos Trabalhadores ganhou a confiança do eleitorado por sua luta feroz contra os políticos corruptos, ao mesmo tempo que ia preparando, para colocá-lo em ação tão logo chegasse
ao poder, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, perto do qual a totalidade dos feitos de seus antecessores se reduz às proporções do roubo de um cacho de bananas numa barraca de feira.
Mas nem todos os episódios desse tipo são comédias de Terceiro Mundo. Nos anos 30 do século passado, o governo de Moscou promoveu por toda parte uma vasta e emocionante campanha contra as ambições imperialistas de Adolf Hitler, ao mesmo tempo que, por baixo do pano, as fomentava com dinheiro, assistência técnica e ajuda militar, no intuito de usar as tropas alemãs como ponta-de-lança para a ocupação soviética da Europa.
Os exemplos poderiam multiplicar-se ilimitadamente. Em todos os casos, a regra é a máxima atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz." Se o acusado realmente cometeu crimes, ótimo: desviarão a atenção dos crimes maiores do acusador. Se é inocente, melhor ainda.
Durante os célebres Processos de Moscou, onde o amor ao Partido levava os réus a confessar crimes que não haviam cometido, Bertolt Brecht, ídolo literário maior do movimento comunista, proclamou: "Se eram inocentes, tanto mais mereciam ser fuzilados." Não foi mera efusão de servilismo
histriônico. A declaração obscena mostra a profunda compreensão que o dramaturgo tinha da premeditação maquiavélica por trás daquela absurdidade judicial.
Como o bem e o mal, na perspectiva marxista, não existem objetivamente e se resumem à resistência ou apoio oferecidos às ordens do Partido, a inocência do réu é tão boa quanto a culpa, caso sirva à propaganda revolucionária – mas às vezes é muito mais rentável.
Condenar o culpado dá aos comunistas o ar de justiceiros, mas condenar o inocente é impor a vontade do Partido como um decreto divino, revogando a moral vigente e colocando o povo de joelhos ante uma nova autoridade, misteriosa e incompreensível. O efeito é devastador.
Isso não se aplica somente aos Processos de Moscou. Perseguir o general Augusto Pinochet por delitos arquiconhecidos dá algum prestígio moral, mas condenar o coronel Luís Alfonso Plazas a trinta anos de prisão, por um crime que todo mundo sabe jamais ter acontecido, é uma operação de magia psicológica que destrói, junto com o inimigo, as bases culturais e morais da sua existência. Na presente "Comissão da Verdade", os crimes do acusado são reais, mas menores do que os do acusador.
A onda de terrorismo guerrilheiro na América Latina data do início dos anos 60, e já tinha um belo currículo de realizações macabras quando, em reação, os golpes militares começaram a espoucar. Computado o total das ações violentas que, partindo de Cuba, se alastraram não só por este
continente, mas pela África e pela Ásia, a resposta dos militares à agressão cubana foi quase sempre tardia e moderada, sem contar o fato de que, pelo menos no Brasil, veio desacompanhada de qualquer guerra publicitária comparável à dos comunistas.
Sob esse aspecto, a vantagem ainda está do lado dos comunistas. Os delitos dos militares chamam a atenção porque uma rede de ONGs bilionárias, secundada pela militância esquerdista que domina as redações, não permite que sejam esquecidos.
Nenhuma máquina de publicidade, no entanto, se ocupa de explorar em proveito da "direita" as vítimas produzidas pela Conferência Tricontinental de 1966, pela OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade, 1967) ou, hoje, pelo Foro de São Paulo.
Numa disputa travada com tão escandalosa desproporção de recursos, a verdade não tem a menor chance. 
Na tão propalada ânsia de restaurar os fatos históricos, ninguém se lembra sequer de averiguar a participação de brasileiros nas ações criminosas empreendidas pelo governo de Fidel Castro em três continentes.
Encobrindo esse detalhe, fugindo ao cotejo dos números, trocando os efeitos pelas causas e partindo do pressuposto de que os crimes praticados a serviço de Cuba estão acima do julgamento humano - a“Comissão da Verdade” é, de alto a baixo, mais uma farsa publicitária montada segundo o modelo comunista de sempre.
Seu objetivo não é o mero “revanchismo”, como ingenuamente o pensam os militares: é habituar o povo a conformar-se com um novo padrão de justiça, no qual, a priori e sem possibilidade de discussão, um lado tem todos os direitos e o outro não tem nenhum. A única coisa estranha, nessa reencenação, é que suas vítimas ainda procedam como se esperassem, dos julgadores, alguma idoneidade e senso de equilíbrio, sentindo-se surpreendidas e chocadas quando a igualdade perante a lei lhes é negada – tanto quanto os cristãos se sentem repentinamente traídos quando o governo Dilma volta atrás no compromisso anti-abortista de campanha.
Não há nada de surpreendente em que as cobras venenosas piquem. Surpreendente é que alguém ainda se surpreenda com isso.
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia
Jornal do Comércio/montedo.com

domingo, 1 de abril de 2012

CENA CORRIQUEIRA EM MEUS 30 ANOS DE CASERNA: O FILHO ESTRANHANDO A PRESENÇA DO PAI, QUANDO CHEGA DE UMA MISSÃO

Não foram poucas as vezes que, quando chegava casa, minhas filhas me estranharam.  Deviam estar se perguntando:  QUEM É ESSE HOMEM!?
No caso do Soldado FRANCISCO, a cara de choro do seu bebê é até natural.  Afinal, seu filho nunca o tinha visto!  Fico tremendamente puto da vida quando ouço ou leio gente tentando diminuir o valor dos militares e da vida que levam!
 
O soldado Francisco Jonas de Araújo, se emocionou ao pegar o filho no colo pela primeira vez 

Foto: Alberto César Araújo
Auriane Carvalho
Após sete meses em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, a primeira tropa de soldados amazonenses das Forças Armadas desembarcou nesta terça-feira (27) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.
Aproximadamente 70 homens foram recepcionados por parentes, amigos e militares do Comando Militar da Amazônia (CMA) e Força Aérea Brasileira (FAB).
O chefe do Centro de Operação do CMA, general Frankberg Ribeiro, disse que a missão foi tão bem sucedida e que a ONU renovou a parceira com o governo brasileiro de levar apoio ao Haiti.
Segundo ele, esse foi o 16º contingente de militares encaminhado ao país do continente africano [leia-se América Central hehehehe]. “Nossos homens realizaram suas atividades com excelentes resultados”, salientou.
O comandante do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Manaus (Binfae-MN), tenente-coronel Jorge André Cunha, disse que essa foi a primeira turma que passou mais tempo no Haiti e a segunda turma encaminhada pela Aeronáutica de Manaus.
O soldado do Exército Francisco Jonas de Araújo, 22, pegou no colo pela primeira vez o filho Gabriel, de 3 meses. Quando viajou, sua mulher Katiane de Castro, 17, estava grávida.
“É muita emoção. Vi apenas algumas fotos dele pelo Facebook, mas vê-lo ao vivo é mais emocionante”, disse. O soldado da Força Aérea, Josimar Silva de Souza, 24, também não escondeu a emoção ao reencontrar a família.
Enrolado com a bandeira do Brasil, o soldado afirmou que a partir da experiência vivida no Haiti, vai passar a valorizar mais a família, a comida que o alimenta e a roupa que veste. “A experiência foi única. Contribuir para o restabelecimento daquele país foi demais”, destacou.
O Brasil chefia a missão de paz no Haiti desde 2004, quando a missão de paz foi criada. Conta com 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros.
Em Tempo/montedo.com