A postagem anterior sobre o Pepê, foi a que recebeu o maior número de acessos. Por essa razão, aproveitei uma reportagem feita pelo Programa Stadium da TVE e estou repetindo a dose aqui.
COMPROMISSOS: Rasgar o véu da mentira travestida de verdade. - Estimular o exercício do pensamento inteligente. - Elaborar e reproduzir artigos e crônicas capazes de sensibilizar e despertar o senso crítico. - Contribuir na análise crítica de informações e notícias difundidas pelos meios midiáticos televisivos e impressos.
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
DESABAFO (DESCULPEM-ME)
Já disse, aqui, zilhões de vezes que nasci nestas bandas. Pra ser mais exato, debaixo de um secador de cacau. Senti aquele cheiro peculiar de amendôas fermentadas e secas até os sete anos. Nesse período, entrei muitas vezes nas plantações de cacau; algumas a pé, outras montado nas cangalhas das mulas. Assistia as podas, a colheita no podão, a quebra, a feitura das bandeiras (montes) de amêndoas sobre lonas ou folhagem, o transporte nas caixas de madeira ou cassuás, a colocação nos cochos de fermentação, a secagem, ao sol, nas barcaças, o ensacamento, o armazenamento, o transporte para a cidade. Até a pulverização com o BHC ou o DDT me era familiar. Depois de uma dessas aventuras em meio a mosquitos e peçonhas, retornava à sede da fazenda feliz e, geralmente, com uma carga de laranjas, limas, cajás e jenipapos, quando estava na época.
Passei um tempinho fora: 31 anos. Precisava arrumar a vida e aqui não enxergava como. Olhava o patrimônio do meu avô: quatro fazendinhas de cacau e algumas terras nuas que, naquela época, nada valiam. Isso tinha que ser dividido pelos seus quatro filhos, entre eles o meu pai. O que meu pai recebesse teria que ser partilhado por mais quatro - eu e meus três irmãos. Acho que fui inteligente. Deixei tudo pra trás e cai no mundo! Fiz o meu mundo, arrumei a vida... Há pouco mais de dez anos voltei.
Desde essa volta, reluto em ligar o umbigo de novo aqui. Por isso, tenho preferido morar de aluguel... e isso há quase onze anos. Seguindo sugestão da mulher, estava me decidindo a adquirir um imóvel residencial em Ilhéus. Ainda não conversei com ela, mas, já estou começando a desistir da ideia.
Regressei em 2000. No ano de 2001 escrevi isto:
RAZÃO E MARTÍRIO
Há dias em que amaldiçôo e desprezo minh'alma pela instrução recebida.
Pelo conhecimento sorvido nas leituras que varavam noites.
Pela visão concreta de lugares tão diferentes e tão iguais.
Pela visão dilatada da íris do meu olho que vê, além das cercas ...
Pela visão concreta de lugares tão diferentes e tão iguais.
Pela visão dilatada da íris do meu olho que vê, além das cercas ...
Não se sofre pelo que não se vê; pelo que não se é capaz de emitir juízo...
Ainda hoje, vejo meu povo adormecido; anestesiado pelo rufar dos atabaques e por odes cujas letras nada exprimem.
Musicalidade alienante, fomentada, engendrada pela mídia insidiosa das hordas opressoras no poder.
Musicalidade alienante, fomentada, engendrada pela mídia insidiosa das hordas opressoras no poder.
O que, em mim, parece lamentos deveria ser louvores, pelas mudanças e libertação do meu eterno espírito através dos tempos; pela excreção dos atavismos, dando morada à razão.
Mas, essa mesma razão, martiriza, fere, flagela.
(Souza Neto - 2001)
Nesses quase onze anos na região tenho deixado minha contribuição: já investi cerca de 1 milhão e 500 mil aqui, como consumidor. E compro tudo por aqui. Raramente vou a Salvador ou ao Rio. Recursos que não são auferidos diretamente aqui. Vêm de fontes externas à Bahia.
Estou pensando seriamente em dar um basta nisso. Atualmente, o principal óbice é a faculdade de meu filho, por ainda faltarem dois anos para sua conclusão. Mas, isso pode ser resolvido com transferência.
Qualquer dia desses posso estar dizendo:
"Adiós pueblo de Alécia!"
ROCK NO SANGUE
![]() |
| Carlos Bernardo |
P..., o menino sabe o que é bom! Espero que não se perca com essas porcarias que tocam aqui na Bahia e por aí afora!
O TÍTULO... VOCÊ ESCOLHE
Sol quase a pino, aquela sensação de vazio no estômago, começo a tomar o rumo de casa, quando...
- Não faz sentido, Alethea! - ouço uma voz a poucos metros de onde estava.
Volto-me na direção do quase grito e vejo o Absirto. Há muito que não o via, até estava com saudades, mas, àquela hora! Logo no instante em que meu estômago mandou uma mensagem pro meu cérebro e este havia comandado minhas pernas para viajarem na direção de casa!? Tudo bem! - disse a mim mesmo - não vejo esse cara há um bom tempo... além do mais, o Absirto é a Personalidade em pessoa; é sempre um bom papo.
Sentamos no barzinho do Nacib e da Gabriela. - Desce aí um chop preto! - fui dizendo pro garçon (gosto da forma francesa). Mal havia pronunciado a última sílaba, Absirto foi dizendo:
- Você viu!?
- Viu o quê cara! Explique-se!
- Viu não... leu...? - foi corrigindo.
- Leu o quê, velho? - continuei, cheio de interrogações.
- Viu o que está na Internet... o que algumas pessoas do Rio estão dizendo dos nordestinos, só porque o Ceará (a carroça desembestada) mandou o Flamengo pras cucuia?
- É... tenho acompanhado... - disse sem muita empolgação - Mas, isso já havia acontecido nas últimas eleições com os paulistas...
- E você acha que é por que, isso?
- Ahn... - titubeei - ...acho que é porque o Nordeste hoje desponta como a região do país com o maior potencial de riquezas... está em franco processo de desenvolvimen...
- E isso cria um certo ciúme? - interrompeu Absirto.
- Acho que sim.
- Agora, e sobre essa mania de bahiano e nordestino, de um modo geral, ficar torcendo pra times do sudeste e contra os de seus próprios estados? Isso tem explicação?
- Difícil... mas creio que é por..., digamos, um pouco de falta de personalidade. Nem todo mundo é como você, que é conhecido como "DE GRANDE PERSONALIDADE".
- E o que se pode fazer para resolver isso?
- Não sei, mas acho que o desenvolvimento do Nordeste e o tempo cuidarão disso.
- É, quem sabe!? - assentiu Absirto.
- Sabe o que ouvi esses dias no Pontal? - perguntei.
- Não! O quê?
- Ia passando, e ouvi um cara dizendo pro outro "Eu sou campeão carioca em cima de quem?" - Olhei pro sujeito e ele não tinha cara de ter nascido no Rio, então pensei: "Mais um bahiano regando a horta alheia!"
- É, concordo com você! - disse Absirto, um pouco conformado.
- E tem mais!
- O quê! - Absirto arregala seus grandes olhos e demonstra cara de espanto.
- O futebol do Rio está dando seus últimos suspiros! - afirmei.
- Como!? - reage Absirto mais espantado ainda.
- É isso... o futebol do Rio está em coma há muito tempo! Você esqueceu que eu nasci debaixo de um secador de cacau, mas troquei o cheiro de mato e de amêndoas fermentadas pela fumaça de óleo diesel ainda moleque?
- Ah, é mesmo...
- Pois é... morei 31 anos por lá! Conheci o futebol daqueles tempos... O futebol que atraiu torcidas do Brasil inteiro. Mas, a coisa mudou...
- Mudou!?
- É mudou sim! No futebol do Rio, só tinha, praticamente, jogadores cariocas e fluminenses! Gente formada lá mesmo, nas bases! Aí veio a especulação imobiliária e extinguiu todos os campos de várzea da Guanabara. Lembro-me que só Guadalupe (um bairro pequeno) tinha mais de 12 campos... Jacarepaguá, nem se fala... Tinha mais de 20 campos nos anos 60 e 70. Hoje, onde havia campo, é conjunto habitacional da CEHAB ou condomínios de luxo.
- Hummm!!! você tem razão... mas...
- Mas, não, mais! E o "mais" é que, além da perda dos campos, veio a "geração vídeo game" e, agora, a "geração orkut". E, os meninos trocaram os esportes por...
- Mas, isso aconteceu em todo lugar! - foi dizendo Absirto.
- Sim, mas você não pode esquecer que o Rio (antiga Guanabara) é uma "merdinha", em termos de extensão territorial, quando comparado com os outros estados! Nesses outros lugares o futebol interiorizou-se.
- Humm!!! - assentiu Absirto, meio confuso.
- E outra... Para completar esses fatores negativos para o futebol carioca, veio a "fusão", em 73! Com a fusão, o campeonato deixou de ser carioca.
- Como, deixou de ser carioca!?
- Ora, passou a ser "Campeonato Fluminense", ou seja, do Estado do Rio de Janeiro e não mais da Guanabara. E você sabe que "carioca" é termo referente somente a quem é da Guanabara...
- É verdade! Mas como essa "fusão" trouxe prejuízos pro futebol do Rio?
- De várias maneiras... primeiro, clubes cariocas como Campo Grande, São Cristovão, Bonsucesso e até o América, perderam espaço para outros do interior; segundo, uma caterva de maus dirigentes assumiu a presidência dos times cariocas: Emil Pinheiro (Botafogo), Eurico Miranda (Vasco), Dunshee de Abranches e George Helal (Flamengo), Francisco Horta (Fluminense) e, de quebra, veio o Caixa d'Água, do Americano de Campos dos Goitacazes, para assumir a Federação Carioca...
- Não é que você tem razão!
- Lembra do George Helal? Foi o dirigente que vendeu o Zico para a Udinese por um valor menor do que o comprou de volta! Você acredita nisso?
- Parece que houve maracutaia, né!?
- E como?
- E o bicheiro Emil Pinheiro comprou um time inteiro e levou para o Botafogo e depois que saiu deixou o clube com o "pires nas mãos", vendendo todo mundo! Não foi? - disse Absirto, demonstrando um certo conhecimento sobre o futebol do Rio.
- Foi! Viu como você lembra!
- Mas... Alethea... agora, voltando ao caso dos Nordestinos que morrem de amores por times de futebol do Rio...
- Cara... acho que isso não tem jeito! Pelo menos por enquanto. Vejo os pais "encaminhando mal" os meninos, vestindo-os com camisas de lá!
- Mas, ouço algumas tentativas de justificar, dizendo que os times daqui são fracos, pequenos, que não ganham campeonatos, etc.
- Cara, vamos pensar um pouco sobre isso...
- Vamos - disse Absirto.
- Você é capaz de me dizer o que faz um time ser grande e vitorioso?
- Sei... dinheiro!
- E você sabe, hoje, de onde vem a maior parte do dinheiro que os times de futebol recebem?
- Sei... da iniciativa privada... dos patrocinadores.
- Você é capaz de dizer o que faz um patrocinador investir "pesado" num time de futebol? Como, por exemplo, contratar jogadores a "peso de ouro"?
- Humm... acho que o retorno financeiro, não?
- É claro! E pra ter esse ret...
- ...É preciso propaganda nas partidas e ter uma grande torcida que consuma os produt...
- Certo! Camisas, materiais esportivos variados e todo tipo de produto...
- Já sei! Você quer dizer que é preciso ter uma torcida grande pra...
- Na mosca, cara! Quanto maior o número de torcedores, maiores serão os investimentos dos patrocinadores!
- Deixa eu concluir: você quer dizer que quando bahianos e nordestinos, de um modo geral, estão torcendo para times de fora, deixam de atrair investidores para os times daqui!?
- Tá vendo! Até você que não entende muito de futebol sabe!
- Também não precisa humilhar, né Alethea! Sei que você é conhecido como "VERDADE SUPREMA", mas, pega leve comigo!
- Desculpa, cara! Mas, continuando, é como se você escolhesse a empada do adversário pra colocar a azeitona, entendeu!?
- Entendi! E ainda tem todo esse preconceito deles com gente, né?
- É! Muitos daqui ficam "cheirando os fundilhos" deles e recebem ofensas e discriminação em troca.
- Você quer dizer que o povo daqui é besta!?
- Algo parecido... falta-lhes identidade... personalidade, mesmo...
- Como você disse no começo, pode ser que o desenvolvimento traga mudanças...
- Mudanças e maoir preconceito deles para conosco! Você não pode esquecer que o Nordeste está sendo redescoberto! Nossos recursos natur...
- Entendi! - interrompeu Absirto - Rio e São Paulo tem esses recursos esgotados, né!?
- Sim! É preciso dar tempo ao tempo... Contudo, não se pode deixar de investir em Educação por aqui! Esse estágio de "pitecantropos" que a gente vê é reflexo da falta de investimentos na Educação!
- Concordo...
- Meu caro, tenho que ir! Tá mais do que na hora de dar uma "forrada" no "bucho". Especialmente depois dessas calderetas de chop preto...
- Falou velho! A gente se vê...
- Não faz sentido, Alethea! - ouço uma voz a poucos metros de onde estava.
Volto-me na direção do quase grito e vejo o Absirto. Há muito que não o via, até estava com saudades, mas, àquela hora! Logo no instante em que meu estômago mandou uma mensagem pro meu cérebro e este havia comandado minhas pernas para viajarem na direção de casa!? Tudo bem! - disse a mim mesmo - não vejo esse cara há um bom tempo... além do mais, o Absirto é a Personalidade em pessoa; é sempre um bom papo.
Sentamos no barzinho do Nacib e da Gabriela. - Desce aí um chop preto! - fui dizendo pro garçon (gosto da forma francesa). Mal havia pronunciado a última sílaba, Absirto foi dizendo:
- Você viu!?
- Viu o quê cara! Explique-se!
- Viu não... leu...? - foi corrigindo.
- Leu o quê, velho? - continuei, cheio de interrogações.
- Viu o que está na Internet... o que algumas pessoas do Rio estão dizendo dos nordestinos, só porque o Ceará (a carroça desembestada) mandou o Flamengo pras cucuia?
- É... tenho acompanhado... - disse sem muita empolgação - Mas, isso já havia acontecido nas últimas eleições com os paulistas...
- E você acha que é por que, isso?
- Ahn... - titubeei - ...acho que é porque o Nordeste hoje desponta como a região do país com o maior potencial de riquezas... está em franco processo de desenvolvimen...
- E isso cria um certo ciúme? - interrompeu Absirto.
- Acho que sim.
- Agora, e sobre essa mania de bahiano e nordestino, de um modo geral, ficar torcendo pra times do sudeste e contra os de seus próprios estados? Isso tem explicação?
- Difícil... mas creio que é por..., digamos, um pouco de falta de personalidade. Nem todo mundo é como você, que é conhecido como "DE GRANDE PERSONALIDADE".
- E o que se pode fazer para resolver isso?
- Não sei, mas acho que o desenvolvimento do Nordeste e o tempo cuidarão disso.
- É, quem sabe!? - assentiu Absirto.
- Sabe o que ouvi esses dias no Pontal? - perguntei.
- Não! O quê?
- Ia passando, e ouvi um cara dizendo pro outro "Eu sou campeão carioca em cima de quem?" - Olhei pro sujeito e ele não tinha cara de ter nascido no Rio, então pensei: "Mais um bahiano regando a horta alheia!"
- É, concordo com você! - disse Absirto, um pouco conformado.
- E tem mais!
- O quê! - Absirto arregala seus grandes olhos e demonstra cara de espanto.
- O futebol do Rio está dando seus últimos suspiros! - afirmei.
- Como!? - reage Absirto mais espantado ainda.
- É isso... o futebol do Rio está em coma há muito tempo! Você esqueceu que eu nasci debaixo de um secador de cacau, mas troquei o cheiro de mato e de amêndoas fermentadas pela fumaça de óleo diesel ainda moleque?
- Ah, é mesmo...
- Pois é... morei 31 anos por lá! Conheci o futebol daqueles tempos... O futebol que atraiu torcidas do Brasil inteiro. Mas, a coisa mudou...
- Mudou!?
- É mudou sim! No futebol do Rio, só tinha, praticamente, jogadores cariocas e fluminenses! Gente formada lá mesmo, nas bases! Aí veio a especulação imobiliária e extinguiu todos os campos de várzea da Guanabara. Lembro-me que só Guadalupe (um bairro pequeno) tinha mais de 12 campos... Jacarepaguá, nem se fala... Tinha mais de 20 campos nos anos 60 e 70. Hoje, onde havia campo, é conjunto habitacional da CEHAB ou condomínios de luxo.
- Hummm!!! você tem razão... mas...
- Mas, não, mais! E o "mais" é que, além da perda dos campos, veio a "geração vídeo game" e, agora, a "geração orkut". E, os meninos trocaram os esportes por...
- Mas, isso aconteceu em todo lugar! - foi dizendo Absirto.
- Sim, mas você não pode esquecer que o Rio (antiga Guanabara) é uma "merdinha", em termos de extensão territorial, quando comparado com os outros estados! Nesses outros lugares o futebol interiorizou-se.
- Humm!!! - assentiu Absirto, meio confuso.
- E outra... Para completar esses fatores negativos para o futebol carioca, veio a "fusão", em 73! Com a fusão, o campeonato deixou de ser carioca.
- Como, deixou de ser carioca!?
- Ora, passou a ser "Campeonato Fluminense", ou seja, do Estado do Rio de Janeiro e não mais da Guanabara. E você sabe que "carioca" é termo referente somente a quem é da Guanabara...
- É verdade! Mas como essa "fusão" trouxe prejuízos pro futebol do Rio?
- De várias maneiras... primeiro, clubes cariocas como Campo Grande, São Cristovão, Bonsucesso e até o América, perderam espaço para outros do interior; segundo, uma caterva de maus dirigentes assumiu a presidência dos times cariocas: Emil Pinheiro (Botafogo), Eurico Miranda (Vasco), Dunshee de Abranches e George Helal (Flamengo), Francisco Horta (Fluminense) e, de quebra, veio o Caixa d'Água, do Americano de Campos dos Goitacazes, para assumir a Federação Carioca...
- Não é que você tem razão!
- Lembra do George Helal? Foi o dirigente que vendeu o Zico para a Udinese por um valor menor do que o comprou de volta! Você acredita nisso?
- Parece que houve maracutaia, né!?
- E como?
- E o bicheiro Emil Pinheiro comprou um time inteiro e levou para o Botafogo e depois que saiu deixou o clube com o "pires nas mãos", vendendo todo mundo! Não foi? - disse Absirto, demonstrando um certo conhecimento sobre o futebol do Rio.
- Foi! Viu como você lembra!
- Mas... Alethea... agora, voltando ao caso dos Nordestinos que morrem de amores por times de futebol do Rio...
- Cara... acho que isso não tem jeito! Pelo menos por enquanto. Vejo os pais "encaminhando mal" os meninos, vestindo-os com camisas de lá!
- Mas, ouço algumas tentativas de justificar, dizendo que os times daqui são fracos, pequenos, que não ganham campeonatos, etc.
- Cara, vamos pensar um pouco sobre isso...
- Vamos - disse Absirto.
- Você é capaz de me dizer o que faz um time ser grande e vitorioso?
- Sei... dinheiro!
- E você sabe, hoje, de onde vem a maior parte do dinheiro que os times de futebol recebem?
- Sei... da iniciativa privada... dos patrocinadores.
- Você é capaz de dizer o que faz um patrocinador investir "pesado" num time de futebol? Como, por exemplo, contratar jogadores a "peso de ouro"?
- Humm... acho que o retorno financeiro, não?
- É claro! E pra ter esse ret...
- ...É preciso propaganda nas partidas e ter uma grande torcida que consuma os produt...
- Certo! Camisas, materiais esportivos variados e todo tipo de produto...
- Já sei! Você quer dizer que é preciso ter uma torcida grande pra...
- Na mosca, cara! Quanto maior o número de torcedores, maiores serão os investimentos dos patrocinadores!
- Deixa eu concluir: você quer dizer que quando bahianos e nordestinos, de um modo geral, estão torcendo para times de fora, deixam de atrair investidores para os times daqui!?
- Tá vendo! Até você que não entende muito de futebol sabe!
- Também não precisa humilhar, né Alethea! Sei que você é conhecido como "VERDADE SUPREMA", mas, pega leve comigo!
- Desculpa, cara! Mas, continuando, é como se você escolhesse a empada do adversário pra colocar a azeitona, entendeu!?
- Entendi! E ainda tem todo esse preconceito deles com gente, né?
- É! Muitos daqui ficam "cheirando os fundilhos" deles e recebem ofensas e discriminação em troca.
- Você quer dizer que o povo daqui é besta!?
- Algo parecido... falta-lhes identidade... personalidade, mesmo...
- Como você disse no começo, pode ser que o desenvolvimento traga mudanças...
- Mudanças e maoir preconceito deles para conosco! Você não pode esquecer que o Nordeste está sendo redescoberto! Nossos recursos natur...
- Entendi! - interrompeu Absirto - Rio e São Paulo tem esses recursos esgotados, né!?
- Sim! É preciso dar tempo ao tempo... Contudo, não se pode deixar de investir em Educação por aqui! Esse estágio de "pitecantropos" que a gente vê é reflexo da falta de investimentos na Educação!
- Concordo...
- Meu caro, tenho que ir! Tá mais do que na hora de dar uma "forrada" no "bucho". Especialmente depois dessas calderetas de chop preto...
- Falou velho! A gente se vê...
Autor: Souza Neto
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
10 REGRAS DO FUTEBOL DE RUA - O VERDADEIRO FUTEBOL DE MACHO
FONTE: www.r2cpress.com.br
Quem não jogou, perdeu essa época. 1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a lancheira do irmão menor.
2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola.
3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.
4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.
5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.
6. O JUIZ
Não tem juiz.
7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola cair no quintal da vizinha chata. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.
8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela aguá santa da torneira do quintal de alguém.
c) Em caso de atropelamento.
9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.
10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes ou quem pegar uma pedra antes, rsrsrsrsrsrsrsrs
QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a lancheira do irmão menor.
2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola.
3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.
4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.
5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.
6. O JUIZ
Não tem juiz.
7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola cair no quintal da vizinha chata. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.
8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela aguá santa da torneira do quintal de alguém.
c) Em caso de atropelamento.
9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.
10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes ou quem pegar uma pedra antes, rsrsrsrsrsrsrsrs
QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
SURDOS... OU OUVINDO A VOZ DO EGOÍSMO
Roberto Carlos
Chico Science & Nação Zumbi
Todos Estão Surdos
(Roberto e Erasmo Carlos)
Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos
E olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
"Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade"
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo
CAOS E LAMA
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu ví um chié andando devagar
E um aratu pra lá e pra cá
E um caranguejo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei um balaio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
"Aí minha véia, deixa a cenoura aqui
Com a barriga vazia não consigo dormir"
E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu ví um chié andando devagar
E um aratu pra lá e pra cá
E um carangueijo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Ô Josué, eu nunca ví tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei um baláio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
"Aí minha véia, deixa a cenoura aqui
Com a barriga vazia não consigo dormir"
E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
ALIENAÇÃO MUSICAL
Gostava de ser chamado assim... confesso.
Quando ainda escrevia e publicava algumas bobagens, fui chamado "poeta do caos". Tudo que eu escrevia era triste, pessimista, exalava odor de desgraça. - Diziam. Pessimista, mas real e com ambos os pés no chão e a cabeça no devido lugar! - Eu retrucava.
O tempo passou... Deixei de ser o poeta do caos! Não porque tenha mudado, sim, por ter parado de escrever.
Observo, no entanto, que não somente eu parei de atuar... e, claro, incomodar. O nosso rock também! O rock, com suas letras de protesto perdeu espaço e está sendo substituído por um besteirol que vai do axé, passando pelo arrocha, até culminar com o assassinato da música sertaneja, nos dias de hoje.
Matando as saudades do protesto bem feito com Barão Vermelho:
Sem Dó
Barão Vermelho
Eu sei que você viu na TV
O assassinato de crianças de rua
Mas será que você viu na TV
As manchetes dos jornais do dia?
A moral de países irmãos
Que nos acusam de selvagens
Com suas competentes organizações
Será que você viu na TV
Os nossos sonhos destruídos?
Juros altos, vistos negados
Portas fechadas para a civilização
Que moral tem esses nossos irmãos
Que nos acusam de selvagens
Com suas competentes organizações
Será que eles se preocupam com a gente?
Será que eles realmente se preocupam?
Julgar e condenar parece fácil
Será que eles realmente se preocupam?
Ou será que somos
Um espetáculo a mais
Nos seus telejornais
Num museu de horrores
A confirmar o seu lugar de civilizado
No primeiro mundo
Aquele que destrói
Sem deixar vestígio
Onde o único sinal
É a riqueza cada vez maior
Não sei se você viu na TV
As consciências de perfume francês
Ou se ao mudar de canal
Assistiu as imagens da guerra civil
No continente paira o humanismo
Pessoas também morrem todo dia
Assassinadas
Sem dó
Por credo, nacionalidade e cor
Ou será que somos
Um espetáculo a mais
Nos seus telejornais
Num museu de horrores
A confirmar o seu lugar de civilizado
No primeiro mundo
Aquele que destrói
Sem deixar vestígio
Onde o único sinal
É a riqueza cada vez maior
Não sei se você viu na TV
O assassinato de crianças de rua
Ou se ao mudar de canal
Assistiu as imagens da guerra civil
No continente paira o humanismo
Pessoas também morrem todo dia
Assassinadas
Sem dó
Por credo, nacionalidade e cor (4x)
Será que eles se preocupam com a gente?
Será que eles realmente se preocupam?
Julgar e condenar parece fácil
Será que eles realmente se preocupam?
Seremos macacos outra vez
Barão Vermelho
Pra que toda essa inteligência
Se você põe tudo a perder
Engana que pensa mas não pensa
Se rende pro mal e não pro bem
Agora compare as diferenças
O que não existe entre eu e você
Estamos num mundo de incertezas
Nós somos o medo de viver
Por que não repara a experiência
Descer os degraus da evolução
Com Charles Darwin resignado
Voltando pelado na contra-mão
Seremos macacos de novo
Não mataremos mais por dinheiro
Apenas por instinto
Abortados os desejos
Restará o ímpeto
Redescobriremos o fogo
E o poder há de virar
Razão pra você
Ainda seremos macacos
Outra vez
ROUBO
No noticiário da TV dos últimos dias, tem sido veiculadas matérias sobre roubo do dinheiro da merenda escolar em vários municípios brasileiros. Claro que o roubo de dinheiro do povo, qualquer que seja a rubrica, é um ato extremamente condenável. No entanto, fico pensando se o roubo do dinheiro da Saúde e, no presente caso, da Merenda dos nossos estudantes, não seria mais grave.
Assista o vídeo:
domingo, 8 de maio de 2011
EXEMPLO DE CIDADANIA
Os produtores rurais do Brasil enfrentaram a Máfia Verde do "Ambientalismo", em Brasília. Um exemplo para nós, sulbaianos, num momento em que estamos sendo fustigados pelos mafiosos verdes contra o Complexo Intermodal Porto Sul.
Aqui, a coisa anda meio morna, apesar do COESO. A sociedade ilheense e grapiúna ainda não tem a exata noção do que representam os investimentos em infra-estrutura que estão por chegar.
Penso que os moradores de Itabuna imaginam que os benefícios serão somente para Ilhéus. Não vejo movimento vindo daquelas bandas!
Aqui, a coisa anda meio morna, apesar do COESO. A sociedade ilheense e grapiúna ainda não tem a exata noção do que representam os investimentos em infra-estrutura que estão por chegar.
Penso que os moradores de Itabuna imaginam que os benefícios serão somente para Ilhéus. Não vejo movimento vindo daquelas bandas!
A COMIDA VEM DO CAMPO
Os "ambientalistas", ou "insanoambientalistas", nova denominação criada pelo Blog "Política com o Dedo na Ferida", acham que alface nasce e cresce nas prateleiras dos supermercados!
JACKSON FIVE
Suas músicas não podiam faltar nos "Hi-Fi" do final dos anos 60 e transcorrer dos 70, no Rio de Janeiro e nas cidades da Baixada.
Nessa época, droga era lança-perfume e "bolinha" (anfetamina comprada nas farmácias). Arma de malandro ainda era soqueira e cabo de aço. Brigas entre grupos rivais já existiam, mas, quase sempre, se resolvia "na mão".
Éramos felizes e não sabíamos.
Nessa época, droga era lança-perfume e "bolinha" (anfetamina comprada nas farmácias). Arma de malandro ainda era soqueira e cabo de aço. Brigas entre grupos rivais já existiam, mas, quase sempre, se resolvia "na mão".
Éramos felizes e não sabíamos.
O menor do grupo é o Michael Jackson.
AGORA EU SEI...
Porque eles sempre usaram barba!
O Wagner ficou com o sorriso debochado do FHC, o ar da cretinice do Arnaldo Jabor e a cara de bobo do Boris Casoy. Putzzzgrilllaaa!!!
O Lula, se tirar, vai virar uma espécie de Roberto Jefferson, com ares de Antony Garotinho e pinta de ator de folhetim pastelão da Globo, do tipo Ti Ti Ti e Guerra dos Sexos.
Sei que o importante é ser, não parecer, mas, não fica bem ter qualquer semelhanaça (mesmo física) com esses parlapatões!
