domingo, 3 de abril de 2011

MEDICINA E PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL

Reinaldo, ex-centroavante do Galo Mineiro e da Seleção Brasileira, levou tantas botinadas dos zaqueiros adversários que teve de encerrar a carreira ainda novo, no final dos anos 80. Fez diversas cirurgias nas articulações dos dois joelhos, mas não voltou a jogar como antes.  Reinaldo jogou futebol numa época em que ainda não havia os recursos cirúrgicos e terapêuticos da medicina esportiva de hoje.

Em 1985, o zagueiro Márcio Nunes, do Bangu, quase encerra a carreira de Zico com uma entrada criminosa.  Zico conseguiu recuperar-se.  No início da carreira, Zico foi submetido a um trabalho diferenciado conduzido por uma equipe multidisciplinar composta por médicos desportivos, fisiologistas e profissioais de educação física.  No Brasil, o Flamengo está entre os clubes que iniciaram esse tipo de trabalho específico com jogadores de futebol.

Zico recuperado é entrevistado antes de reencontrar o zagueiro Márcio Nunes em nova partida de futebol. 

 
Quando começou a jogar futebol, Zico era um guri franzino. Só não era mais franzino que o Edu, o irmão mais habilidoso que era controavante do América, onde jogava com o outro irmão, Antunes. Antunes era zagueiro e tinha um porte físico avantajado. Era uma "parede" na defesa do América.  Zico tinha, então, o mesmo porte físico do Bebeto, quando este deixou o Vitória e foi para o rubro-negro carioca.  O trabalho de força e de aumento da massa muscular, foi fundamental para que Zico pudesse voltar a jogar futebol. Em 1976 eu já era profissional de Educação Física e ouvia muitas críticas sobre o trabalho de força com jogadores de futebol.  Eram muitos os especialistas a afirmarem que esse tipo de trabalho poderia tirar a velocidade, a destreza e a mobilidade do atleta.  Não foi o que se viu com Zico, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Esses dois últimos, depois que foram para o futebol europeu.

Hoje, temos aí o Paulo Henrique Ganso.  Um "cracaço" de bola que sofreu uma contusão seriíssima em um dos joelhos  -  o rompimento do ligamento cruzado anterior.  Não conheço o trabalho com jogadores iniciantes realizado pelo Santos, mas creio que seja de alto nível. Até porque o clube dispõe atualmente de um moderno Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol  -  CEPRAF. Ganso, apesar da estatura, tem uma constituição física apenas razoável.  Acredito que esteja sendo submetido a um trabalho específico e individualizado naquele clube. Mas o que quero comentar mesmo é a recuperação espetacular desse jogador e deixar um questionamento: "Será que se o Ganso jogasse futebol no tempo do Reinaldo, teria voltado aos campos?"

No vídeo, internação de Ganso.


E o vídeo do trabalho de fisioterapia no pós-operatório, que antecede o trabalho de recuperação física.





sábado, 2 de abril de 2011

SATISFAÇÃO DO CLIENTE

O conceito de QUALIDADE passou por inúmeras modificações ao longo do tempo.  Em 1995, quando participei de um curso de Gestão pela Qualidade Total (GQT), o conceito de QUALIDADE estava focado apenas na Satisfação do Cliente.  

Hoje, a Qualidade Total representa a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todas as entidades envolvidas na existência de uma empresa e também a sua excelência organizacional.

Na condição de Cliente eu já me daria por satisfeito com o requisito Sastisfação (sem trocadilho).

Hoje, no espaço de uma hora, essa Satisfação de Cliente me foi negada três vezes em Ilhéus.  Isso mesmo!  Três vezes em apenas uma hora e em empresas diferentes.

Por volta de 10:30, entrei numa casa lotérica no Malhado.  Peguei dois volantes da mega-sena e busquei nas banquetas (que ali se encontram para serem utilizadas como escrivaninha) uma caneta. Apenas uma caneta. Não encontrando em nenhuma delas, dirigi-me aos funcionários:  "Gente, preciso de uma caneta para preencher dois volantes!"  De um deles, ouvi como resposta: "Deixamos de colocar canetas para uso dos clientes porque tem gente que leva pra casa!"  Achei incrível!  Não o fato de um ou outro cliente ter o mau hábito de levar uma canetinha de 50 centavos pra casa, mas a resposta!  A resposta é que foi INCRÍVEL! Só não saí da empresa porque um cliente prontificou-se a emprestar-me sua caneta.  Saí dali imaginando o "prejuízo" que a empresa teria se fossem levadas diariamente uma, duas ou mais canetas de 50 centavos, comparado com a Satisfação do Cliente em chegar ali e poder dispor do "caríssimo" apetrecho para marcar bolinhas em seus volantes de jogo. 

Às 11:20, já estava no Centro.  Estava indo ao Bar Vesúvio pra beber uns chopes escuros.  Entre o local onde deixei o carro e o Vesúvio fica uma lojinha que vende chocolates artesanais.  Meu moleque de 4 anos pediu um chocolate gelado.  O chocolate veio servido num copinho descartável desses mais vagabundos. É...! Desses que quando se aperta ele murcha e quase despeja o líquido.  O menino disse:  "Papai, quero um canudinho!"  Dirigi-me à moça que me atendeu e solicitei o canudo.  Ela respondeu que não tinha. Antes de me ausentar da lojinha de chocolates, um outro cliente solicita um copo do chocolate gelado e diz que precisa transportar o líquido até sua casa.  "Não temos embalagens para viagem!", diz a moça que o atendeu. E olhem que o copinho do produto não e barato!  Custa 3 paus!

Saí dali comentando com a minha mulher a má qualidade do atendimento em Ilhéus.  Chegamos ao Vesúvio e nos sentamos. Éramos três adultos (eu, Gilma e meu filho Eduardo) e uma criança (meu outro filho de 4 anos, Carlos Bernardo). Pedimos três (3) chopes pretos,um refrigerante e o cardápio. Depois de ter dado uma lida nos tira-gostos e feito um pedido, passei a vista no restante da carta. No espaço onde estão listadas as bedidas foi afixada uma etiqueta com os seguintes dizeres: "Não servimos chope sem colarinho!  Chope não é cerveja!".  Levei um susto!  Era aquilo mesmo que eu havia lido!? Era, sim! Ora, o bom degustador de chope sabe que o colarinho é importante, mas se o cliente quiser um chope sem o colarinho ele deve ser atendido.  Nesse caso, a Satisfação do Cliente está em ser servido com o chope sem colarinho!  Fácil, não!? Qual o problema!? Pior é o cliente que conhece o "metiê" verificar que não sabem extrair o chope.  Normalmente, vem com cerca de três (3) dedos de colarinho e ainda com as bolhas da espuma grossa que deveria ser descartada no "choro".  Além disso, nunca está na temperatura ideal, indicando que as "calderetas" não passaram pelo gelo antes de serem enchidas com o chope.  Pior que o mal atendimento nas duas empresas anteriores é a indelicadeza do Bar Vesúvio!  A etiqueta colada no cardápio do Bar Vesúvio é de uma grosseria ímpar!

Aproveito para fazer algumas recomendações aos administradores do Vesúvio.  A primeira é para que mandem retirar as etiquetas "a la Muamar Kadhafi" que querem  "impor" ao cliente a forma como o chope deve ser servido e passem a atender conforme cada solicitação: sem colarinho, com colarinho de um dedo, de dois, com "choro", com espuma de bolinhas, etc.  A segunda é que dêem uma atenção especial à estátua do "Contador de Estórias".  Além de estar com as "roupas" em estado deplorável,  tem até mato nascendo debaixo da mesa do famoso escritor. Se fosse vivo, contaria de forma diferente a estória do Bar Vesúvio.

Estou pensando seriamente em  não voltar mais a esses lugares!
Já risquei dois lugares da minha lista: um deles tem uma placa com a inscrição "COBRAMOS 5 REAIS POR TAXA DE DESPERDÍCIO", o outro só permite a saída do cliente com uma senha, significando que este pagou a conta.  Às vezes penso que são hábitos somente da Bahia, por nunca ter visto nada igual em outros Estados, inclusive do Nordeste. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ILHA DE TRINDADE

Já falei desse assunto em postagem anterior. Mas, ao encontrar novas imagens por intermédio do Google Earth 6, decidi fazer uma complementação. 

NApOc Ary Rongel

No primeiro artigo, comentei a saída do Rio de Janeiro com destino à Ilha de Trindade
na tarde do dia 06 de agosto de 1998, a bordo do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H-44) (foto), chegando a Trindade no dia 09 do mesmo mês, tendo navegado mais de 900 milhas em 3 dias de mar. Na ocasião, escrevi que foi uma das melhores missões que a Marinha do Brasil me atribuiu, quando da designação para chefiar o Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade (POIT).

Trindade é um misto de beleza e espanto. Noventa por cento de sua superfície é constituída de lava vulcânica. Seus rochedos não são consistentes e podem esfarelar-se ao contato com os pés e as mãos. Por essa razão, é necessário muito cuidado nas escaladas. É território brasileiro e fica a cerca de um terço da distância entre nosso país e a África (Cidade do Cabo).  Na verdade Trindade é o ponto mais alto de uma cadeia de montanhas submarinas que se estende desde a nossa plataforma continental,  nas proximidades de Vitória (ES), e vai até a Ilha de Martin Vaz.  

 

Veja as imagens do Google Earth.

Distância do Rio - 1.200 Km  -  Imagem do Google Earth
 
Trindade  -  Imagem do Google Earth

Trindade e Martin Vaz  -  Google Earth
Nos períodos de folga, o lazer dos marinheiros pode ser o banho em uma das muitas Piscinas naturais que existem na Ilha.

                                                                     Pico Pão de Açucar                                                                    A escalada também está na lista das opções de lazer.


Praia do M

A pescaria é outro lazer na Ilha.  Pode ser de linha ou mergulho.   Existem normas estabelecidas pela Marinha no que tange à quantidade de pescado que pode ser retirada do mar e quanto à segurança nessa atividade.  Aliás, a segurança é tão importante em Trindade que se transforma em uma obsessão para o Comandante durante os quatro meses da Missão. Uma evacuação médica é custosa, complexa e demorada.  Um acidente nessas circunstâncias pode ser fatal.


        Uma pesquisadora do Projeto TAMAR na Praia das Tartarugas.                                 
Mulheres só são vistas na Ilha de 2 em 2 meses, quando ocorre a Faina de Reabastecimento e a  troca de metade da tripulação.  Pesquisadores (as) podem ser autorizados (as) pela Marinha a participarem das viagens de Reabastecimento, no entanto, suas permanências na Ilha é pelo tempo que dura a faina de reabastecimento (2 ou 3 dias).





Túnel   -  Muitas estórias foram inventadas pelos Marinheiros sobre o Túnel.  Uma delas é que alguém teria mergulhado e desaparecido.  No Histórico da Ilha não consta registro desse acontecimento.

Estação Meteorológica

Piscina Natural
Vista das Praias dos Portugueses e da Calheta  -  As instalações do Posto Oceanográfico ficam neste lado da Ilha.  -  Alojamentos, Enfermaria, Casa do Comando, Paiol de Gêneros, Paiol do Mestre, Estação Rádio, Usina, Sala de Musculação, Estação de Tratamento de Água, Oficina Metalúrgica, Estação Meteorológica, Heliponto, Quadra e Campo de Futebol.

Vista Aérea de Trindade  -  Praia das Tartarugas em destaque.
Navio de Salvamento Submarino Felinto Perry

No decorrer dos 4 meses comandando o POIT, cumprimos a Missão de Coleta e Transmissão de Dados Meteorológicos e Maregráficos, Controle da Navegação e, principalmente, Ocupação e Defesa de Área do Território Brasileiro. Em 7 de dezembro de 1998, passei o  Cargo de Chefe do Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade (POIT) a um grande amigo  -  o Comandante Prado. No mesmo dia, embarquei no Navio de Salvamento Submarino Felinto Perry (foto), para retornar ao Rio de Janeiro.

Em 10 de dezembro, cheguei ao Rio e ao convívio dos  familiares e amigos. Pode-se dizer que "a vida voltou ao normal". 

Finalizo, congratulando-me com todos os Marinheiros e Fuzileiros Navais "Poitianos". Exorto-os ao cumprimento pleno das Missões atribuídas pela Marinha do Brasil na defesa dos interesses nacionais. 

Trindade é uma dessas Missões!

Souza Neto  -  Capitão-de-Corveta (T-Rm1)

quinta-feira, 31 de março de 2011

GOOGLE EARTH 6

Vale a pena baixar essa ferramenta de navegação no seu PC.

No Google Earth 6 você pode "viajar" pelo Mundo, "vai" a Marte, à Lua e pode contemplar todas as Constelações do nosso Sistema Solar.

Veja alguns exemplos:

Minutos antes dessa postagem, observei a cidade onde nasci da altitude de 5.000 metros.



Reduzi a altitude até poder identificar a casa onde vim ao mundo.  Hoje uma ruína e  pertencente ao ex-governador Paulo Souto. Foi consumida por um incêndio em 2006.  Coloquei um marcador na casa.


Em segundos, saí de Canavieiras e fui à cidade onde passei a maior parte da minha vida. Visualizei (de cima) um dos locais onde passei muitas tardes de domingo  - o Complexo Desportivo do Maracanã. Na imagem, vê-se o Estádio Mário Filho, o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Ginásio Gilberto Cardoso (Maracananzinho) e o Parque Aquático Júlio  de Lamare.



Como morei na Tijuca por mais de 9 anos, saí do Maraca pegando a Rua Barão de Mesquita e fui até o seu cruzamento com a Rua Uruguai.  Lá, identifiquei o edifício onde morei na Rua Uruguai e coloquei um marcador.


Utilizando o recurso do Street View, desci ao nível do solo e salvei uma imagem da Rua Barão de Mesquita a partir do cruzamento com a Uruguai.  A foto que se vê mostra o trecho da Barão de Mesquita que vai da Uruguai na direção do Maracanã.


Dei um giro à esquerda e salvei uma imagem da Rua Uruguai, no trecho entre a Barão de Mesquita e a Av. Maxwell, já indo na direção de Vila Isabel.




Em alguns lugares, é possível "caminhar" pelas ruas utilizando o Street View.  Nesse trecho da Rua Uruguai (acima), não é possível "caminhar" na direção da Maxwell, mas dando um giro de 180º pode-se seguir na direção contrária, que cruza a Av. Maracanã e a Conde de Bonfim, já no coração da Tijuca.

Para baixar o Google Earth 6 clique no link  http://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/index.html  ou digite "google earth 6 download" no Google e pesquise.

CARTUNISTAS DE TODO O PAÍS HOMENAGEIAM O ZÉ


  CLAYTON - O POVO

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  MAZONAS EM TEMPO


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 SERI - DIÁRIO DO ABC


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 FRANK - A NOTÍCIA


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 CLAYTON - O POVO


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BELLO - TRIBUNA DE MINAS


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quarta-feira, 30 de março de 2011

GUERRA DE ÚLTIMA GERAÇÃO

As mais avançadas armas de guerra do mundo moderno são dependentes de um sistema composto por 24 satélites que orbitam ao redor da Terra.  Esse sistema   -  NAVSTAR  -  pertence ao Departamento de Defesa Norte-Americano (Department of Defense  -  DoD).  A partir de 1980, seu uso civil foi liberado, dando surgimento a uma gama de equipamentos para determinar a localização que uma pessoa, um equipamento, ou o que quer que seja, ocupa na crosta terrestre.  Essa localização é fornecida por Coordenadas de Latitude e Longitude.  

Dentre os equipamentos criados, o que se tornou mais comum foi um aparelho receptor móvel que recebe ondas de rádio do Global Positioning System  (Sistema de Posicionamento Global) e, por isso, ficou popularmente conhecido como GPS.

A partir da década de 80, todos os sistemas de armas desenvolvidos no mundo passaram a utilizar a tecnologia do GPS.  Não é o caso dos EUA, estes já faziam uso dessa tecnologia muito antes. 

Bem, pode-se então dizer que, ao liberar o uso de seus satélites, os EUA entregaram uma poderosíssima arma aos seus inimigos!  Que, se o Irã quiser lançar um míssil de longo alcance sobre a Casa Branca, bastaria "treckar" os satélites disponíveis num determinado momento e inserir as Coordenadas Latitude  38º53'51.68"Norte  -  Longitude 77º02'11.57"Oeste e disparar contra esse alvo.  Utilizando-se do Sistema de Posicionamento Global, também poderia destruir todo o arsenal Norte-Americano! Se você acha que sim, está muito enganado!

"Erros propositais" foram inseridos no sistema  pelo Departamento de Defesa Americano para causar uma degradação artificial do sinal do satélite. É chamada de Disponibilidade Seletiva (S/A - Selective Availability) e resulta em um erro de cálculo na posição de mais de 100m. 

Ao fazerem uso de suas armas de guerra, os EUA e aliados (Líbia é o exemplo mais recente) utilizam um "Fator de Correção" que compensa o "erro proposital". Como determinados equipamentos (a exemplo dos GPS modernos) já são capazes de detectar o "erro proposital", fica fácil encontrar o Fator de Correção.  Por essa razão, o "erro proposital" é constantemente modificado pelo DoD.

Clique na Imagem para aumentar
Logo, se alguém está pretendendo resolver o problema da cidade de Ilhéus lançando um artefato na Latitude 14º47'5219"Sul  -  Longitude 39º02'0204"Oeste (vide marcador no mapa acima), deve pensar duas vezes.  Poderá acertar o Hospital São José, ou Teatro Municipal, ou as águas da Baía do Pontal. Menos mal se atingir um prédio que fica do outro lado da Praça J. J. Seabra.  Quem quiser as Coordenadas desse prédio, deve baixar e navegar no Google Earth.  Lembrando que um Segundo nas Coordenadas equivale a 30,87 metros.  Por favor, cuidado com os taxistas e os aposentados que jogam baralho na praça.

terça-feira, 29 de março de 2011

ESCASSEZ DO ETANOL

Levei um baita susto na semana passada quando foi reabastecer o carro.  Etanol a 1,48, no primeiro posto.  Fui procurar outro. Nesse outro, etanol a 1,49.  
Hoje, 29, assisti uma matéria jornalística que trazia maiores informações sobre o problema.  Claro, o preço do açucar no mercado internacional teve influência, a entre-safra também, mas o especialista entrevistado na reportagem deixou bem claro a necessidade de ampliação do plantio da cana-de-açucar.

Logo, lembrei dos "$verdes$".  Um dos maiores impecilhos para o aumento das plantações de cana no país são os "$verdes$".  "Eco-chatos", como gosta de chamar "O Sarrafo".  E aí eu vejo o "tiro saindo pela culatra", ou o "feitiço voltando-se contra o feiticeiro", como queiram.  Ora, o etanol  -  além de originário de fonte renovável  - é reconhecidamente um combustível menos poluente.  Sua escassez e o consequente aumento do preço está levando os proprietários de veículos a optarem pela gasolina, que, além de poluir mais, vem de uma fonte não-renovável.

Bem, com essa, os "$verdinhos$" sifu...!  Ao tentar impedir o aumento das áreas plantadas com cana, provocaram um aumento da poluição no Planeta!

O povo está a favor
Agora, analisando o nosso caso.  O da resistência aos empreendimentos do Complexo Intermodal e da FIOL, (se eles viessem a conseguir seus intentos) os resultados seriam semelhantes.  O número de famílias que teriam que viver do extrativismo seria cada dia maior e os recursos naturais sofreriam um impacto tão grande que inúmeras espécies marinhas e dos manguezais estariam fadadas à extinção.  

A forma mais eficaz para reduzir a impactação do meio ambiente pelo homem é reduzindo o extrativismo.  E, na nossa região, o extrativismo se reduz com investimentos que possibilitem desenvolvimento, criação de novos postos de trabalho e qualificação de nossa mão-de-obra.


ALENCAR, O GIGANTE

Se o xará cearense de Messejana fosse vivo, escreveria uma belíssima epopéia do José de Alencar das Minas Gerais. Até porque o Alencar das Minas, como toda a "raça brasileira"  - segundo José de Alencar  -  veio da semente que brotou da união amorosa entre Peri e Ceci, personagens principais de "O Guarani".

FRASES DO EX-VICE-PRESIDENTE JOSÉ DE ALENCAR:

"Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho.Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele."

"Se Deus quiser me levar, ele não precisa de câncer pra isso. [...] Tudo indica que Deus não quer me levar agora."

Em uma de suas últimas entrevistas, resumiu sua situação com uma  frase de Baden-Powell:

"O escoteiro sorri na desventura."

segunda-feira, 28 de março de 2011

PECULIARIDADES DE UMA OPERAÇÃO ANFÍBIA

Carros de Combate realizando o Desembarque em Embarcações de Desembarque de Viaturas e Material (EDVM) e Carros-Lagarta Anfíbios (CLAnf) sendo "desovados" de um Navio de Desembarque Doca (NDD).



BRASIL – FORÇA, BELEZA E DETERMINAÇÃO

 "O retrato do Brasil hoje revela um personagem que, por incrível que pareça, foi quase que esquecido até o início do século XXI: o povo brasileiro, fato registrado por uma autoridade governamental que fez parte do governo do primeiro presidente eleito pós-ditadura, com a frase: “o povo é um detalhe”."

Leia a matéria completa no  Pimenta

AME-SE

O nome já diz tudo:  DROGA!




domingo, 27 de março de 2011

O IMPREVISÍVEL E POLÊMICO TIM

O Tim despontou no fim dos anos 60.  Em 1970, gravou seu primeiro LP com "Coroné Antonio Bento", "Primavera", "Azul da Cor do Mar," e outras canções de muito sucesso.

Embora possuisse uma musicalidade marcante e de estilo próprio, o Tim era indefinível.  Afinal, era Soul, Reggae, Rap, Jazz, Forró ou Funk, o que o Tim cantava?  Acho que era tudo isso junto, com uma pitada a mais de Soul.

 
Em 1975, Tim passou a fazer parte de uma seita denominada  "Racional Superior",  mais conhecida por "Cultura Racional".  Era baseada no livro "Universo em Desencanto", de Manuel Jacinto Coelho, líder da seita.  Muitos templos foram construídos no Rio de Janeiro, com o apoio de Tim. As composições "Que Beleza", "Rodésia" e "Bom Senso" são dessa fase "zen" do Tim. O fanatismo de Tim durou cerca de dois anos.  Logo depois, ele volta à vida mundana e à boemia.

Com o retorno ao seu "estado normal", Tim compõe "Me dê Motivo" e "Descobridor dos Sete Mares", sucessos que o levaram a ganhar o Prêmio Sharp de "Melhor Cantor" no ano de 1988.


Essa aí de baixo é do tempo da "Cultura Racional".


COMENTARISTAS ESPORTIVOS DA GLOBO

Seja sobre tática ou arbitragem, os comentaristas da "Venus Platinada" não conseguem esconder suas preferências por uma determinada equipe quando emitem seus comentários.  Outro dia o Sérgio Noronha comentava um partida do Flamengo e, de repente, deixou escapar essa:  "NÓS precisamos mudar...".  O "NÓS" referia-se ao time do Flamengo.  Hoje, o "renomado"  José Roberto Wright cometeu algumas "heresias" ao comentar a partida entre Flamengo e Madureira.  Partida que não se transformou num "baba" porque o time da Conselheiro Galvão entrou em campo pra jogar futebol.  O mesmo não se viu pelo lado da equipe da Gávea.  Em determinado instante da partida o Wright (flamenguista doente) "marcou" uma penalidade máxima a favor do Flamengo quando este ainda perdia para o Madura de 3 a 1. Segundo ele, o Ronaldo havia sofrido uma falta, mas quando a TV mostra o "replay", o que se vê é o Ronaldo fazendo falta no zagueiro dentro da área, tendo, portando o árbitro (aliás muito bom) marcado corretamente. Se o Wright estivesse na beira do gramado certamente pegaria o árbitro pela gola e daria ordem para que marcasse uma penalidade que nunca existiu.  Para completar, no final da partida, já nos acréscimos, o árbitro deixou o jogo correr um pouco mais do que havia divulgado na tabuleta: 3 minutos.  No entanto, aos 48 minutos e 30 segundos o árbitro marcou uma falta contra o Mengo.  Um meio escanteio pelo lado esquerdo.  Aí o Wright, sem ser convidado pelo locutor, "abriu o bico" e gritou:  "O tempo do jogo já acabou!".  Será que se a falta fosse a favor do Flamengo o Wright teria ficado tão estressado!?

Tem ainda o Arnaldo César Coelho, o comentarista que assiste um jogo enquanto o público assiste outro. 

Essa que está aí embaixo foi protagonizada pelo Junior (ex-jogador do Flamengo e atual comentarista da Venus Platinada). 

INFLUÊNCIA DOS SUPER-HERÓIS

Hoje, como no passado, nossas crianças vivem fascinadas pelas aventuras dos super-heróis.  Do meu tempo para cá, novos paladinos da justiça foram surgindo, mas os antigos não morreram nem foram morar em asilos.  Ainda podemos ver nas telas do cinema e da TV os poderosos Super-Homem, Homem Aranha, Batman e outros.  

Entre os novos, destaque para o Ben-10, um menino capaz de assumir diversas formas a depender da situação e de um simples toque no seu misterioso relógio.

O que não mudou mesmo foram as sensações e os sentimentos que os Super-Heróis despertam nos pequenos. Estava diante da TV assistindo a um evento esportivo quando se aproxima Carlos Bernardo, meu pequeno de pouco mais de 4 anos.  

-  Papai, eu quero prender um ladrão!

-  Humm!  -  Eu resmungo como resposta e permaneço preguiçosamente recostado no sofá da sala.

Carlos Bernardo, então, pega-me por um dos braços e dá uma sacudida.

- Papai, você não me ouviu? Eu quero prender um ladrão!

- Ouvi sim filho...  -  Respondo ainda de forma displicente e sem demonstrar muito interesse pela conversa. 

Para ver se ele me deixava ver o jogo, tento estimulá-lo.  

-  Olha lá filho, vai sair um gol... Você não quer sentar e assistir ao jogo com o paizão?

- Não Papai... Eu quero é prender um ladrão!  

- Tá bom filhão!  Mas quem prende ladrão é a polícia!  -  Digo, ingenuamente.

- Não papai, quem prende os ladrões são os super-heróis.  Eles são do bem... os ladrões e os monstros são do mal.

- Tá bom cara... mas você não é um super-herói e...

- Mas eu quero ser!  -  Interrompe Carlos Bernardo.

Como já não vinha mais prestando atenção no jogo, aproveitei a deixa para conversar com ele um pouco sobre a luta do bem contra o mal.  Contudo, o que mais me marcou naquele momento foi a constatação de que as aventuras dos super-heróis continuam a fazer parte do cotidiano das crianças, da mesma forma que  fazia parte da minha no passado e despertando os mesmos sentimentos.  O sentimento de justiça, de não permitir que o malfeitor saia impunemente no final da estória.  Com a diferença de que na minha época o principal canal era o gibi. Outra constatação é que alguns super-heróis que já deveriam estar  usando bengalas, encostados pelo INSS, morando em asilos ou até mortos, estão vivinhos da silva e ainda lutando contra as injustiças. Entre eles estão o Homem-Aranha, o Batman e o Superman. Sinto a ausência do Mai Thor, He-man, Capitão Marvel Thundercats e Flash Gordon.





sábado, 26 de março de 2011

NOSSOS AVIÕES DE ATAQUE

Nossa Marinha utiliza a versão modernizada do Skyhawk  -  o A-4AR Fightinghawk.

NAVIOS DA ESPERANÇA

Eles se emocionam e choram com a nossa chegada, no momento da partida é a nossa vez de nos emocianarmos e também chorar!