domingo, 9 de janeiro de 2011

NOSSA RIQUEZA MAIOR


Os gametas que me deram origem marcaram encontro num ambiente rural e bucólico: uma roça de cacau.

Quando faltavam poucos dias para completar os nove meses de gestação, pela primeira vez, segui em direção ao mar, do qual nunca mais me afastei. 

Por segurança, meus pais decidiram levar-me à cidade para que viesse à luz na presença de um profissional da medicina.

Ainda no útero materno, guardei vagas lembranças daquela viagem... Alguns podem até afirmar que eu não possuía ainda as faculdades de enxergar... como então descrever tal viagem!?

Ora, esses parecem esquecer-se da terceira visão, a visão da alma, do espírito...

O transporte? Depois de algumas léguas no lombo de burros e mulas, às margens do Rio Pardo, embarcamos numa enorme canoa carregada com mais de cem (100) sacos de cacau.

O que me inspira e me move nessa insípida prosa é a indignação.  Indignação pelas nefastas ações daqueles que intentam tomar posse do MAR. Uns para a instalação de equipamentos comerciais, a beira-mar; outros para a culminância de finalidades espúrias, embutidas no chamado "ambientalismo".

O texto abaixo, utilizo para externar parte dessa minha indignação:

        Minha vida é o meu Mar...
Presente, futuro, retorno ao passado,
Lembranças d’um tempo que se foi
Fatos relevantes, sutis e banais
Marcas d’uma época que não volta mais.

A caminho do meu Mar...
Numa bela viagem: Barreiras-Canavieiras
O forte odor das secas amêndoas d’ouro
Exala da tosca sacaria em fios de linhagem
Misturando-se ao suor do intrépido canoeiro.

Odores exalam da empírica arte de cozinhar...
O cheiro da carne de sertão empesta o ar
Em frenética dança fervente, na tolda, o fogão
Inequívocos dotes culinários dos homens do rio.
Mescla perfeita de barro, carne, água e feijão.

Em clausura uterina, singro as águas do Pardo...
Sol de novembro anuncia Primavera em ocaso
Rio que me leva aconchegado ao ventre materno
No calmo espelho d’água, principio na arte de navegar
Singrando a jusante pra ver o meu Mar.

Enfim, respiro o perfume típico do meu Mar...
Narinas e pulmões se enchem, enfim, de ar.
Atordoado, ainda, com espanto, abrolhos
Primeira vez, enxergo com os olhos do olhar.
Embora defronte, ainda não vejo o meu Mar.

Crescendo, sou as ondas do meu Mar...
Em suas entranhas, sem cerimônia,
Vou mergulhando fundo, profundo
Em seu tempero e maciez, me escondo
Aos poucos, o domino, aprendendo a nadar.

Inspira-me ver, pensar no meu Mar...
Esse mesmo extraordinário mar...
Que um dia foi meu, um dia foi seu
Mas alguns poucos insensatos,
Como se donos, querem tomar.

Transpiro o suor do meu Mar...
Em gotas serenas, suaves
Multicoloridas
Com gosto e tempero de sal
Sem saber até quando vou transpirar.

Conspiram contra o meu Mar...
Alguns poucos, loucos, egoístas
Mercadores, capitalistas
Em impensados e desvairados atos
Resolvem cercar as praias do meu Mar.

Outrora livres ondas do meu Mar...
Hoje, impedem-me de surfar.
Surgem, repentinamente, os “ativistas” de plantão
Pretensos defensores do meio ambiente
Dizendo-se diferentes, mas, iguais na intenção...

Intentam, da mesma forma, retirar-me o meu Mar...
Esse meu mar sereno, que também é seu;
Que numa onda me deixou partir
Na mesma onda me trouxe
E de novo quer me levar.

Violentaram o meu Mar...
Filhos da própria Terra
Cegos de soberba,
Ensopados de ilusão
Esqueceram o verbo amar.

Arrancaram-me do meu Mar...
Se um dia deixei o meu mar
Na busca de outro mar
O coração do mar me trouxe
O mesmo mar quer me levar.

Falece o dia, espraia-se tenebrosa noite
Trevas e emaranhados me cercam
Amarfanhado e martirizado prossigo,
Nas mãos, candeias tênues de luz
Mas, coerente... lúcido, livre... resisto!

Como toda onda, um dia essa loucura passa...
Impõem-se perseverar se insurgindo contra.
Quanto ao eterno Sol de fogo que queima... (não esqueçamos...)
Somos todos superiores ao tempo.
Estou indo ali... é por pouco tempo...  não vou demorar!

Uma nova onda agora me leva,
Ainda que forte terral me intime a ficar.
Mal cabendo no peito, o coração palpita
Na esperança da breve hora de voltar.
Encerro deixando meu singelo ponto de vista:

O MAR É DE TODOS... NEM RESERVAS EXTRATIVISTAS... NEM PRAIAS CERCADAS POR CAPITALISTAS!

Autor: Souza Neto (2006)

sábado, 8 de janeiro de 2011

POR QUE A GLOBO NÃO INFORMA?

Não deu no Jornal Nacional: manifestantes protestam por alagamento e colocam fogo em veículos


Um ônibus e um caminhão tanque foram incendidados. A polícia foi acionada
Do R7

Manifestantes colocaram fogo em veículos na altura do número 25.000 da Avenida Sapopemba, na zona leste de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (7).

Segundo informações preliminares, o protesto se deve ao alagamento da via. Um ônibus e um caminhão tanque já foram incendiados. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência por volta das 17h30.

A forte chuva que atingiu a capital paulista na tarde desta sexta provocou o transbordamento do córrego Aricanduva, na zona leste da cidade. Por isso, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) decretou estado de atenção para a região.

Populares ajudavam motoristas que ficaram ilhados por causa do alagamento a saírem de seus carros.

Toda a capital paulista foi colocada em atenção - quando há risco de transbordamento de rios - às 17h50 desta sexta-feira. Até as 18h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) contabilizava 27 pontos de alagamento.”

 Foto: RT / Record

SE A MODA PEGA...

 "SEGREDOS PARA A LONGEVIDADE"

LEIA AQUI

ILHÉUS, FIQUE ALERTA!


Longe, te via em meus sonhos,
Hoje, te olho tristonho.
Por momentos, vivo a me culpar,
Pelas aventuras de além-mar.

Como se diz na gíria,
"Enfiei a viola no saco",
Parti sem um abraço,
Deixando-te cheio de lágrimas.

Ficaste ao sabor do vento,
No seio das ondas bailando,
Em cada vaga delirante,
Devastaram-te, os homens, o tempo.

Filhos que não te merecem,
Repletos de insana soberba.
Por eles muitos padecem,
Sem pão, nem sal e nem mesa.

Chorei por longas noites,
Retornei depois de anos.
Para receber o açoite
De teus rebentos insanos.

Tudo tem tempo, tem hora,
Vamos viver o presente.
Nada de choro ou lamento,
Pois esse tempo é agora.

Ergam-se todas as cabeças,
Olhos fitando o horizonte,
Retinas além das cercas 

Pra todo abismo tem ponte.

Não me pergunte o porquê,
Mas fique de olhos abertos
Sempre duvide dos "espertos"
Que querem "governar" Você!

E Ilhéus é seu povo... sua gente!


Autor: Souza Neto

O DIREITO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


O DIREITO AO DESENVOLVIMENTO

Analisando tudo que pesquisei entre os anos de 2006 e 2008, estimulado pela busca de uma solução para a Reserva Extrativista Marinha de Canavieiras, cheguei à conclusão de que estamos a reboque de um projeto de preservação ambiental que não nos interessa. 

Radicado em Ilhéus a partir de 2009, passei a acompanhar "pari-passu" todo o processo de implantação dos futuros equipamentos estruturantes previstos para a cidade  - o  Complexo Intermodal Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste. Essas observações serviram para fortalecer minhas convicções. 

Órgãos ambientais e organizações-não-governamentais (ONG) têm defendido uma estratégia ambiental que só interessa aos países do primeiro-mundo.  Parece que estamos em um novo processo de colonização.  Se antes nossos recursos naturais eram usurpados para produzirem riquezas na Europa; hoje,  não mais podendo ser diretamente subtraídos  por esses povos, passaram a constituir moeda de troca nas chamadas compensações do mercado de carbono.  Funciona assim: eles se desenvolvem, poluem, e nós pagamos a conta, mantemo-nos pobres e subdesenvolvidos.

Houve uma mudança de método, mas as conseqüências são as mesmas: subdesenvolvimento e miséria.

Nesse caminho, deixamos de investir na produção de riquezas para as gerações futuras e passamos a “investir” na manutenção da pobreza e da escassez, quando o que necessitamos na realidade é investir na defesa dos nossos próprios interesses e pensar numa estratégia ambiental que interessa a todos os brasileiros.

Estatísticas apontam que, mais do que outros povos, somos compromissados com as questões ambientais. Haja vista a nossa produção de energia, ser a mais limpa do Planeta. Logo, preservar faz parte da nossa natureza e não precisamos que ninguém de fora venha nos ensinar essa prática que conhecemos tão bem.

O aquecimento global merece nossa atenção? Sim, claro. É certo que atualmente temos algumas dificuldades para cumprir as nossas próprias metas nas emissões de gases do efeito estufa (GEE).  O metano (CH4) produzido pela criação de bovinos tem sido o principal responsável por isso. Vamos diminuir a criação de bois? Evidente que não. Contudo, não vamos impedir que outros países cresçam para que possamos continuar e jogar metano na atmosfera. 

A minimização desse problema deve ser buscada internamente, como, por exemplo, promovendo a recuperação de áreas degradadas ainda sem uso adequado.

Os chamados "desenvolvidos" já destruíram todo o seu patrimônio natural enquanto enriqueciam.  Seria normal se quisessem agora usar um pouco dessa riqueza para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, reconstruindo aquilo que foi danificado em seus países.  Mas, não faz sentido pretenderem dividir a empreitada com países pobres e em desenvolvimento, instando-os a preservar suas áreas naturais para poupar a atmosfera, inibindo o seu próprio crescimento e o bem-estar social. Não podemos ser chamados a contribuir com a redução do ônus  que lhes cabe, quando isso nos impõe uma série de medidas restritivas ao próprio crescimento.

Parece que esse discurso de norteamericanos e europeus foi aceito por alguns brasileiros, a partir da observação de que essa forma ortodoxa de preservar o meio ambiente está em curso, com sérios prejuízos ao nosso desenvolvimento. 

Cabe aqui a transcrição de dois princípios contidos na Declaração do Rio (Eco-92) que, a meu ver, contradizem as práticas que temos visto:

”Princípio 3 - O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo a permitir que sejam atendidas equitativamente as necessidades de desenvolvimento e de meio ambiente das gerações presentes e futuras.”

“Princípio 4 - Para alcançar o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental constituirá parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente deste.”

Estudos mostram que os países ricos já impuseram perdas da ordem de 7,4 trilhões de dólares aos países de  renda per capita baixa e média como o nosso, ao longo dos últimos anos. Essa estimativa não leva em conta os prejuízos atuais, com os subsídios agrícolas e esse malfadado projeto “vendido” a alguns maus brasileiros, que o repassam de forma enganosa às pessoas menos esclarecidas de nossa população.

Está muito claro que os países ricos desejam continuar propagando seus gases poluentes com voracidade maior do que a expansão de suas idéias preservacionistas. Enquanto os EUA respondem sozinhos  por 25% das emissões globais de CO2 e os países da comunidade européia por mais 24%, toda a América Latina é responsável por apenas 5%.

Claro, temos as nossas responsabilidades com o meio ambiente e a conseqüente manutenção das melhores condições de vida no Planeta, contudo só estão nos apresentando as contas das perdas.  Esqueceram-se dos ganhos, aos quais também temos direito. E esses ganhos só virão com o desenvolvimento sustentável, situação que, comprovadamente,  não ocorre nas áreas decretadas como reserva extrativista e suas adjacências abrangidas por zonas de amortecimento e por rígidos planos de manejo.

Seria até aceitável que nós brasileiros devêssemos preservar nossas florestas e rios para o bem  dos europeus, desde que os europeus também devolvessem (em dinheiro) as toneladas de recursos naturais que nos roubaram durante séculos de colonização.

Tenho afirmado que somos todos preservacionistas. Se fosse diferente, não estaríamos com a maior parte do nosso bioma preservado e despertando a cobiça dos  famigerados ambientalistas. Essa consciência da necessidade de preservar deve levar em consideração que o elemento natural mais importante do processo é o ser humano; que essa preservação deve estar aliada a um desenvolvimento sustentável, conforme prescrito na Carta do Rio.  O foco da preservação deve ser, portanto, o bem-estar do brasileiro, muitos dos quais estão sobrevivendo em condições subumanas.

Ocupamos aproximadamente um terço da área total do Brasil com nossas presenças e nossas atividades econômicas. Isto é uma prova irrefutável de que preservamos muito bem o nosso meio ambiente e seus recursos naturais, apesar de existirem determinadas áreas ameaçadas, como tem sido noticiado na mídia nacional e internacional. Agora, se os países ricos querem que preservemos ainda mais para benefício de seus cidadãos, que paguem por  isso; ao invés de ficar transferindo recursos financeiros para as ONGs, numa espécie de “tráfico verde”. 

E como isso funciona? Inicialmente as ONGs recebem a subvenção de recursos financeiros da Comissão da União Européia para o Meio Ambiente. Sob a bandeira idealística da preservação, que sensibiliza muitos de nós, elaboram, à revelia da população interessada,  ou, quando muito, enganada, os projetos de Unidades de conservação, "obrigando-nos"  a permanecer subdesenvolvidos e a manter nossa gente nas mesmas condições sociais e econômicas em que se encontram hoje. Nossa extraordinária  potencialidade para seqüestrar carbono com as áreas verdes são reconhecidas pelos organismos internacionais ligados ao meio ambiente e pelas Nações Unidas (UNESCO). O objetivo final, além da promoção do subdesenvolvimento, é transformar o conjunto de Unidades de conservação existentes numa determinada área em Unidade de Conservação Internacional (Reserva da Biosfera). A partir daí, uma enorme soma em dinheiro pode ser captado pelas ONGs, com negócios envolvendo os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) em troca dos Certificados de Crédito de Carbono a título de compensação ambiental, o   que, em última análise, autoriza os europeus a poluirem cada vez mais. Em outras palavras, as emissões de gases do efeito estufa (GEE) das indústrias européias são trocados pelas emissões de Certificados de Compensação Ambiental, que valem muito dinheiro no mercado internacional. 

E o que é ainda pior nisso tudo,  o brasileiro que preserva e as regiões que estão impedidas de crescer por conta desse “mercado”, não têm visto e nem verão a cor do dinheiro recebido nessas transações.

Precisamos, urgentemente, dar um basta nesse processo. Não podemos permitir que os países membros da União Européia continuem se utilizando de brasileiros não patriotas, como os que fazem parte de determinadas ONGs e até alguns que são servidores de órgãos oficiais do governo, para executarem esse estapafúrdio plano de uso dos nossos recursos naturais para a consecução de seus objetivos desenvolvimentistas, tendo como conseqüências a perpetuação da miséria e da pobreza em nosso País. 

Temos que, a qualquer custo, impedir a continuidade desse malfadado projeto preservacionista que não traz benefícios aos brasileiros e empobrece ainda mais muitas de nossas regiões.

Para isso, as populações residentes em Ilhéus, Uruçuca, Canavieiras, municípios  afetados por  restrições impostas ao desenvolvimento por Planos de Manejo e por Zonas de Amortecimento, criados e definidos pelos ambientalistas a soldo dos europeus, devem manifestar-se contra o insidioso aparato que se contrapõe à construção do Porto Sul e da Ferrovia Oeste-Leste.i

Faz-se também necessário o conhecimento pleno da Lei Federal nº 9.985/2000, que regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). De acordo com seus dispositivos, nenhuma Unidade de Conservação poderá ser criada sem a aquiescência da população.  Por falta de conhecimento, algumas Unidades de Conservação inadequadas já foram criadas e implantadas em municípios de nossa Região.

QUE VENHAM FIOL E O PORTO SUL!

Autor: J. A. Souza Neto  -  Oficial Superior das Forças Armadas (reserva remunerada), Professor Regente do Magistério da Bahia e Membro da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (ALAC).

REPLICANDO O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA


Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

"Vou fazer um slide-show para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse, se não, o que importa, o nosso almoço tá garantido mesmo.  Indios ou não indios são brasileiros."

ARRUMANDO A CASA...

Dilma limita gastos públicos a R$ 2,9 bilhões em janeiro

Apesar de aprovado pelo Congresso Nacional ainda no ano passado, o orçamento da União para 2011, estimado em pouco mais de R$ 2 trilhões, ainda não foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff. Enquanto analisa as mudanças feitas à proposta inicial no Legislativo, Dilma assinou decreto para conter os gastos dos órgãos públicos, limitando em R$ 2,9 bilhões as despesas de janeiro(Veja aqui o quadro). O bloqueio preventivo de verbas durará até a sanção do orçamento, prevista para a próxima semana.

A novidade é que o governo optou por mais rigor na condução dos gastos públicos neste ano, segundo técnicos do Ministério da Fazenda. A Lei de Diretrizes Orçamentárias fixa os gastos em um duodécimo – parcela equivalente a um doze avos do orçamento – caso a Lei Orçamentária não seja sancionada até 31 de dezembro do ano anterior a sua vigência. Mas técnicos da Fazenda estimam que o limite estabelecido hoje para despesas seja ainda menor.

A maior rigidez pode ser um recado ao Congresso Nacional, que ampliou a previsão de receitas para 2011 em R$ 25,3 bilhões, à revelia do governo. Dilma, então, segurará os gastos diretamente no caixa.

Por enquanto, os ministros e dirigentes de secretarias vinculadas ao Executivo só podem efetuar despesas relacionadas a obrigações constitucionais e legais, ao pagamento de bolsas nas áreas de educação e esporte (Bolsa Atleta e Segundo Tempo) e a ações de prevenção a desastres, além de despesas de custeio, como água, luz, telefone e folha de pagamento.

Segundo o decreto, publicado hoje no Diário Oficial, a movimentação de recursos e o empenho (reserva de verba em orçamento), por órgão ou unidade, ficam limitados até a sanção do orçamento. Mas, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, poderá ainda ampliar ou remanejar os valores especificados para os órgãos, de acordo com sua conveniência.

Distribuição
O Ministério da Educação, com R$ 525,3 milhões, detém a maior parcela de recursos para desembolsar durante este mês. Em seguida, aparecem os ministérios da Saúde (R$ 430,4 milhões), Defesa (R$ 333,8 milhões), Ciência e Tecnologia (R$ 180,3 milhões), Fazenda (R$ 169,4 milhões) e Justiça (R$ 161,5 milhões).

A Presidência da República detém R$ 98,7 milhões para uso neste mês. Os ministérios da Cultura e Turismo estão autorizados a gastar, respectivamente, R$ 47,1 milhões e R$ 30,2 milhões. Já o Ministério do Esporte pode desembolsar R$ 38,5 milhões. Entre os ministérios mais afetados pelo documento estão Integração Nacional (R$ 14 milhões) e Pesca e Aquicultura (R$ 11,4 milhões).

Procurado pela reportagem, o Ministério do Planejamento não comentou o tamanho da contenção de gastos até o fechamento da matéria.


Fonte:  Contas Abertas 



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A BELA ANDRAJOSA



Quando ainda virgem, foste presente de Rei.  Mas, aquele que te recebeu como dádiva, desdenhosamente não te quis.  Mesmo tu bela e irresistível, trocou-a pelo fausto e o luxo da corte, preferindo doar-te a aventureiro de Espanha.  Este que a recebeu, destemido, pacificou tua ira nativa. Retirou-lhe o véu, desnudou-a.  Um a um, teus pequenos e formosos montes foram pela primeira vez tocados, acariciados. Um por um, aportaram-te os ilhéus. Por tuas fendas, singraram os mais intrépidos desbravadores.  Fecundada, encheram-te de verdejantes campos. E o néctar foi visto jorrando de tuas entranhas. Invadida pelo manjar dos deuses, viste a sina de singular eldorado. Paixões desenfreadas, cobiça, traições, lutas pelo poder e terras, ensoparam-te com sangue e ódios. Cortejam-te até hoje os langorosos Almada e Cachoeira. Sequiosos, beijam-te, se abundam de sal, ao tempo em que despejam fios d’água doce em teu mar.  Tua fertilidade romanceia, numa mistura de ficção e verdade.  Serviste de inspiração a teus nativos, notadamente aos devaneios dos mais ilustres   – Adonias e Amado. Em suas penas, viraste sinônimo de prosa, de versos, de contos...  Hoje, coberta de glórias, tentam  –  novamente  –  transformar-te em atração para novos visitantes. Mas já não possuis os dotes da mocidade de outrora... Estás maltratada... Andas andrajosa e feia...  Dadivosa em natureza, assiste àqueles que deveriam cuidar-te, servirem-se de ti...

Autor: Souza Neto (na data da postagem)

AS MELHORES QUE ENCONTREI HOJE

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 SERGIO PAULO - JORNAL MONTE RORAIMA


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REGI - AMAZONAS EM TEMPO


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WALDEZ - AMAZÔNIA JORNAL


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J. BOSCO - O LIBERAL


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JORGE BRAGA - O POPULAR


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TURISMO EM ITACARÉ?

Na nossa primeira visita a essa cidade, ficamos deveras espantados!  Não positivamente, mas com um sentimento de decepção... Muita decepção!

Claro, depois compreendemos que as delícias que ouvíamos falar da cidade não estão na sua zona urbana, mas nas imediações, na zona rural e costeira.

Dentro do povoamento, pouca coisa serve.  O que se chama "turismo", por lá, não possui o mínimo em estrutura, é pura enganação.

Nessa primeira visita  -  em meados de 2009  -, tivemos enormes dificuldades para encontrar um estabelecimento comercial que aceitasse cartão de crédito. Para o café da manhã, fomos a um dos poucos restaurantes que abrem para esse serviço. Muita precariedade no serviço, tanto pela qualidade dos alimentos, quanto pela pouca higiene.  O café, o leite e o suco estavam servidos em garrafões térmicos de 5 litros, aparentando sujeira por fora, com canecas sem pires e, ao lado de cada recipiente, uma colher "de uso coletivo" para mexer o açúcar/adoçante.  Estávamos em férias, mas só conseguimos ficar apenas 3 dias por lá...

Depois disso, voltamos outras vezes, mas somente para ir às praias... Temos preferido não pernoitar.

Nesta quinta-feira (06/01/2011), estivemos lá com alguns amigos... Fomos à Praia da Ribeira, uma das melhores para quem se faz acompanhar por crianças.  

Mais uma vez... muita decepção. Os preços praticados eram exorbitantes quando comparados com os serviços prestados. Seis meses atrás, na baixa temporada, correspondiam à metade, com as mesmas deficiências: sanitários mal acabados e imundos, atendimento de péssima qualidade, garçons com indumentária e apetrechos de serviço sujos. Tive vontade de fotografar os "panos de bandeja" de alguns desses "profissionais".  Um pano-de-chão é mais apresentável do que os famigerados "paninhos de bandeja" dos garçons das cabanas da Praia da Ribeira (foto).


Insatisfeitos com o que vimos e com o atendimento precário, decidimos voltar para Ilhéus... No caminho, demos aquela paradinha de praxe na Cabana da Empada e degustamos alguns sabores. 

Chegando ao nosso "home sweet home", em Ilhéus, numa reunião de família, decidimos que Itacaré... novamente... só se tivermos como nos hospedarmos em um dos Resorts que são encontrados no meio do caminho, ou quando as coisas melhorarem por lá, na área urbana.

Esse exemplo de "turismo", que é o mais encontrado na nossa região, só serve para afugentar os visitantes.  As pessoas que exploram o turismo na região precisam saber que a melhor propaganda é a que veicula no "boca-a-boca", isto é, a recomendação de quem veio uma vez, gostou, e divulga para amigos e conhecidos. Alguns parecem esquecer que a manutenção de suas atividades  -  especialmente durante a baixa temporada  -, é subsidiada por pessoas da própria região.  O que se verifica é que, ao invés de explorarem o turismo, exploram o turista de fora e os nativos juntos.

Ilhéus e Canavieiras convivem com as mesmas práticas!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO "AMBIENTALISMO-INDIGENISMO" NO BRASIL

Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo

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Sob o disfarce de uma causa nobre, o movimento ambientalista-indigenista internacional e seu exército de organizações não-governamentais (ONGs) representa hoje um dos maiores entraves ao progresso da humanidade. Lançado em 2001, o livro Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial - em nona edição e com mais de 17.000 exemplares vendidos - se converteu em um importante fator de esclarecimento sobre a agenda real desse aparato de guerra irregular.
A presente seqüência atualiza os avanços da "máfia verde" no Brasil, visando aprofundar a conscientização da cidadania sobre a sua agenda anti-humana, antidesenvolvimentista e ditada do exterior, como uma nova forma de colonialismo.

Índice:
· APRESENTAÇÃO
. O ambientalismo como um novo colonialismo
· Uma ideologia anticivilizatória e antinatural
· A "carta indigenista" contra o Estado nacional
· Raposa/Serra do Sol, rebelião em Roraima
· A "ponte" Cerrado-Amazônia e a integração sul-americana
· A indústria madeireira na alça de mira
· Energia: do facão ao "apagão"
· O assalto obscurantista contra a biotecnologia
· A indústria de camarões na rede ambientalista
· As ONGs no governo
· A farsa do desarmamento civil
Organizador editorial: Lorenzo Carrasco
Autores: Geraldo Lino, Lorenzo Carrasco, Nilder Costa, Silvia Palacios
Título: Máfia Verde 2: Ambientalismo, novo colonialismo; Capax Dei Editora, 272 páginas, R$ 43,00 (com o correio incluído)
Capax Dei Editora Ltda (CNPJ 02778649/0001-63), Rua México 31 sala 202 - Rio de Janeiro - RJ - 20031-144

LAÇOS SÓRDIDOS: NEGÓCIOS ESCUSOS


LAÇOS SÓRDIDOS: NEGÓCIOS ESCUSOS

A autora de “Uma Demão de Verde: Os Laços entre Grupos Ambientais” a jornalista canadense Elaine Dewar oferece na realidade uma bem fundamentada denúncia. O tema é ambientalismo e ela é do meio. Não sendo um discurso engajado é um relato baseado em informações que inspiram credibilidade. Buscando realizar pesquisas de uma das mais importantes “nações” indígenas do Brasil, os Caiapós, suas primeiras presunções foram alteradas. Em vez de grupo carente de apoio de ONGs mantidas por órgãos internacionais, a repórter se deparou com uma “organização” solidamente evangelizada por modernas doutrinas comerciais de alcance mundial, explorando ouro e madeira da sua reserva. Descobriu que por aí passava uma “trilha de milhões e milhões de dólares, em um circuito que integrava agências governamentais, fundações e empresas privadas, organizações não-governamentais, e ativistas ambientais e indigenistas, que se empenhavam em influenciar as políticas públicas em três continentes”. A leitura de “Uma Demão de Verde” possibilita entender os meandros da construção da própria Constituição do Brasil pode ser fortemente manipulada por uma intrincada rede de poder que influenciou a sua própria redação. Na Constituição de 88 consta com clareza, que teriam de haver reservas onde ninguém pudesse entrar. Por trás das linhas dá muito bem para se acrescentar, a partir do texto da repórter canadense, a não ser quem tenha sintonia fina com interesses comuns de políticos-empresários, donos de ONGs e grupos nativos.Um exemplo citado pela autora é a ONG, Instituto de Pré-História, Antropologia e Ecologia (IPHAE), de propriedade de Wim Groeneveld,   sediada em Porto Velho-RO.  O texto-reportagem mostra convincentemente a rede intrincada que une com laços consistentes, o governo americano, canadense, inglês e japonês, e como estes mexem com ONGs, políticos, empresas como é o caso do Brascan, Vale do Rio Doce, Institutos, Fundações como a Chico Mendes e comunidades indígenas para a movimentação de milhões de dólares. Nada mais oportuno o conteúdo do livro “Uma Demão de Verde" para entender como os países ricos escrevem as políticas e as políticas públicas brasileiras e ostentam a fragilidade da exacerbadamente apregoada soberania nacional. Uma fantasia, um delírio. Tem razão Augusto Heleno, o general contestado, ao apontar a força dos espúrios "interesses" internacionais pela Amazônia. Da mesma forma em que o texto mostra exploração econômica da Amazônia por parte de ONG’s estrangeiras, ou brasileiras financiadas do exterior, inclusive por governos e multinacionais, á revelia ou contraditórias ao desenvolvimento do agro negócio brasileiro. Ficam evidentes os autênticos laços entre grupos ambientais, governos e grandes negócios". Ela relata a forma espúria de como foram conseguidos recursos para o encontro de 1989. Segundo ela, o histórico encontro de Altamira foi sustentado por negócios ilegais de ouro e madeira realizados pelos índios Caiapós, e não por sustentação externa como apregoado na época. O texto levanta muitas outras denúncias tendo o Brasil como espaço nuclear da trama que tem aspectos de literatura de suspense. Elaine Dewar por várias vezes, recebeu o Nacional Magazine Award, um dos mais prestigiosos prêmios jornalísticos do Canadá. Escreveu vários documentários, sendo que, com “Chimeras and Quests for Imortality”(2004) recebeu o Nereus Writers’s Trust Non-Fiction Prize, concedido anualmente á melhor obra de não-ficção de um autor canadense. Segue a linha do livro Máfia Verde: o  ambientalismo a serviço do “Governo Mundial”, publicado pela Executive Intelligence Review, a revista de  inteligência internacional fundada pelo economista estadunidense  Lyndon LaRouche. Bem como se vê, a agonia do planeta suscita o oportunismo das mega corporações e dos governos mundiais.
DEWAR, Elaine. Rio de Janeiro: Editora CAPAX DEI, 2007, 528 pp.


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ONDE ESTÃO OS "ABÉIS"?

O tráfego da cidade de Ilhéus está um caos nessas últimas duas semanas, no entanto, não se vêem os Agentes de Trânsito em ação.

Há pontos de engarrafamento em que a intervenção de um desses profissionais seria providencial.  Cito apenas dois: a confluência das vias Princesa Isabel e Amélia Nunes com a Ponte Lomanto Junior e a insterseção de ruas do bairro Nelson Costa com a BA-001,  nas proximidades do hotel Opaba.  Nesse último local, há um semáforo sem utilização.

As perguntas do dia são: 


ONDE ESTÃO OS "ABÉIS"?

SERÁ QUE OS PAGAMOS APENAS PARA APLICAREM MULTAS?

UM RECADO DO LULA...

...Para os prefeitinhos e os vereadores de araque

(...) "Numa demonstração de que esse é um legado que não poderá ser mudado tão cedo: que é não ter medo de ouvir o povo, não ter medo de deixar o povo participar, acabar com essa maluquice de o povo só ser bom na época da eleição, em que todo mundo anda de carro aberto, dando a mão, rindo que nem se tivesse ganhado na loteria sozinho; e depois que ganha as eleições, passa anos sem ter um convívio com o povo, governa para meia dúzia de ricos e esquece da maioria do povo, que são aqueles que realmente são a razão de ser de a gente ganhar uma eleição e governar este país, uma cidade ou um estado."(...)  (LULA)

Frase dita por Lula em entrevista, após a passagem do cargo.  Será que os prefeitinhos e os arremedos de vereadores de nossa região vão aprender?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

SERÁ QUE AGORA VAI...?

CONCESSÕES DOS CENTROS DE CONVENÇÕES DA BAHIA

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA OS COLÉGIOS DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA

As inscrições, pela Internet, começaram hoje e terminam no próximo dia 9 (Domingo) às 23 horas e 59 minutos.

Para INSCRIÇÃO NO SORTEIO ELETRÔNICO (Clique Aqui) o candidato/responsável pela inscrição deve atentar para a correspondência de séries do Ensino Fundamental entre as Escolas tradicioanais e os Colégios da Polícia Militar:

5ª Série  -  6º Ano (CPM)

6ª Série  -  7º Ano (CPM)

7ª Série  -  8º Ano (CPM)

8ª Série  -  9º Ano (CPM) 

Estão abertas as inscrições no processo seletivo para admissão de alunos nos Colégios da Polícia Militar, a partir desta quarta-feira (5). Serão disponibilizadas ao todo 3.086 vagas para os diversos anos escolares nos municípios de Alagoinhas, Candeias, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista e Salvador. As inscrições devem ser feitas pela internet (ver aqui e aqui), e vão até o dia 9 de janeiro. O critério para a seleção de todos os inscritos será o sorteio eletrônico, a ser realizado às 16h do dia 12 de janeiro, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), no bairro de São Marcos, em Salvador. Os editais de inscrição estão disponíveis no site da Polícia Militar da Bahia  -  http://www.pm.ba.gov.br/.

As inscrições serão realizadas pela Internet, através dos sites institucionais da Secretaria da Educação do Estado da Bahia www.educacao.ba.gov.br e da PMBA
http://www.pm.ba.gov.br/cpm2011, a partir da zero hora do dia 05/01/2011 até às 23h
59min do dia 09/01/2011.

APRISIONADOS PELOS GRILHÕES DAS MENTIRAS

Penso que a pior forma de escravidão é aquela em que os indivíduos julgam-se libertos e terminam trocando a vida por grilhões de ilusão.
 
Assim observo muitos dos habitantes da nossa Ilhéus, de quatro em quatro anos, deixarem-se fascinar pelo canto da sereia de políticos inescrupulosos e sem compromisso com o bem público.

Essas "vítimas" são, geralmente, pessoas humildes e de bom caráter, as quais, na sua maioria, ainda não encontraram o discernimento que lhes mostraria a porta da libertação.
 
São homens e mulheres que trabalham de sol-a-sol, cultivando a terra na lide pelo sustento diário.

São pescadores nos braços do mar, enfrentando seus perigos a cada minuto da jornada.
 
São, enfim, pessoas que constroem, criam, trabalham, ensinam, e distinguem-se pelo caráter e pela honestidade!

Nessas circunstâncias, aproveitam-se os "invasores de consciências" com suas "técnicas" de convencimento já muito bem conhecidas, atuando no espaço deixado pela falta de senso crítico.  Pedem para si ou sugerem o voto nesse ou naquele candidato, mediante a apresentação basofeira de promessas fantasiosas e ilusórias.  Tentam convencer esses menos esclarecidos a votarem em fulano ou beltrano, por ser o melhor (sic), ou porque irá fazer isso ou aquilo (sic), ou porque se eleito dará um emprego ao eleitor, a um familiar seu (sic), e por aí afora...

Entre esses candidatos e cabos eleitorais da fanfarrice e da prosápia, (investido da missão do Diógenes com sua lamparina), busco um (APENAS UM!) que possa simbolizar algo de bom para essa nossa naturalmente bela e rica cidade.
 

Entre eles, busco UM que possa simbolizar a força das marés, a nobreza e imponência impar do nosso mar, dos nossos rios e manguezais.
 
Entre eles, busco UM que ouse proclamar ao morrer: "Deixei minha Ilhéus, meu povo, um pouco melhor do que encontrei ao nascer!"   

Entre eles, busco UM que possa dizer: "Minha vida foi uma gota de sangue nas veias de lhéus e uma lágrima nos seus olhos e um sorriso nos seus lábios!" 
 
É chegada a hora de arrebentar os grilhões das iniqüidades e de desmascarar a basófia! 

2012 bate à porta!  E os arautos da Blogosfera Progressista de nossa região tem essa responsabilidade.

Portanto, não percamos tempo!  

Souza Neto

Nota: Souza Neto é membro da Academia de Letras e Artes de Canavieiras, professor regente do Magistério da Bahia e Oficial Superior da Marinha do Brasil, na reserva.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

SUGESTÕES DE DESCANSO PARA UM COMPANHEIRO

Ô companheiro!   Você pode até estar se "achando" aí em cima....  mas...
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 ...que tal uma aguinha de coco nessa belíssima "praia"!?

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AS MELHORES QUE ENCONTREI HOJE

LUTE - HOJE EM DIA


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AMÂNCIO - TRIBUNA DO NORTE


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PAIXÃO - GAZETA DO POVO


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NEWTON SILVA - JANGADEIRO ONLINE


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ADNAEL - CHARGE ONLINE


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 DUKE - SUPER NOTÍCIA


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 BELLO - TRIBUNA DE MINAS


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HUMBERTO - JORNAL DO COMMERCIO


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PAIXÃO - GAZETA DO POVO


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VÍDEO: singela homenagem à Globo na posse da Dilma | Conversa Afiada

Vídeo: singela homenagem à Globo na posse da Dilma | Conversa Afiada: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

SERRA DEIXA SÃO PAULO QUEBRADO - ALCKMIN TEM QUE CORTAR ORÇAMENTO PARA COBRIR ROMBO

ALCKMIN TEM QUE CORTAR  ORÇAMENTO PARA COBRIR ROMBO  DEIXADO POR "CERRA"

Leia   Aqui

É CONVENIENTE LEMBRAR...


Dentro de 1 ano e 8 meses, teremos mais uma vez, a oportunidade de escolher aqueles que irão comandar os destinos de nossas cidades.

Para que, mais uma vez, não passemos quatro anos LAMENTANDO, nada melhor que rememorar os LAMENTOS do passado e do presente.

Este texto, que tanto espelha a nossa realidade, foi originalmente escrito em 2002. Tivemos uma nova chance em 2006 e outra em 2008... mas, nada mudou! 

Alguém, sabiamente cunhou a frase: "Voto não tem preço, tem conseqüências."

LAMENTOS 
(Souza Neto  -  2002)

Pisando a terra fértil, eu tenho fome
Estúpida contradição! Haverá outro nome?
Debaixo do pé de coco, eu tenho sede
O tempo passa, a vida me consome.

Frutas, legumes, verduras do capixaba
Aqui não dá, a terra fértil, rica, molhada.
O mesmo se dá com a riqueza do mar,
Parece que os peixes saíram pra passear.

Coisa que nem por decreto se acaba
É o egoísmo e a incompetência do homem.
No quarto escuro, engulo a sede e bebo a fome,
À beira da fonte, água me sufoca, terra me consome.

Deixei-me enganar por homens de pouca fé,
Que faço agora, pra consertar José?
Bolso vazio, me falta a grana, me falta o pão,
Até quando assim será, assim será João?

Marias, Josés, Joãos, Manuéis e Juvenais,
Na esperança, esperando o fim dos temporais.
Braços cruzados, inertes, aguardando a bonança:
Espera maldita, espera danada, que mata, que cansa.

Meninos descalços, doentes, desnutridos,
A quem culpar por esses fracos e desvalidos?
Se não fui correto e prudente, ao ter escolhido
Os fáceis caminhos dos votos vendidos?

Promessas vãs, enganações e chicanas.
Deixei-me enganar pelos políticos sacanas.
Filtro, cesta básica, aguardente corote...
Assim arquitetei a minha própria sorte!

Depois da eleição sequer saio na foto,
Fiquei a mercê dos compradores de voto.
Mas, tudo tem jeito, retorno e solução
Na causa e efeito da infalível Lei de Reação.

Única certeza habita meu coração...
Um dia terei meu pedacinho de chão.
Meu corpo inerte, cansado dos tristes “ais”
Já não terá as necessidades materiais.

Lugar bendito, restrito, sete palmos profundos,
Serei bem querido e feliz no outro mundo.
Lugar maldito, ardente, para os prepostos do mal:
Veredas negras, penumbras, sofrimento espiritual.

No templo da espiritualidade e da vida eterna,
Rogarei ao Pai pelos bons que ficarem na Terra;
Proteção contra a mentira e os nefastos enganos;
Paz, harmonia e tecnologias sem guerra, sem danos.

Aos propagadores da miséria, rogo o perdão ao Pai.
Senadores, governadores; a todo tipo de infratores.
Prefeitos corruptos, imperfeitos administradores,
Deputados, detratores, arremedos de vereadores.

Ó eterna e infalível Lei Divina Universal,
Aplicai a justa pena aos incautos transgressores
Ambiciosos, bajuladores, corruptos e corruptores.
Insensatos criadores, disseminadores do mal.